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domingo, 5 de setembro de 2010

O JUSTO E A INIQUIDADE


Por Alberto Couto Filho

Peregrinando na fé, em resposta à exortação contida na epístola aos Hebreus, à busca de alimento sólido para melhor discernir não somente o bem também o mal; à busca de uma melhor compreensão dos princípios elementares dos oráculos de Deus, para entender este momento colidente, conflitante com o prescrito pelo Pai Eterno em Sua Palavra, aportei no espaço virtual do ilustre Ministro Sergio Aparecido Dias, um guerreiro amazonense, de fibra e valor – o blog Floresta Viva.

Ali encontro a postagem “AS GOTAS DO LAMAÇAL”, uma das muitas obras integrantes do invejável florilégio da poetisa Stela Câmara Dubois, mulher virtuosa achada pelo pastor, ainda neófito, Carlos Dubois, formado pelo Seminário Batista do Norte, posteriormente, mestre em Teologia e Filosofia.

A professora, musicista, poliglota, dramaturga e pesquisadora do folclore baiano, partiu da “Velha Mauricéia” (Recife) para o descanso eterno, na “Toca da Onça” (Jaguaquara-BA), em 1987.

A obra “AS GOTAS DO LAMAÇAL” faz parte de um profícuo trabalho que não foi ao túmulo. Sua produção literária foi bastante prolífica. Ela escreveu vários livros de cânticos religiosos, de poesia; novelas, romances; traduziu livros de autores norte-americanos e compôs muitas músicas sacras.
Ela é a autora, inclusive, do hino da cidade de Jaguaquara.

Em sua antologia, constam poesias como “Meu canto de Eternidade”, texto do livro “Ramalhete de Mirra” e livros como “Um vaso precioso nas mãos de Deus, de sua autoria.
A obra citada é tradução do livro “Burning Bush” (Sarça Ardente), obra-prima norte-americana.
Depois de ler e reler aquela magnífica obra, o Espírito Santo permitiu-me sua apropriação e, como a Bazaleel, filho de Uri, de Judá, deu-me sabedoria e entendimento, inspirando-me e fazendo com que eu a interpretasse e a adaptasse, para postá-la neste meu despretensioso blog.
Eis a adaptação

O JUSTO E A INIQUIDADE

À beira de um caminho está sentado um justo, cuja alma está agitada por ver as dificuldades que se lhe apresentam, obstando a realização de um sonho, de um anelo. Vê-se a angústia e o pranto a tirar-lhe a alegria de viver.

Ele não sabe, porém, que “Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos Justos, Deus o cumpre (Pv 10:24):

Face às dificuldades, ele já está fazendo juízo da situação, ao considerar a indisponibilidade de recursos para encetar uma caminhada, rumo à realização do seu sonho. Falta-lhe a necessária fé.
Aquele justo desconhece que Jesus, para que se cumprisse o que foi dito por Isaias, disse que “não esmagaria a cana quebrada, nem apagaria a torcida que fumega, até que faça vencedor o seu juízo” (Mt 12:20).

Suas lutas e contendas, objetivando o seu alvo, o seu desejo, não o levariam a nada.
Disse o Senhor, ainda no Evangelho de Mateus que “não contenderia nem gritaria e nem alguém ouviria nas praças a sua voz” (Mt 12:19)

Uma possível purificação, pretendida por aquele justo para alcançar o seu sonho seria, conforme a Palavra, também, totalmente inútil, pois está escrito: “Quem pode dizer? Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado” (Pv 20:9).

Revolver-se, esforçar-se ao extremo, lançando-se ao trabalho para a consecução do seu objetivo, também não lhe seria proveitoso, pois Salomão, com toda a sua sabedoria, questionou: “Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? (Ec 1:3)

Há, porém, uma chance única para que aquele justo atinja o seu objetivo: “É elevar os olhos para os montes (para os céus) de onde, certamente, virá o socorro” (Sl 121:1).
“O seu socorro só poderá vir do Senhor que fez o céu e a terra” (Sl 121:2)
 Ele precisa olhar permanentemente para os céus, para o Sol que é Jesus, entregando-se de corpo e alma ao Seu Evangelho. Então, o Senhor, placidamente, superará todos os obstáculos e removerá todos os impedimentos, pois está escrito que “O Senhor, Ele o guardará de todo o mal, guardará a sua alma” (Pv 121:7).

