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domingo, 26 de maio de 2013

GENTALHA! GENTALHA! GENTALHA!

Por Alberto Couto Filho

Amados leitores,
Paz...nem muito de menos; nem pouco demais

Ajudem-me, por favor! Peçam àqueles teólogos da prosperidade; àqueles teólogos relacionais (Teísmo Aberto); aos teólogos liberais; aos da confissão positiva e àqueles pastores, simpatizantes dos ensinos e da prosápia daqueles teólogos; peçam-lhes, insisto: CALEM-SE! CALEM-SE! CALEM-SE! VOCÊS NOS DEIXAM LOUCOS! - exatamente como é dito pelo Kiko na série filmada (CHAVES) que é apresentada pelo SBT – acessem http://www.youtube.com/watch?v=Io5-uSMS9ZQ.
Assim como fazem os confusos Chaves e Kiko que, com as suas invencionices, entre tapas e beijos, nos levam às gargalhadas, também estão fazendo, por exemplo, os profetas da prosperidade que, digladiando-se publicamente, profetizam entre o povo de Deus e o enche de vãs esperanças, falando-lhe das visões dos seus velhacos corações e não o que vem da boca do Senhor (Jr 23:16).
Diante das suas peripécias CQCianas, somos forçados a rir, quando na realidade à luz das Escrituras Sagradas deveríamos, até mesmo, chorar.
Constata-se na Bíblia, dentre vários outros exemplos, que:
·                    O Rei Davi deleitava-se com a comunhão e com a unidade entre os irmãos, exclamando: “Oh! Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união(Sl 133:1).  Davi intentava o florescimento da fé, pois via na pretendida união (nacional) um testemunho eficiente diante do mundo. A unidade descrita por ele depende unicamente da união de cada um de nós com o Deus que nos criou – e ela independe de uma hierarquia eclesiástica;
·                    Paulo disse a todos os de Éfeso que se “esforçassem, diligentemente, por preservar a unidade do Espirito no vinculo da paz” (Ef 4:3). O apóstolo das gentes orienta-nos que “todos nós, cristãos, deveríamos andar com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-nos uns aos outros em amor” (Ef 4:2).

Aqueles amados irmãos midiáticos, devem ter excluído estas duas palavrinhas das suas Bíblias, haja vista a hostilidade exibida publicamente em seus relacionamentos.
Para melhor compreensão do que expus anteriormente, registrei alguns fatos que corroboram a inexistência de união entre eles:

Ø    Por esses dias li uma nota em que o bispo Robson Rodovalho, deputado cassado, maioral da Sara Nossa Terra, recomendava: “Discípulo que critica líder, não está ofendendo o líder, está machucando Jesus!”. Ele estava reagindo a uma série de críticas recebidas.
Veja se não é para rir - pergunto ao leitor: O que deve machucar mais o Nosso Salvador?
Sair à Sua defesa, quando questionam o Seu Evangelho ou criticar com veemência aqueles que deturpam os seus ensinamentos por interesses questionáveis?

Ø    Recentemente o polêmico bispo Edir Macedo, decidiu “marchar contra Jesus”, na contra mão da “marcha para Jesus” que será realizada ao final dessa semana, sob os auspícios do não menos controverso pastor Silas Malafaia.  
O Bispo Edir Macedo questionou a necessidade e o propósito de Jesus ao realizar o primeiro milagre, a transformação da água em vinho - Que tolice! Que perda de tempo! Deu-nos a entender. Não é pra gente rir?
Aquele homem de Deus, presidente da Igreja Universal do Reino de Deus, que confessa tomar cerveja; que admite o aborto como técnica de controle familiar e que já declarara crer na manifestação dos mortos entre nós, disse não ver qualquer necessidade naquela transformação, pois muitas pessoas desafortunadas, vivendo dificuldades e na penúria é que deveriam ter suas vidas transformadas por Jesus (?!?!?). No mesmo vídeo, o líder da IURD convidou sua plateia para uma reunião em que estarão buscando a transformação global das suas vidas e não: orando pelo pagamento das suas dívidas; a restauração do casamento; o ingresso na faculdade; o mal incurável Quase morri de tanto rir! E agora o que dirá o nobre bispo Robson Rodovalho?
O bispo Edir Macedo criticou acintosamente um ato, um sinal miraculoso de Jesus; sendo assim, pelo que disse o bispo Rodovalho, machucou, nada mais, nada menos, que o “líder dos líderes”, o nosso próprio Salvador – o Filho de Deus; Perdoem-me, mas Tenho de rir, embora com muita vontade de chorar.

