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terça-feira, 30 de abril de 2013

ABRINDO-ME


Por Clélia Rocha


Prólogo
Alberto Couto Filho

Mas...é preciso sair para FORA.
Clélia Rocha, impetuosamente, com superabundante graça pleonástica, vale-se airosamente desse vício de linguagem, no afã de expressar enfaticamente um nobre sentimento ao produzir um fruto de reconhecimento, biblicamente aceitável em nosso meio.

Clélia Rocha opõe-se a conjunções coordenativas ou subordinativas. E dai? Ela é assindética na construção de suas frases e orações, que se justapõem divinamente;
Clélia Rocha, apenas intuindo levar mais subjetividade e emoção a seus leitores, em retórica despretensiosa e intencional, exibe o seu “quê”, que não é só seu; é de Castro Alves, o lírico poeta dos escravos; é de Paulo Roberto de Almeida, autor do mini-tratado em defesa da inutilidade necessária do uso das reticências;
Clélia Rocha é árvore frutífera, arraigada e alicerçada no amor de Deus a cultivar raízes espirituais na vivência dedicada ao Senhor. Ela diz-se raiz e tem a consciência de que estando sob a terra, seus valores, motivações e necessidades são visíveis apenas pelo Criador de todas as coisas;
Clélia Rocha, permanentemente disposta a santificar-se, está ciente da sua fragilidade, mas não se vê incapaz. Ela exibe em seus escritos “o como ela é”: sem mistérios, não enigmática, transparente e verdadeira, serva temente a Deus e, como diz em tom gracioso: é uma mulher “cara limpa”;
Clélia Rocha, enfim, que assevera ter Deus como seu guia diz-se: livre, mar, areia, vento, tempo, sorriso, alegria, encontro e despedida, comparando-se a uma libélula a voejar, sem ter nenhuma pressa;
Clélia Rocha é protética-bombeiro, poetisa, baiana pessoal e espiritualmente bela, e a blogueira autora da obra-prima que ora transcrevo, duplamente honrado pelo fato de ter expressamente autorizado a sua publicação nesta minha página e ter declarado em seu blog: Estou lendo Alberto Couto Filho – Deus está sendo glorificado em nossas vidas.

ABRINDO-ME...

HOJE...preciso me DESPEDAÇAR.
Fazer sair das ENTRANHAS o PENSAR...o SENTIR...
Como LÁZARO... PRESO, com OLHOS VENDADOS, boca fechada, cheirando mal, e enclausurado em um MUNDO de MALDADE, FALSIDADE, ARROGÂNCIA, INCREDULIDADE, DESAMOR.
Às vezes...penso em não sair. Suportar o meu próprio cheiro...ainda consigo.
Jogar no meu CORPO morto...o perfume comprado...PAGO.
Mas...é preciso sair para FORA.
FILHO de DAVI! tem MISERICORDIA de NÓS!
CEGOS...à BEIRA do CAMINHO...MENDIGANDO.
DESCEMOS ao poço de JACÓ...mas, não te encontramos...tinhas ido.
Sentimos o PESO da CRUZ no teu ombro, mas te NEGAMOS três vezes.
Todos os dias...MORTE.
Crianças, adolescentes sendo criados para o crime.
Ladrões, bandidos, sequestradores...formados em DIREITO.
BOMBAS jogadas...pessoas sonhando...jogadas ao CHÃO.
As ONDAS do MAR...vem de forma impetuosa, altas demais para mim.
AQUIETA-A
PREFEREM BARRABÁS...está SOLTO.
Me ensinaste a AMAR o PRÓXIMO como a MIM mesmo...como posso?!
Sou do bem, mas...me jogam PEDRAS.
Atiram a PRIMEIRA ...querem MORTE.
Já fui SALVA... por um FIO de ESCARLATA.
Por um SANGUE passado nos UMBRAIS das PORTAS.
Por um CORDEIRO sacrificado.
Sabe quando no MONTE, TU quisestes DESISTIR de MORRER pelo HOMEM?
..."PAI! PASSA DE MIM ESTE CÁLICE"...
...Deverias ter desistido.
Não merecias à CRUZ.
Sinto muito...
O MUNDO...PREFERE BARRABÁS.
Clélia Rocha 2013
coraoquepulsa.blogspot.com/.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O CULTO Á PERSONALIDADE E O PARTIDARISMO

A flagrante tenuidade entre honrar e idolatrar um homem de Deus
Por Alberto Couto Filho

Discute-se:
Marco Feliciano renuncia?  Permanece?
Perguntam-me:
Ele sai? Ele fica? O  que achas?