E ele deverá descansar e esperar no Senhor, deixando fluir em sua vida os desígnios de Deus, “Pois os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam (Is 40:31).

O inverno, as dificuldades irão se dissipar, conforme no livro de Cânticos: “Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi” (Ct 2:11).

Chegou, finalmente, a primavera. Aquele justo, por acreditar nas promessas de Deus de que as dificuldades seriam superadas e que suas necessidades e desejos seriam supridos pelo Senhor, desistiu de buscar solução própria para os seus anseios, “não mais se inquietando...” (Mt 6:31); buscando, em primeiro lugar, o reino de Deus e a Sua justiça, certo de que os desejos do seu coração vos seriam acrescentados” (Mt 6-33)

E disse o Senhor, na primavera, àquele justo:
“Saberão todas as árvores do campo que eu, o Senhor, abati a árvore alta, elevei a baixa, sequei a arvore verde e fiz reverdecer a seca; eu, o Senhor, o disse e o fiz (Ez 17:24); 
“aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se na terra (Ct 2:12);
“A figueira começou a dar seus figos e as vides em flor exalam o seu aroma...” (Ct 2:13)

Agora, dentro do coração daquele justo há louvores e sonhos elevados. E ele diz: “Ó Senhor, tu é o meu Deus; exaltarei a ti e louvarei o Teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros (Is 25:1)

Agora, em Sião, os seus nobres ideais soltam asas para suas realizações. Sua alegria então é incontida. O profeta Isaias, diz que a unção recebida do Senhor é, dentre outras coisas, para “por sobre os que, estão em Sião, de luto, uma coroa, em vez de cinzas; óleo de alegria, em vez de pranto; vestes de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor, para a sua glória (Is 61:3)

A terra, “habitat” daquele justo, em regozijo, experimenta, também, um alegre despertar. Diz Isaias: “Desperta, desperta, reveste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas roupagens formosas. Ó Jerusalém, cidade santa; porque não mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo” (Is 52:1). O profeta quis dizer que a impiedade não terá mais lugar na cidade de Deus.
Esperando, assim, por um futuro melhor, o povo ora “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Fp 2:10)

Entrementes, enquanto os anelos dos corações crescem cada vez mais, muitas lágrimas, ainda, são derramadas em razão das investidas do já derrotado satanás. O que fazer neste momento? O salmista nos consola, dizendo que “O justo tem nas suas lágrimas o seu alimento dia e noite, enquanto lhe dizem continuamente: O teu Deus, onde está? (Salmo 42:3)

Em irrestrita obediência à Palavra, o justo mantém o seu olhar direcionado para Jesus, pois ele crê:

=>Que assim será salvo, ele e todos os que estão por todos os limites da terra, porque sabe que o Senhor é Deus, e não há outro (Is 45:22);

=>Que Deus “Do alto lhe estenderá a mão e o tomará; tirando-o das muitas águas” (2Sm 22:17);

=>Que “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Sl 34:15);

=>Que para Deus, não há impedimentos, o Evangelho de Lucas nos diz que “Para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1:37);

=>Que os seus olhos não devem se voltar para os homens, pelo que Paulo escreveu aos coríntios: “pois ninguém deve gloriar-se nos homens; porque tudo é vosso, diz o Senhor” (1Co 3:21)

Finalmente, sabemos que não é lutando e combatendo que vamos ser vitoriosos. Paulo assim se posiciona, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6:12)
Vamos vencer sim, mas pela fé e oração, olhando para cima com toda a confiança e toda a submissão. Desta forma é que a vitória sorrirá para o nosso povo.