Ø    Vem à baila, então, o senhor Renato Vargens um pastor/escritor não midiático que se faz bastante conhecido na blogosfera cristã por ser signatário de um considerável número de cartas-abertas, publicadas em sua página na Web, conforme observação de respeitáveis pastores/editores de outros blogs. O nobre pastor Renato, sem entisicar o Bispo Edir Macedo através de uma das suas cartas abertas, criticou veementemente a IURD, dizendo:
“A IURD por pregar um evangelho diferente, faz com que se multipliquem os desvios doutrinários. Isto posto, sou obrigado a concordar que as doutrinas de Edir Macedo não são cristãs”. Continuo rindo.
Em 2009, este senhor também redigiu uma carta aberta ao bispo Rodovalho, por ele ter trazido ao Brasil um heresiarca de renome internacional, o pastor Mathew Ashimolo, condenado a pagar uma multa astronômica, na Inglaterra. Disse o pastor Renato naquela ocasião que, como protestante cria que o nosso Deus é soberano e que reina sobre tudo. E disse mais: A Bíblia é inerrante como Palavra infalível de Deus, contrariando ditos de outro homem de Deus, o pastor Caio Fábio, mentor do grupo Caminho da Graça, aqui no Brasil. Este senhor afirma que a Bíblia está repleta de erros literários e genealógicos, além de ser um livro escrito pelo homem e não por Deus.
O que é isso? Tô ficando louco! Deixem-me rir!
Esse homem de Deus, o pastor Mathew, é um conhecido defensor da teologia da prosperidade, assim como o pastor/evangelista/Dr. Morris Cerullo e o pastor/Dr. Mike Murdock, aqueles parceiros, aqui no Brasil, do pastor Silas Malafaia, que por esse motivo, foi alvo de uma das cartas abertas do pastor Renato.

=>=>Sobre Jesus, aquele ilustre convidado, amigo do Bispo Rodovalho, escreveu:
“Jesus tinha uma roupa tão bonita, tão cara, que os soldados disputaram para ver quem ficaria com ela. Outra coisa, Jesus era acompanhado por mulheres ricas que o serviam. Ele tinha seus doze discípulos e mais um grupo de 20 a 30 pessoas para alimentar diariamente. Quanto custa isso? A casa de Lázaro e outras residências onde ele se hospedava eram de classe média na época, ou até mesmo média-alta. Portanto, eu não consigo enxergar na Bíblia Jesus como uma pessoa paupérrima. Ele viveu como um rabi, que era um mestre. Eu não vejo Jesus pobre, mas vejo que ele demonstrava no seu estilo de vida excelência, tinha uma vida abençoada – multiplicou pães, proveu boa pescaria aos seus discípulos. Como Senhor e Deus, ele tinha acesso às riquezas.

=>=>...E eis uma pequena parte do que escreveu o ilustre  pastor/Dr Mike Murdock, parceiro internacional do egrégio pastor Silas sobre o interesse de Jesus em multiplicar finanças:
“Jesus sempre reconheceu a importância do dinheiro...Ele tinha doze homens que administravam O SEU NEGÓCIO. Um era o tesoureiro dele...
Em meio à gargalhadas, sem entender mais nada, bradei: Misericórdia, Senhor!
Amados leitores: Quem está entendendo, diga Amém.

O bispo Rodovalho foi curto e grosso em sua resposta ao pastor Renato Vargens: Disse-lhe, em outras palavras: Perdoe-me se lhe desagrado, mas sou sim um adepto da teologia da prosperidade e creio não lhe dever satisfações sobre isto...Ele me fez lembrar do Chaves dizendo: TÁ BOM, MAS NÃO SE IRRITE! Acessem http://www.youtube.com/watch?v=jvVPDX3R9ns .
Confessemos: É pra rir ou não é?

