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terça-feira, 5 de julho de 2011

DEUS, CIÊNCIA, SICÔMOROS – O JOGO DO MISTÉRIO - PARTE II

DEUS, CIÊNCIA, SICÔMOROS O JOGO DO MISTÉRIO
Parte II

Prossigamos com o jogo.
Eis o Mistério!
O que teria levado Zaqueu, chefe dos publicanos de toda a circunvizinhança do Jordão, a subir naquele sicômoro, naquela figueira-amora (Lc 19:4), para ver Jesus passar?
ü      Seria a curiosidade despertada pela comentada cura do cego Bartimeu (Lc 18:43, Mt 8:28), ali mesmo, às portas de Jericó?
ü      Seria, realmente, a busca do preenchimento de um vazio, de uma carência espiritual do seu coração?
ü      Teria sido a perda da mão-de-obra qualificada de Levi (Mateus) filho de Alfeu (Mc 2:14; Lc 5:27), um dos seus cobradores de impostos que, prontamente, atendeu ao chamado de Jesus?
ü      Seria um possível mal-estar causado pelas exigências de Jesus, quanto à cobrança dos impostos, no batismo de arrependimento pregado por João (Jo 3:3), que estariam criando perspectivas de uma inaceitável redução dos seus ganhos escusos?
Zaqueu, pecador voluntário, enriquecera através da corrupção e, como seus agentes, coletava mais do que o tratado com os romanos, para aumentar o seu salário.

Por ser perceptívelapenas, a superação dos obstáculos encontrados para chegar até Jesus (tacanhice em todos os sentidos, a classe social, o não ser bem quisto pelos contribuintes, a multidão) depositou-se toda a idéia de uma convicção nesta parte do mistério.
Por esta razão, temos ouvido um sem número de pregações com temas específicos como: O destemor, o interesse, a coragem, a disposição, o empenho, o denodo e o sacrifício de Zaqueu, na busca da Salvação, a murmuração dos fariseus e escribas sobre o contato pessoal do Mestre com aquele pecador e o posterior arrependimento daquele “baixinho” corrupto.
Na Parte I escrevi que nossa percepção não vai além do que admitimos como palpável e objetivo. Não atentamos para a essência que se refugia na imponderabilidade do Criador e, sendo assim, não conseguimos distinguir o seu conteúdo.

Entre contradições, paradoxos e dúvidas, em meio a seitas, falsas religiões e filosofias mundanas, posso perceber hedonistas e materialistas, esquivos da fé, questionando a seriedade do Evangelho de Jesus Cristo.
Hoje, mais que nunca, as razões de ser da pregação do Evangelho precisam ser entendidas por aqueles que têm dúvidas.
Pedro em sua carta primeira orienta os forasteiros da Dispersão para “...que estejam sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.” (1 Pe 3:15”). Então, não imaginemos que, tão somente, convinha a Jesus (Lc 19:5b) buscar o arrependimento do tacanho Zaqueu. Era preciso que o Salvador lhe demonstrasse a verdade da fé que Nele existia para que aquele publicano se tornasse um cristão.
Essa verdade, a verdade do Cristianismo, faz-nos perceber que a fé cristã se alicerça numa cosmovisão racional.
Alan Myatt, teólogo, psicólogo e historiador bíblico afirma, categoricamente, que o estudo da Apologética é necessário, até porque o Criador não professa o suicídio intelectual para que venhamos a crer. Ela, a apologética, nos ensina a defender a cosmovisão cristã.

E o mistério?
O que levou Zaqueu a subir naquela árvore para ver Jesus?
Curiosidade? Preenchimento de uma carência espiritual? Sua indignação pelos ensinamentos de Jesus aos seus agentes coletores de impostos, no batismo de João?
Mas, esperem!
Vejam como é fascinante o jogo do mistério!
Ø      Por que um sicômoro, uma figueira-amora, uma amoreira, dentre as muitas árvores conhecidas na Botânica Bíblica?
Ø      Por que aquela espécie de figueira dentre as mil espécies existentes?
Ø      Por que a figueira, dentre aquelas sete árvores que cresceriam na Terra Prometida, cujos frutos serviriam de alimento para o povo que se fartaria e louvaria a Deus pela boa terra que lhe dera? Esses alimentos são citados na exortação de Moisés para que os homens tivessem em memória, os benefícios do Senhor (Dt 8:7,8).
Ø      Por que um sicômoro e não uma oliveira, uma palmeira, uma acácia, um bálsamo ou um carvalho?
Pois é, estou conjeturando sobre a essência, algo que percebo como parte deste mistério – algo alimentado pelo imponderável de Deus.
Na lucubração do meu intelecto há registros de uma comparação entre a participação e o posicionamento daquele sicômoro, com as verdades espirituais contidas no Livro Santo.
Começo aqui a depositar minhas convicções em minha ideação, não sobre a tacanhice de Zaqueu, mas sobre sua insignificante participação, quando comparada à existência daquela figueira em sua trajetória, rumo à Salvação da sua alma.
A Botânica conhece o sicômoro como “fícus sycomorus”. Seu tronco é muito forte e seus galhos crescem muito próximos do chão, formando uma espécie de banqueta a menos de um metro de altura, possibilitando a subida a esta plataforma de onde brotam os ramos e dali, como num tamborete, pode-se melhor olhar os que passam abaixo.
Em não havendo aquele sicômoro no texto, face à pequenez do maioral dos publicanos, Zaqueu não existiria, para nós, cristãos.