Para que nossos sonhos sejam realizados precisamos vencer as ciladas do diabo. Ao tomarmos a armadura de Deus, precisamos:

=>”Embraçar, sempre, o escudo da fé, com o qual poderemos apagar todos os dardos inflamados do Malígno (Ef 6:16)

=>”Tomar o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6:17);

=>Estar “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, para isto, vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef 6:18)

Ele permanecerá enquanto existir o Sol e enquanto durar a lua, através das gerações (Sl 72:5)

A vitória já é nossa, em Cristo Jesus


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VINDE APÓS MIM – JESUS não disse: IDE após seus líderes.

Por Alberto Couto Filho

Nasceu meu filho tão sonhado, querido e esperado – o mais novo rebento do meu espírito procriador. E que gestação prolongada! Da concepção ao nascimento...bota tempo nisso! Nove meses? Que nada! Nove anos - por ai assim.

Nasceu bonito (é a cara do pai), pesando 210 páginas e medindo 16 x 23 cm. O parto foi realizado pelo competentíssimo obstetra o Dr. Jesus, aqui no Rio, na maternidade, Editora Livre Expressão.

Ele é robusto, em seus nove capítulos. Suas páginas contêm um texto bem diagramado com mais de 300 passagens e cerca de 720 versículos da Bíblia Sagrada, respaldando todo o seu contexto.

Dediquei-o à Janete, minha esposa e ao meu filho Patrick, pelo muito que lhes roubei de amor e de carinho nas horas dedicadas à composição deste “menininho”.Dediquei-o, também, aos meus queridos pastores Paulo e Rosi, lá de Imbariê quando o levei, às pressas, à maternidade. Dediquei-o, ainda, aos pastores Norberto e Cássia, aqui do Rio, que acompanharam de perto toda a sua gestação.

Agradeci, em oração, ao Pai do Dr. Jesus e meu também, o médico dos médicos , por motivos óbvios:

>Por tudo o que me permite fazer. (Fp 4:13)

>Por ser co-herdeiro do Dr. Jesus - sofro com Ele, mas com Ele vou ser glorificado. (Rm 8:17)

>Pela boa dádiva que é a minha família. (Tg 1:16)

>Por ter me habilitado a fecundar a minha verve literária.(Ex 31:3)

O nome dele, desde o ventre materno já havia sido mencionado, conforme o profeta Isaias: “VINDE APÓS MIM – JESUS não disse: IDE após seus líderes”

Ele nasceu nesta última sexta-feira, conforme registros da maternidade:

""Informamos que já está on-line a página do livro “Vinde Após Mim” – Jesus não disse: IDE, após seus líderes.

segue o link da página de lançamentos: http://www.livreexpressao.com.br/lancamentos.html
e segue o link da página de apresentação de seu livro: http://www.livreexpressao.com.br/vinde_apos_mim_livro.html""

Quase não se nota que estou “pra lá” de feliz! Regozijo-me sempre e, em tudo, dou graças - eu sou assim.

Tem festa no "Solar dos Couto" e lá no Reino dos céus.
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Sobre a Obra:

Obviar o mal (a dispersão das ovelhas) causado por ações equivocadas, pela ineficiência no exercício da liderança – este é o tema abordado, o fulcro da obra. O “afastamento do crente” é obviado por toda a obra como ocorrência danosa para o Reino de Deus. O autor o considera, para a Igreja de Cristo, um pesado tributo que tem como fato gerador algo não condicionado a atributos individuais dos líderes – o não-desenvolvimento do “dom motivacional prático” da Liderança (governos – 1 Co 12:28), para lograr a eficácia.
O contexto da obra nega uma passiva conivência com a falibilidade, mas em nenhuma hipótese admite a afronta, o desrespeito à autoridade no ofício pastoral, pelo contrário alerta, previne, sugere e orienta à luz do Livro Santo, sem qualquer intenção de censurar. Não fosse assim, assevera o autor, ele mesmo estaria procedendo de forma atoleimada, pecaminosa e condenável perante o Senhor das nossas vidas, ao desairar um anjo da igreja. Entretanto, a ocorrência de atos falhos, oriundos da manipulação, de uma relação de dominação, de inadvertência ou de negligência, praticados por líderes ineficazes, que se dizem “ungidos” e que se imaginam defesos por generalizáveis e convenientes interpretações bíblicas (Sl 105:15), não irão evitar as sanções impostas pelo Senhor dos Exércitos, pela dispersão das Suas ovelhas.