Ø    E ai surge o articulista Júlio Severo, segundo ele mesmo, homofóbico fugitivo da justiça brasileira, perguntando: Por que Renato Vargens, um pastor tradicional que nada entende de dons espirituais, está atacando os pentecostais por adotarem, conforme 1 Coríntios 14: 26-33, 39-40, revelações em seus cultos?
O senhor Julio Severo, em seu blog, detona o antipentecostalismo daquele pastor, dizendo ter escrito por duas vezes ao Gospel +, sobre a ignorância escriturística do pastor Renato Vargens. Disse ele em seu blog:
D’uma vez roguei que pensassem um pouco mais antes de publicar certos artigos de escritores controversos, como é o caso de Renato Vargens – Esse pastor visivelmente despreparado biblicamente tenta provar o impossível e fala do que não conhece. Disse mais ao pastor Renato:
Conheço muitos pastores que não estão conseguindo mais ler seus artigos. Abra sua boca para abençoar e não para amaldiçoar o que você desconhece e não entende ainda!”.
Não é pra gente pirar? Eles estão me deixando louco, como diz o Kiko.
Quem está entendendo, diz Misericórdia!!!

Ø    Vejam o que disse o pastor Renato, em carta aberta ao pastor Silas Malafaia, em 04/2010: Chega desta palhaçada, nós (nós, quem?) não suportamos mais ver o comércio do nome de Deus...”

Ø    E quem disse que a Bíblia é inerrante? Deus escreveu a Bíblia? Sai dessa! Questiona o pastor Caio Fábio;  ela foi escrita por homens e então...

Ø    Disse o pastor Caio Fábio sobre o pastor Silas Malafaia:

Outro dia eu o vi dizendo que nunca ganhou dinheiro da IURD. Meu Deus! Mandem ele dizer isso para mim. Ele dizia: “Por favor, Caio, não denuncie a IURD, pois, se você o fizer, terei que bater em você, e não quero, pois sei que você é um homem de Deus. Mas não posso deixar de ganhar os 40 mil dólares [às vezes ele dizia 45] que eles me dão por mês. Eu terei que defendê-los”. É só uma matraca verborrágica. É uma ejaculação oral em estado de esparrame… É nojento o ser que ele expressa”.

Ø    O que respondeu o pastor Silas ao pastor Caio?
Por questões éticas não vou republicar o que li; apenas vou qualificar a matéria como um programa humorístico com base em troca de ofensas”; algo bem diferente das discussões acaloradas entre o Chaves e o Kiko, em disputa por um brinquedo; algo que leva “os de fora” a blasfemarem contra o nome do nosso Deus – está escrito (Rm 2:24).
Lembro-me de quando o pastor Silas disse que o apóstolo Waldomiro e o Bispo Macedo eram “farinha do mesmo saco”, o mesmo que ouvi, recentemente, sobre o pastor Silas e o pastor Marco Feliciano, quanto aquele caso da Comissão de Direitos Humanos das Minorias...
É difícil dormir com um barulho deste. Ninguém merece, meu Deus!

Ø    Horrorizado, vejo numa fita de vídeo, o pastor Abilio Santana dizendo, aos berros, que Jesus era rico e vivia muito bem em casa boa na praia de Cafarnaum, mar da Galileia”. Pelo amor de Deus! Cale-se! Cale-se!
Em mais de 20 anos como cristão, aprendi que, em sua vida terrena, Jesus não ostentou luxo ou riqueza. Ele confiava totalmente no Pai para a provisão. “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9:58) – disse Jesus referindo-se a si mesmo.
Aprendi também, com autênticos homens de Deus que a casa onde Jesus se abrigava era um dos imóveis de Pedro em Cafarnaum (MC 1;29), eliminando qualquer outro entendimento à luz de outras passagens atinentes ao assunto.

Ø    Aparvalhado, vejo uma fita em que o bispo Macedo, um homem de Deus, desmerece o pastor Silas, um  homem, também de Deus e outra, a seguir, em que o apóstolo Waldemiro Santiago, um homem de Deus, acusa o missionário R R Soares, um outro homem de Deus, dele ser racista; chama-o de bandido (?) e “tiozinho” e diz que a IURD faz macumba”.
...E leio coisas impensáveis e imperdoáveis, envolvendo bispos, bispas e um polêmico pastor, escritor cearense que escreveu um livro com o título “CREIO, MAS TENHO DÚVIDAS” (?)...E me assombro com as afirmações de um homem de Deus que se autoproclama “paipóstolo” do Evangelho.

...E não acho mais graça; não consigo mais rir em meio a tanta tristeza. Chega de tanto disse-me-disse!
Deixemos nas mãos do JUSTO JUIZ o julgamento desses nossos irmãos, esses homens e mulheres que  “furtam a Sua Palavra e pregam a sua própria palavra, afirmando: Deus disse. OREMOS POR ELES!!!
Silenciemos, calemo-nos quanto a uma imaginável sentença do Senhor – assim ELE determina!
Nada mencionemos sobre a sentença que Deus fará pesar sobre eles. As suas próprias palavras lhes servirão de juízo, pois torcem sem nenhum temor as palavras do Deus vivo; do Senhor dos Exércitos, o nosso Deus” (Jr 23:30,36).