O lamentável é que esse assunto tem sido comentado nos púlpitos, nas igrejas, pelos seus próprios líderes, até mesmo em meio à pregação da Palavra de Deus. Por esta razão, aqui e ali; cristãos e não cristãos emitem opiniões divergentes sobre o comportamento, sobre as restrições à conduta religiosa e parlamentar do pastor/deputado Marco Feliciano – redundando: muitos a favor; outros tantos contra.
A veiculação deste assunto nas igrejas através das suas lideranças tem fomentado a ocorrência de um nefasto e inaceitável PARTIDARISMO, biblicamente considerado como inimigo mortal da Unidade na igreja de Cristo, pela sua capacidade de introduzir facções em uma pequena congregação.
Por isso, em muitas dessas igrejas pode-se distinguir, em meio à membresias, já divididas sobre este tedioso affaire, a adoção de posturas mundanas quando da discussão em torno da conduta de conhecidos mega-evangelistas, sem que seja percebida a substituição do necessário e obrigatório culto a Deus por um indesejável “culto à personalidade”

Como decorrência natural dessa veiculação, afloram em muitas das nossas igrejas pessoas e grupos já fragilizados, não mais dependentes do Senhor das nossas vidas.
Esses nos permitem identificar tendências a valorizar esse ou aquele ministério que têm a frente: apóstolos, bispos e pastores que desenvolvem um elaborado marketing pessoal que, propositadamente, estão a carreá-los à categoria de “ídolos”; são líderes proclamados carismáticos por aquelas pessoas que os tornam midiáticos e que se dispõem a sustenta-los, através de ofertas voluntárias – creio ser este o caso do nobre deputado/pastor Marco Feliciano e de outros que professam a falaciosa teologia da prosperidade.
Há uma linha extremamente tênue entre honrar um homem de Deus e idolatrá-lo.

Quando da emissão de um parecer pessoal quanto à renúncia ou à sua permanência na presidência da CDHM, seja quem for o emissor ele estará, naturalmente, propiciando a instalação do espírito partidário devido à divergência de opiniões e, creiam, vai ser extremamente difícil desinstalá-lo.

A idolatria, nesse caso, é uma reles caricatura de adoração a Deus.  O “ídolo” vibra com os aplausos dos idólatras e, quase sempre, se esquece de atribuir o seu dom ou virtudes (se é que as tem) ao poder do nosso Criador.
Seguem-se aos aplausos, para reforçar a ovação popular, aquele “papo” falso, apinhado de uma inexistente humildade – é assim, modesta e acochambradamente que se promove o danoso “culto à personalidade”.

Por conveniência e, tão somente por isto, esses ídolos inúteis esquecem a liturgia para a “adoração pública”:

1 - Criada poeticamente pelo salmista, quando declara a confiança que o povo deve ter apenas no Senhor:
“HONRAS SOMENTE A DEUS” – “Não a nós Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da “tua fidelidade.” (Sl 115-1;

2 – Deus repreendendo a infidelidade do povo, dizendo: EU sou o mesmo:
“CONTRASTANDO COM A JACTÂNCIA DA BABILÔNIA” - “Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último” (Is 48:1);
3 – Paulo comparando a loucura da cruz com o poder de Deus:
“PAULO GLORIA-SE NA CRUZ DE CRISTO” – “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14).

Por ser perceptível ao Apóstolo Paulo a existência do PARTIDARISMO entre os cristãos da igreja de Corinto, ele suscitou um questionamento sobre o aval do Senhor àquela divisão entre eles, observando que a mensagem do Evangelho teria que se sobrepor a qualquer desejo ou intenção de se buscar relevância para certos assuntos.
Paulo exortou-os à Unidade, rogando pela extinção das contendas entre as facções criadas pelo PARTIDARISMO, numa primeira carta por volta de 55 a.C (1Co 1:10-12), mas numa segunda carta (2Co 12:20), poucos anos ais tarde, ele menciona o receio e apreensão de, numa visita próxima, encontrar aquelas mesmas facções às voltas com contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos (2Co 12:20).