O autor expressa seu sincero desalento, quando observa o fato daqueles líderes que, na Bíblia, são chamados de estúpidos (Jr 10:21), não se importarem com a dispersão das ovelhas do rebanho do Senhor. Eles recalcitram com veemência e atemorizam aqueles que os interpelam, citando que somente o Senhor irá cuidar de castigar a maldade das suas ações (Jr 23:2). Arredios e avessos a um “feedback” negativo expressam absurda e incompreensível preferência pela manutenção do seu estupor.

A eficácia em Liderança na igreja atual, diz o autor, como sempre foi na igreja primitiva, é uma das características indispensáveis de um ministério cuja proposta primacial (visão ministerial) é a transformação de vidas, através da renovação da mente (Rm 12:2).

A obra, vista pelo autor não como uma autoajuda, mas sim, como uma ajuda divina, é destinada a todos aqueles que, capacitados ou não, por Deus, queiram desenvolver o dom da liderança, através da transferência de habilidades (no hebraico: guia, orientação, direção) apontadas no livro, que irão realçar a importância dos corretos pensamentos e a experiência na tomada de decisões.

O autor propõe às igrejas a instituição de um sistema de desenvolvimento das lideranças ministeriais, que venha, efetivamente, a se constituir, num alvo educacional, numa estratégia e num processo, focado inteiramente na geração de motivação para um excelente desempenho na realização da obra de Deus.

Demonstrando inteira submissão ao Criador e, focado inteiramente na obtenção da unidade, via comunhão permanente dos servos de Deus, o autor pretende alcançar o objetivo proposto, mediante a utilização da experiência adquirida ao longo da sua existência. Para tanto, os recursos utilizados (bíblicos, teológicos, didáticos, técnicos) são competentes para facilitar a compreensão da eficácia da liderança do Senhor Jesus – Imitá-lo é o grande desafio proposto no livro.

A obra demonstra ser muito forte o testemunho do autor, não apenas pela submissão a Deus, mas muito mais, ainda, pela demonstração da consciência que tem dos deveres ministeriais dos líderes cristãos para com o povo de Deus, sob os seus cuidados. Orientada por pesquisa junto a cristãos dissidentes, ela está inteiramente respaldada em preceitos bíblicos (mais de 300 capítulos citados e cerca de 700 versículos) que não permitem conflitos com os pontos cardeais das Sagradas Escrituras. É um subsídio literário valioso para o desenvolvimento intelectual, social e espiritual (Lc 2:52) não apenas dos líderes “chamados” pelo Senhor da Seara, mas também, dos “impelidos”, que muitas das vezes, desguarnecidos e desacautelados estão, insensivelmente, oprimindo e, até, subjugando (domínio moral) ovelhas do rebanho do Senhor, sob sua liderança, dispersando-as.

A atenta leitura do livro irá mostrar que a peregrinação na fé é a resposta esperada na exortação contida na epístola aos Hebreus. Como um dever espiritual, seu signatário aponta para a necessária obediência aos que guiam o povo de Deus (pastores/líderes), como contrapartida de uma obrigatória prestação de contas, por velarem pelas almas, como um dever ministerial (Hb 13:17).

Pedro é citado na obra, observando uma relação de deveres ministeriais, destinada aos líderes (presbíteros, como ele) para que se tornem modelos dos rebanhos que pastoreiam, mediante a proteção e ao zelo vigilante pelas ovelhas sob seus cuidados e orientação (1Pe 5:2/3).

E o que, ainda, podem fazer, para que venha a receber do Supremo Pastor, a imarcescível (que não murcha) coroa da glória, aqueles que, abdicando da obrigatoriedade do vigilante zelo, não mais velam pelas almas das ovelhas? (1 Pe 5:4)

As respostas para estes guias/líderes e para todos aqueles que aspiram àquela excelente obra que é o episcopado estão, seguramente, contidas nesta obra, bem como tudo aquilo que os leitores gostariam de saber sobre a Liderança Situacional/Transformacional de Jesus, e não tiveram paciência (?) de lhes explicar.