Os nossos irmãos, amados sequazes daqueles líderes que infelizmente se esqueceram da cruz, proclamam que eles, de qualquer modo, ousada e corajosamente vão à frente, em nossa defesa, “dando suas caras a tapas”.
Todavia um discípulo autêntico, como parte integrante do povo de Deus dentre aqueles 7000 que não se dobram a Baal, apercebe-se de que “no frigir dos ovos”, é ele quem toma na cara os “tabefes da dona Florinda”.
Perdoem-me amados leitores, mas faço parte desse povo, que por assim dizer e, mal comparando, protagoniza o coitado do “seu Madruga”, visto por eles, apenas e tão somente como GENTALHA, GENTALHA, GENTALHA!

Que Deus nos abençoe.

terça-feira, 30 de abril de 2013

ABRINDO-ME


Por Clélia Rocha


Prólogo
Alberto Couto Filho

Mas...é preciso sair para FORA.
Clélia Rocha, impetuosamente, com superabundante graça pleonástica, vale-se airosamente desse vício de linguagem, no afã de expressar enfaticamente um nobre sentimento ao produzir um fruto de reconhecimento, biblicamente aceitável em nosso meio.

Clélia Rocha opõe-se a conjunções coordenativas ou subordinativas. E dai? Ela é assindética na construção de suas frases e orações, que se justapõem divinamente;
Clélia Rocha, apenas intuindo levar mais subjetividade e emoção a seus leitores, em retórica despretensiosa e intencional, exibe o seu “quê”, que não é só seu; é de Castro Alves, o lírico poeta dos escravos; é de Paulo Roberto de Almeida, autor do mini-tratado em defesa da inutilidade necessária do uso das reticências;
Clélia Rocha é árvore frutífera, arraigada e alicerçada no amor de Deus a cultivar raízes espirituais na vivência dedicada ao Senhor. Ela diz-se raiz e tem a consciência de que estando sob a terra, seus valores, motivações e necessidades são visíveis apenas pelo Criador de todas as coisas;
Clélia Rocha, permanentemente disposta a santificar-se, está ciente da sua fragilidade, mas não se vê incapaz. Ela exibe em seus escritos “o como ela é”: sem mistérios, não enigmática, transparente e verdadeira, serva temente a Deus e, como diz em tom gracioso: é uma mulher “cara limpa”;
Clélia Rocha, enfim, que assevera ter Deus como seu guia diz-se: livre, mar, areia, vento, tempo, sorriso, alegria, encontro e despedida, comparando-se a uma libélula a voejar, sem ter nenhuma pressa;
Clélia Rocha é protética-bombeiro, poetisa, baiana pessoal e espiritualmente bela, e a blogueira autora da obra-prima que ora transcrevo, duplamente honrado pelo fato de ter expressamente autorizado a sua publicação nesta minha página e ter declarado em seu blog: Estou lendo Alberto Couto Filho – Deus está sendo glorificado em nossas vidas.

ABRINDO-ME...

HOJE...preciso me DESPEDAÇAR.
Fazer sair das ENTRANHAS o PENSAR...o SENTIR...
Como LÁZARO... PRESO, com OLHOS VENDADOS, boca fechada, cheirando mal, e enclausurado em um MUNDO de MALDADE, FALSIDADE, ARROGÂNCIA, INCREDULIDADE, DESAMOR.
Às vezes...penso em não sair. Suportar o meu próprio cheiro...ainda consigo.
Jogar no meu CORPO morto...o perfume comprado...PAGO.
Mas...é preciso sair para FORA.
FILHO de DAVI! tem MISERICORDIA de NÓS!
CEGOS...à BEIRA do CAMINHO...MENDIGANDO.
DESCEMOS ao poço de JACÓ...mas, não te encontramos...tinhas ido.
Sentimos o PESO da CRUZ no teu ombro, mas te NEGAMOS três vezes.
Todos os dias...MORTE.
Crianças, adolescentes sendo criados para o crime.
Ladrões, bandidos, sequestradores...formados em DIREITO.
BOMBAS jogadas...pessoas sonhando...jogadas ao CHÃO.
As ONDAS do MAR...vem de forma impetuosa, altas demais para mim.
AQUIETA-A
PREFEREM BARRABÁS...está SOLTO.
Me ensinaste a AMAR o PRÓXIMO como a MIM mesmo...como posso?!
Sou do bem, mas...me jogam PEDRAS.
Atiram a PRIMEIRA ...querem MORTE.
Já fui SALVA... por um FIO de ESCARLATA.
Por um SANGUE passado nos UMBRAIS das PORTAS.
Por um CORDEIRO sacrificado.
Sabe quando no MONTE, TU quisestes DESISTIR de MORRER pelo HOMEM?
..."PAI! PASSA DE MIM ESTE CÁLICE"...
...Deverias ter desistido.
Não merecias à CRUZ.
Sinto muito...
O MUNDO...PREFERE BARRABÁS.
Clélia Rocha 2013
coraoquepulsa.blogspot.com/.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O CULTO Á PERSONALIDADE E O PARTIDARISMO