Esta é uma séria indicação da profundidade que o PARTIDARISMO pode alcançar, quando fomentado e tolerado pela liderança de uma igreja. Jesus exemplificou com clareza o posicionamento do cristão, ante a sua existência: O Senhor Nosso Deus deve ser o centro de nossa vida. O Filho do Homem não permitiu nem à própria família desviá-lo do foco da vontade de Deus para a sua vida (Mt 12: 48-50).

Podemos observar que o PARTIDARISMO compreende quatro momentos, quando visíveis as relações de manipulação e controle existentes não apenas em pequenas igrejas, mas também nos templos capitaneados pelos polêmicos profetas da teologia da prosperidade.
Num primeiro momento, ocorre a divergência de opiniões (dissensão) geradora de desacordos e de muita tensão. Emoções fortes decorrem da ineficiente administração do problema, determinando a base do PARTIDARISMO;
Num segundo momento, torna-se possível identificar o oportunismo de líderes personalistas que, visando se beneficiar, exploram aquela divergência;
Num terceiro momento os prós e os contras digladiam-se, difamando uns aos outros – a troca de ofensas é usada como se fora uma arma integrante de um armamento bélico;
Num quarto momento, já se pode observar uma grande dificuldade de comunicação, pelo desenvolvimento e consolidação de um notório desprezo pela opinião de terceiros.
Enquanto isso, oriundo da “guerra” criada pelo cabuloso “PARTIDARISO” nasce e floresce o rompimento de relacionamentos entre os cristãos enquanto, mais e mais, distancia-se o ideal da Unidade, fazendo com que a eficiência da igreja seja seriamente comprometida.

Na verdade, necessitamos de líderes autênticos, totalmente comprometidos com a obra do Senhor e que sejam liderados pelo Espírito Santo, para que não aconteça o “culto à personalidade”, fator determinante da extinção do culto a Deus, Àquele a quem, unicamente devemos louvar glorificar e adorar, em espírito e verdade.

Instado a opinar, digo ser favorável à permanência daquele nobre deputado/pastor na presidência da CDHM, unicamente, por falta de melhor opção, ocasião em que lembro uma oportuna frase de Abrahan Lincoln:

"Quase todos podemos suportar a adversidade, mas se quereis provar o caráter de um homem, dai-lhe poder.".

Concluo, reproduzindo o trecho final de um brilhante artigo de autoria de Samuel Torralbo, co-pastor na AD Casa Verde Alta em Mogi das Cruzes: por concordar “in totum” com o seu contexto:   

Vejo nitidamente que o culto essencial a Deus precisa ser resgatado e mantido pela Igreja, enquanto que, o show religioso precisa acabar:

O show das performances humanas precisa acabar, para que, novamente o poder do Espírito Santo possa operar;
O show das palavras de motivação e autoajuda precisa acabar, para que, a palavra de Deus possa gerar arrependimento e mudança nos corações;
O show de lideranças amantes de si mesmas precisa acabar, para que, verdadeiramente pessoas venham ser conduzidas no Evangelho;
O show das experiências mistificadas e pagãs precisa acabar, para que, o Evangelho simples e puro venha transformar vidas;
O show da disputa de poderes institucionais religiosos precisa acabar, para que, a o poder do Evangelho seja a centralidade da vida cristã;
O show das teologias fundamentadas no materialismo e egoísmo precisa acabar, para que, a essência das escrituras possa ser desfrutada e vivenciada na pratica da vida;
O show precisa acabar…e o Evangelho de Cristo, precisa avançar.

Abençoe-nos Deus. Oremos.
Alberto Couto Filho

terça-feira, 2 de abril de 2013

A IGREJA-SHOPPING-TECNOLÓGICA


Por Marcos Barbosa
Editor do blog “VOLTEMOS ÀS RAÍZES

A igreja evangélica atual tem se enamorado com a alta tecnologia deste século e como conseqüência perdeu sua identidade. Sua eficácia se tornou uma piedade fria. Hoje, os templos são suntuosos e viraram verdadeiros shoppings. É a igreja-shopping-tecnológica. Nela há restaurantes, estacionamento com manobristas, sauna, pista de skate, sala de jogos, quadra poliesportiva e até academia. Sem falar dos vitrais, granitos, tapetes persas, poltronas reclináveis, e telões de plasma espalhados em pontos estratégicos na catedral climatizada e em suas dependências agregadas. Dessa forma, o crente que virou crente-cliente pode assistir o culto-show não somente dentro do templo, mas no restaurante, no estacionamento, na quadra poliesportiva, na sauna ou praticando academia. O pastor que virou executivo-pastor fecha negócios com farmácias, oficinas mecânicas, colégios e lojas de grife para que o crente-cliente tenha descontão em suas compras e utilização de serviços.