O Autor

Sobre o Autor:

Alberto Couto Filho, carioca, palestrante e consultor em Liderança, é formado em Ciências Administrativas e em Ciências Contábeis pelas Faculdades Simonsen, e em Ciências Econômicas pela UNISUAM, ambas no Rio de Janeiro.

Integrou o quadro societário da Intercultural Educação e Pesquisa Ltda., empresa presidida pelo egrégio professor, psicólogo internacional, Dr. Peter Barth (1990/2002)

Foi dirigente do Banco Nacional SA, instituição incorporada pelo Unibanco SA. (Área Regional de Vendas e Mercado – 1985/1990)

Possui formação em Administração Financeira, Mudanças Organizacionais, Psicologia e Administração, Sinergia Organizacional e Relacionamentos Interpessoais (gestão de pessoas).

Está habilitado, profissionalmente, pelo CRA-RJ (01/10517-5), mediante o RCA (Registro de Comprovação de Aptidão) nº 10722/Certidão 2170, para desenvolver e conduzir programas de treinamento, cursos e seminários sobre os temas; Liderança, Qualidade e Desenvolvimento Pessoal.

Está habilitado, espiritualmente, pelo Criador do Universo, para levar eficácia às lideranças de Ministérios nas igrejas, através da aprendizagem, desenvolvimento e transferência de habilidades, na interpretação da cultura moderna com base, fundamento e sustentação na Palavra de Deus, e respaldo nas interações pessoais do Líder dos líderes – O Senhor Jesus. Por breve período foi professor e Superintendente de Escola Bíblica Dominical

Alberto vive no Rio de Janeiro, com sua esposa Janete e com seu filho Patrick.

Atualmente é membro da Comunidade Até Aqui Nos Ajudou O Senhor, sob a cobertura espiritual do pastor Paulo Roberto N. Gonçalves e da pastor Rosi Gonçalves, em Imbariê – Rio de Janeiro.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PALAVRAS NÃO TRADUZEM, MAS AI...FORAM.

Por Alberto Couto Filho

“Palavras não traduzem, mas ai vão:"

Sob este título, colocado em epígrafe, o irmão Clóvis Cabalau, editor do excelente blog “CRENTE PENSANTE”, comunicou à blogosfera a sua ordenação a pastor em 20.08, através de uma postagem por demais edificante e, digna dos mais sinceros encômios.

Ali, constatamos sua total submissão ao Senhor, quando o missionário, jornalista e cartunista, em flagrante autocomiseração, lamenta sua postura agnóstica quanto ao absolutismo de Deus em sua vida. Sua lógica, suas convicções racionais renderam-se, finalmente, ao inexplicável, mas tangível amor do nosso Criador.
Aquele pastor recém-ordenado, inclinando sua face diante do Poder e Magnificência do Senhor reconheceu, publicamente, a presença do Altíssimo em sua vida.

A este reconhecimento e à plena conscientização do senhorio de Deus, aquele ungido do Senhor acrescentou mostras de uma genuína humildade, declarando-se o menor dos homens, um pecador diário e alguém carente por inteiro da misericórdia de Deus.

Pensei, por um momento – enfim, uma pausa! Pausa para deixarmos de lado a apologética.

Pausa para não criticar ou ouvir criticas sobre atos e fatos, envolvendo líderes evangélicos opressores, egocêntricos, dogmáticos, possessivos; pausa para não me inteirar sobre os evangélicos de fichas sujas, candidatos às eleições; pausa para esquecermos as idéias anti bíblicas da Dilma Rousseff, quanto à união de pessoas do mesmo sexo, à aceitação do aborto e outras coisas contrárias aos desígnios de Deus; pausa para deixarmos “p’ra lá” os profetas, os teólogos da prosperidade, mega-pastores com os seus atuais problemas com a justiça.

Ao invés da Bíblia Sagrada, por que nossos seguidores/pastores/líderes não abrem, agora, seus corações e memória para reviver o glorioso momento de suas ordenações? O chamado? Pelo menos, neste momento, atentos ao fato de que recordar é viver – neste caso, viver em/para Cristo.