A flagrante tenuidade entre honrar e idolatrar um homem de Deus
Por Alberto Couto Filho

Discute-se:
Marco Feliciano renuncia?  Permanece?
Perguntam-me:
Ele sai? Ele fica? O  que achas?

O lamentável é que esse assunto tem sido comentado nos púlpitos, nas igrejas, pelos seus próprios líderes, até mesmo em meio à pregação da Palavra de Deus. Por esta razão, aqui e ali; cristãos e não cristãos emitem opiniões divergentes sobre o comportamento, sobre as restrições à conduta religiosa e parlamentar do pastor/deputado Marco Feliciano – redundando: muitos a favor; outros tantos contra.
A veiculação deste assunto nas igrejas através das suas lideranças tem fomentado a ocorrência de um nefasto e inaceitável PARTIDARISMO, biblicamente considerado como inimigo mortal da Unidade na igreja de Cristo, pela sua capacidade de introduzir facções em uma pequena congregação.
Por isso, em muitas dessas igrejas pode-se distinguir, em meio à membresias, já divididas sobre este tedioso affaire, a adoção de posturas mundanas quando da discussão em torno da conduta de conhecidos mega-evangelistas, sem que seja percebida a substituição do necessário e obrigatório culto a Deus por um indesejável “culto à personalidade”

Como decorrência natural dessa veiculação, afloram em muitas das nossas igrejas pessoas e grupos já fragilizados, não mais dependentes do Senhor das nossas vidas.
Esses nos permitem identificar tendências a valorizar esse ou aquele ministério que têm a frente: apóstolos, bispos e pastores que desenvolvem um elaborado marketing pessoal que, propositadamente, estão a carreá-los à categoria de “ídolos”; são líderes proclamados carismáticos por aquelas pessoas que os tornam midiáticos e que se dispõem a sustenta-los, através de ofertas voluntárias – creio ser este o caso do nobre deputado/pastor Marco Feliciano e de outros que professam a falaciosa teologia da prosperidade.
Há uma linha extremamente tênue entre honrar um homem de Deus e idolatrá-lo.

Quando da emissão de um parecer pessoal quanto à renúncia ou à sua permanência na presidência da CDHM, seja quem for o emissor ele estará, naturalmente, propiciando a instalação do espírito partidário devido à divergência de opiniões e, creiam, vai ser extremamente difícil desinstalá-lo.

A idolatria, nesse caso, é uma reles caricatura de adoração a Deus.  O “ídolo” vibra com os aplausos dos idólatras e, quase sempre, se esquece de atribuir o seu dom ou virtudes (se é que as tem) ao poder do nosso Criador.
Seguem-se aos aplausos, para reforçar a ovação popular, aquele “papo” falso, apinhado de uma inexistente humildade – é assim, modesta e acochambradamente que se promove o danoso “culto à personalidade”.

Por conveniência e, tão somente por isto, esses ídolos inúteis esquecem a liturgia para a “adoração pública”:

1 - Criada poeticamente pelo salmista, quando declara a confiança que o povo deve ter apenas no Senhor:
“HONRAS SOMENTE A DEUS” – “Não a nós Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da “tua fidelidade.” (Sl 115-1;

2 – Deus repreendendo a infidelidade do povo, dizendo: EU sou o mesmo:
“CONTRASTANDO COM A JACTÂNCIA DA BABILÔNIA” - “Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último” (Is 48:1);
3 – Paulo comparando a loucura da cruz com o poder de Deus:
“PAULO GLORIA-SE NA CRUZ DE CRISTO” – “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14).