Nos domingos a igreja-shopping-tecnológica assemelha-se a um aeroporto internacional em alta estação. É um lugar de grande concentração. As pessoas não se olham nos olhos e o ruge-ruge de “ovelhas” batendo-se umas nas outras é assustador. Ninguém se conhece e a saudação padronizada “A paz do Senhor” tornou-se plástica. Na igreja-shopping-tecnológica conduzir a Bíblia na mão é ser ultrapassado. O tablet é usado pelo executivo-pastor e pelos crentes-clientes. Aliás, o executivo-pastor sempre entra na igreja com a pasta de executivo numa mão e na outra o tablet. Na escola dominical é indispensável o Notebook, o Data-show e o Smart-board.

A ceia do Senhor na igreja-shopping-tecnológica não é mais servida coletivamente, é self service. Há a “sala-ceia” onde cada fiel a qualquer momento utiliza-se do kit-ceia com textura judaizante: pão sem fermento, vinho e ervas amargas. O recolhimento dos dízimos e ofertas ocorre via cartão de crédito. A água do tanque batismal da igreja-shopping-tecnológica provém do rio Jordão. No batismo, o executivo-pastor mergulha o fiel-crente-cliente, três vezes na água do tanque batismal ao som de um shofar. A ambição religiosa na igreja-shopping-tecnológica chega ao clímax: Deus opera movido a mamon e o céu é sujeito ao comando da terra. Ou seja, a terra comanda o céu, pois há “poder” nas palavras do executivo-pastor. Após a ceia há gente vendendo sabonete “ungido”, sal “ungido”, óleo “consagrado”, tapete “poderoso”, água “benta”, perfume que exala o “cheiro de Cristo”, hidratante “santo”, e até pedaços da toalha com a qual o executivo-pastor cheio da “unção” se enxugou.

Através de sermões sempre em tom positivo, a voz aveludada do executivo-pastor consegue muitas adesões. Ninguém questiona o que ele diz. O rebanho-cliente deve se encaixar ao que o líder-executivo fala, caso contrário, é tido como rebelde. Se o líder disser que preto é branco todos devem concordar. Se o líder “decretar” todos devem se curvar. Durante o culto todos devem repetir o que o líder disser o que é para repetir, e haja papagueado! A pastoexecutivolatria entre os crentes-clientes é nauseante. O anelão de “doutor” no dedo do executivo-pastor fala muito alto ao rebanhão. No intuito de impressionar as pessoas, o executivo-pastor chama o prédio de sua igreja de santuário e os cantores de levitas. Ora, o prédio não é morada de Deus, portanto, não é santuário. O Senhor não mora em prédios, mas em pessoas convertidas. Os convertidos é que são santuários. Santuário não é o telhado, nem as colunas, nem as paredes, nem o chão, nem o púlpito, mas todos quantos foram regenerados pelo Poder de Deus. Vale salientar que o termo “levita” não é correto, pois o ministério sacerdotal que inclui os levitas se encerrou no Antigo Testamento. Todo ministério sacerdotal foi substituído integralmente por Cristo. Em Efésios 4:11 onde está listado os dons não aparece o dom de “levita” e nem faz qualquer menção a ministérios sacerdotais.

O seminário da igreja-shopping-tecnológica é secularizado. Homens como Freud, Carl Jung, Alfred Adler, Piaget, Peter Drucker, José Saramago, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King, Desmond Tutu, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Roberto Justus, Augusto Cury e Lair Ribeiro tomaram o espaço da Bíblia. Tudo é calcado na subjetividade e não em verdades históricas. Como a igreja-shopping-tecnológica quer lotação, o seu seminário ensina técnicas de marketing para igreja e estratégias de manipulação de pessoas.

Oremos pelo resgate da essência do cristianismo! Voltar às raízes não é retrocesso, é não perder a verdadeira missão.

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