Vali-me desta pausa para comentar no blog daquele eufórico pastor.
Eis o meu comentário:

Peço ao egrégio ministro do Evangelho de Jesus, ora meritoriamente separado e privilegiado pelo Senhor para conduzir o Seu rebanho, que jamais se esqueça da exortação ao arrependimento, contida nas palavras do filho de Hilquias, o profeta Jeremias: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência”. Eis, na sua consagração, uma evidência e, até, o cumprimento de uma profecia.

É a sua vez de sentir-se apertado em meio às pessoas que precisam ter as suas feridas cuidadas por um homem de Deus, ao tempo em que estará sentindo a pressão maior de cuidar das suas tarefas ministeriais. Fique tranqüilo – Jesus passou por tudo isso e venceu o mundo, exercitando o Seu modelo de Liderança, servidor por excelência e, reconhecidamente, eficaz. Tende bom ânimo!

Aquela mesma paixão do nosso Salvador deverá ser o seu objetivo primacial – o cuidado com as pessoas para que elas tenham as suas vidas transformadas à semelhança de Cristo. A transformação de vidas deverá ser resultante da sua influência como líder no ofício pastoral.

Terás de fazer como Paulo, induzindo nossos irmãos ao inconformismo com os modismos desta nossa época tão conturbada, em razão do falseamento e deturpação dos ditames bíblicos. É esta, como sabe de sobejo, o nobre pastor, a condição “sine qua non” para que a boa, agradável e perfeita vontade de Deus seja experimentada por todos.
O amigo será, doravante, responsável pela remodelação da atitude mental dos “de fora” e, também, dos crentes, através do conhecimento do Evangelho, mediante o poder do Espírito e pelas implicações e interesses da vida que está por vir, com a volta do Senhor.

Viu só? Eu também falo sério. Não pense, no entanto, que vou abdicar do humor nas coisas de Deus. Basta que sejamos pessoas equilibradas. Aliás, no século passado o teólogo Henry Ward Beecher editor e escritor norte-americano, declarou: “entre as coisas que se referem ao entusiasmo, só os homens equilibrados sabem como ser insanos nas ocasiões apropriadas”.
E digo mais – Se alguns dos nossos pastores de hoje não reaprenderem o valor de um sorriso, eles não terão condições de desencadear a capacidade dos obreiros, e de membros colaboradores, de descobrirem o real prazer de servir à obra de Deus. Dou graças a Deus pela “nossa”, sempre oportuna e “saudável” insanidade.

É, mas o humor deve andar lado a lado com a humildade. Todos nós, seguidores do seu blog, constatamos sua presença na mensagem singela do amado pastor. É fato: Uma atitude humilde é um dos ingredientes para que uma mudança seja bem sucedida.
Terry Waghorn, co-autor de “Missão Possível”, disse naquela sua obra, que “a humildade permite que as pessoas levem a sério o que fazem sem exigir demais delas mesmas. As pessoas humildes não pensam pouco de si mesmas – elas apenas pensam pouco nelas mesmas”.
Por dispuserem-se, como você, a admitir suas próprias limitações e vulnerabilidades, essas pessoas, além de conquistarem a confiança dos seus seguidores, tendem a mostrar mais disposição para catalisar resultados, amplamente satisfatórios no trabalho em equipe.

Eu vejo assim: Essa afirmação é bem mais verdadeira no meio desta “bagunça gospel” que estamos presenciando, de vez que qualquer tendência à rigidez e seriedade pode muito bem arruinar o ambiente de uma igreja ou de uma organização evangélica, a ponto de limitar o poder criativo do genuíno servo de Deus.

Concordo que você, quando em tempos idos, não gostasse de crentes – Nem eu! Da mesma forma que o irmão, eu os via como doidos, fanáticos, vacilões e, quer saber? Tem muito cara chato “pela ai”, se escandalizando com os nossos “tamo junto”, “errei feio”, “dancei”, “tô fora” e outras clássicas amenidades, bem mais facilmente entendidas do que alguns vocábulos bíblicos do tipo: ab-rogar, opróbrio, locusta, geco, arcano, irrisão, aleivosamente, alimárias, libação...pois é...