Por ser perceptível ao Apóstolo Paulo a existência do PARTIDARISMO entre os cristãos da igreja de Corinto, ele suscitou um questionamento sobre o aval do Senhor àquela divisão entre eles, observando que a mensagem do Evangelho teria que se sobrepor a qualquer desejo ou intenção de se buscar relevância para certos assuntos.
Paulo exortou-os à Unidade, rogando pela extinção das contendas entre as facções criadas pelo PARTIDARISMO, numa primeira carta por volta de 55 a.C (1Co 1:10-12), mas numa segunda carta (2Co 12:20), poucos anos ais tarde, ele menciona o receio e apreensão de, numa visita próxima, encontrar aquelas mesmas facções às voltas com contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos (2Co 12:20).

Esta é uma séria indicação da profundidade que o PARTIDARISMO pode alcançar, quando fomentado e tolerado pela liderança de uma igreja. Jesus exemplificou com clareza o posicionamento do cristão, ante a sua existência: O Senhor Nosso Deus deve ser o centro de nossa vida. O Filho do Homem não permitiu nem à própria família desviá-lo do foco da vontade de Deus para a sua vida (Mt 12: 48-50).

Podemos observar que o PARTIDARISMO compreende quatro momentos, quando visíveis as relações de manipulação e controle existentes não apenas em pequenas igrejas, mas também nos templos capitaneados pelos polêmicos profetas da teologia da prosperidade.
Num primeiro momento, ocorre a divergência de opiniões (dissensão) geradora de desacordos e de muita tensão. Emoções fortes decorrem da ineficiente administração do problema, determinando a base do PARTIDARISMO;
Num segundo momento, torna-se possível identificar o oportunismo de líderes personalistas que, visando se beneficiar, exploram aquela divergência;
Num terceiro momento os prós e os contras digladiam-se, difamando uns aos outros – a troca de ofensas é usada como se fora uma arma integrante de um armamento bélico;
Num quarto momento, já se pode observar uma grande dificuldade de comunicação, pelo desenvolvimento e consolidação de um notório desprezo pela opinião de terceiros.
Enquanto isso, oriundo da “guerra” criada pelo cabuloso “PARTIDARISO” nasce e floresce o rompimento de relacionamentos entre os cristãos enquanto, mais e mais, distancia-se o ideal da Unidade, fazendo com que a eficiência da igreja seja seriamente comprometida.

Na verdade, necessitamos de líderes autênticos, totalmente comprometidos com a obra do Senhor e que sejam liderados pelo Espírito Santo, para que não aconteça o “culto à personalidade”, fator determinante da extinção do culto a Deus, Àquele a quem, unicamente devemos louvar glorificar e adorar, em espírito e verdade.

Instado a opinar, digo ser favorável à permanência daquele nobre deputado/pastor na presidência da CDHM, unicamente, por falta de melhor opção, ocasião em que lembro uma oportuna frase de Abrahan Lincoln:

"Quase todos podemos suportar a adversidade, mas se quereis provar o caráter de um homem, dai-lhe poder.".

Concluo, reproduzindo o trecho final de um brilhante artigo de autoria de Samuel Torralbo, co-pastor na AD Casa Verde Alta em Mogi das Cruzes: por concordar “in totum” com o seu contexto:   

Vejo nitidamente que o culto essencial a Deus precisa ser resgatado e mantido pela Igreja, enquanto que, o show religioso precisa acabar:

O show das performances humanas precisa acabar, para que, novamente o poder do Espírito Santo possa operar;
O show das palavras de motivação e autoajuda precisa acabar, para que, a palavra de Deus possa gerar arrependimento e mudança nos corações;
O show de lideranças amantes de si mesmas precisa acabar, para que, verdadeiramente pessoas venham ser conduzidas no Evangelho;
O show das experiências mistificadas e pagãs precisa acabar, para que, o Evangelho simples e puro venha transformar vidas;
O show da disputa de poderes institucionais religiosos precisa acabar, para que, a o poder do Evangelho seja a centralidade da vida cristã;
O show das teologias fundamentadas no materialismo e egoísmo precisa acabar, para que, a essência das escrituras possa ser desfrutada e vivenciada na pratica da vida;
O show precisa acabar…e o Evangelho de Cristo, precisa avançar.

Abençoe-nos Deus. Oremos.
Alberto Couto Filho

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