Caramba! Mandei a concisão às favas e me fiz prolixo. Também pudera né?! Não é toda hora que vemos um irmão-amigo ser ordenado a pastor. Sobre este assunto, a eficácia da liderança pastoral eu escrevi em obra a ser publicada, pela Editora Livre Expressão, agora, já ao final deste mês, sob o título “VINDE APÓS MIM – JESUS não disse: IDE após seus líderes”.
Sobre o seu contexto comento um pouco mais, como escritor neófito, no seu email. Fique atento.

Creia que não foi meu intento ensinar homilética a um pastor como, se católico, a ensinar aos padres a rezar missas (OH!), mas, em razão do título da sua postagem pensei, também, que traduziria minha satisfação com palavras (muitas)...e ai...foram.
Congratulo-me com o nobre pastor, enquanto glorifico e enalteço a Deus pela sapiência da Sua escolha.
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Aquele novo Ministro do Evangelho, de forma amável e sapiencial, referiu-se a este meu comentário:

Alberto, suas palavras não foram extensas, foram certeiras. Recebo cada uma delas com alegria e respeito. Saiba que não vejo como pregar o evangelho sem falar de arrependimento e de cruz. Dia desses, lancei à igreja a pergunta: "Quantos querem viver a vitória de Jesus?" Talvez pela palavra "vitória", a maioria não tenha refletido sobre a pergunta e levantaram as mãos, em meio a glórias a Deus. Depois acrescentei: "A vitória de Cristo foi a vitória da cruz". E repeti a pergunta: "Quantos querem viver a vitória de Jesus". Só a metade levantou a mão e os glórias a Deus foram drasticamente reduzidos. Como Paulo, preciso pregar o que Deus me manda pregar, não o que vaio agradar aos homens. Confio no entendimento dos escolhidos de que Deus exorta aqueles que amam. Muito obrigado por seu comentário, querido pensador Alberto.

Então, voltei a ele, dizendo:

Clovis, meu amado Pastor
A paz

Pode crer: Foi uma lição de amor e carinho pelo que o irmão fez, faz e ainda fará pelo Reino, agora, como um Ministro do Evangelho de Jesus. OH GLÓRIA!
Se o amado não aprender, como me ocupo a fazer, guardando e vivendo, como vamos continuar ensinando?
Deus sempre recompensa este meu incurável neofismo, por isso você “taqui travez".

>“Antes de ontem”, você era um sicômoro (a árvore), como aquele citado pelo Dr. Lucas em seu Evangelho, posicionado, pelas suas peculiares características, para ensejar o encontro do homem com o divino, e nós todos sabemos quantos Zaqueus (perdidos de Israel), ainda, existem por ai.

>“Ontem”, você, como o profeta Amós, passou a cultivar sicômoros (os frutos), zelando pelo seu amadurecimento.

>“Hoje”, como Baal-Hanã, aquele gederita, você foi “escolhido” pelo Rei dos reis para administrar a Sua plantação de sicômoros (a igreja), do plantio ao crescimento passando, necessariamente, pelo seu cultivo - o seu “Ontem”...
...E eles crescerão até chegar àquele seu “Antes de ontem”.

Minha próxima postagem fará referência a este notável círculo virtuoso na carreira cristã, orientado pelo Criador, nas Sagradas Escrituras. Fique à vontade para divulgá-lo junto à membresia da sua igreja e aos seus amigos.

Lembre-se sempre: Seu maior desafio, como líder espiritual ,será imitar Jesus, tanto em suas tarefas ministeriais, quanto em seus relacionamentos sócio-emocionais. Isto, eu creio, não será difícil para o egrégio pastor.
Veja como fez Davi aquele que era segundo o coração de Deus, quando foi separado para ser o pastor de Jacó, seu povo. E de Israel, sua herança:
“E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas” (Sl 78:72)

Em Cristo, mais que vencedor.
Seu conservo
Alberto Couto Filho

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