Embasado na natureza humana das árvores, para mim é perceptível a correspondência entre seus frutos e as ações de um justo, se em permanente florescência.
Eis minha "Tese", para fomentar o mistério e incitar meus leitores à reflexão e a participarem do jogo:                                                              
“AS ÁRVORES FRUTÍFERAS SÃO COMPARADAS ÀQUELES DE NÓS, CUJAS ATITUDES, CONDUTA E AÇÕES (FRUTOS) ENSEJAM SALVAÇÃO AOS PERDIDOS”
Fui por ai, disposto a tornar relativo o valor daquele homem corrupto na narrativa bíblica, ante a presença marcante daquele sicômoro,
Enquanto Zaqueu, uma ovelha salva dentre as perdidas de Israel, é cantado em prosa e verso, para realçar sua atitude, quase nada se comenta sobre a Salvação obtida como conseqüência da missão especial de Jesus na terra, a Quem convinha buscar um encontro em sua casa (Lc 19:5b).
Nem mesmo o sicômoro que ensejou tal encontro mereceu do Dr. Lucas, a ênfase apropriada. É neste aspecto do mistério que repousa o meu descortino, a minha percepção. Se o evangelista não destacou o posicionamento daquela figueira, eu o faço nesta mensagem, por ver na sua participação algo além do palpável, do objetivo, a parte não-perceptível do mistério com o qual me defronto neste jogo que me encanta e fascina.
Não me toco para uma questionável carência espiritual daquele pecador, pois estou convicto da sua insatisfação e desespero com o que fora recomendado no batismo de João.
Percebi muitas coisas e muito aprendi com a Botânica Bíblica.
A árvore, como toda a criação, foi criada por Deus segundo a natureza humanaAo homem, disse Deus, que todas as árvores em que houvesse frutos e dessem sementes, lhe seriam para mantimento (exceto a árvore do conhecimento do bem e do mal) e, para que fixássemos esta comparação, a Palavra diz que a nossa vida assemelha-se a um período de semeadura, quando o reino de Deus é comparado, no Evangelho de Mateus, a um homem que semeou boa semente em seu campo (Mt 13:24).
Em (Lc 8:11-15), temos a percepção de que a Verdade está sendo comparada  ou corresponde a uma semente, e os homens, ao lugar onde é semeada. Se em boa terra, ela frutifica com perseverança, produzindo a cem, a sessenta e a trinta por um (Mt 13:23).
Suas folhas representam o conhecimento – no justo significam o conhecimento da fé;
As flores representam a sabedoria – no justo é a intenção, o prazer de ser útil, o amor ao próximo (altruísmo);
As sementes relacionam-se a tudo aquilo em que se acredita – no justo são as verdades espirituais contidas nas Escrituras Sagradas.
Deus oferece, a cada um de nós, justos, a possibilidade e a oportunidade de gerar a regeneração, como ocorreu com Zaqueu.
Assim como na semente da fruta há todo um esforço para ser gerada uma árvore, todo homem deve se esforçar para se tornar mais espiritual e eterno, como as palmeiras, as oliveiras e os sicômoros – como aqueles sicômoros reconhecidos nos versos do poeta Augusto dos Anjos, em seu poema “MATER”:

Clara, a atmosfera se encherá de aromas
O sol virá das épocas sadias
E o antigo leão que te esgotou as pomas
Há de beijar-te as mãos todos os dias!

Quando chegar depois tua velhice
Batida pelos bárbaros invernos
Relembrarás, chorando o que eu te disse
À sombra dos SICÔMOROS eternos.

É do crítico literário André Cerviskis uma mito-crítica da obra lírica da escritora-poetisa Lucila Nogueira (EMILCE) em que, simbolicamente, faz da presença daquelas três árvores, algo significativo para que seja entendida a relação entre a divindade e a natureza humana das árvores:
v      As palmeiras simbolizam a grandeza, a soberania, a transcendência do Criador. Elas são árvores gigantes, incólumes, que chamam nossa atenção pela sua altura quando, altaneiras e imponentes, parecem tocar o céu, o trono de Deus;
v      As oliveiras simbolizam a união do ser humano com o divino. São árvores bíblicas, importantes na cultura judaica. Diz o crítico: Elas produzem o azeite com que se faz o pão ázimo, sem fermento (Ele cita Elias e a viúva de Sarepta) e foi usado para ungir reis e profetas e curar o samaritano da parábola.
v      Os sicómoros simbolizam o encontro do indivíduo com o seu destino. São árvores frondosas, fortes, grandiosas, nas quais os cristãos repousavam (sob e sobre). Diz o crítico: Jesus encontrou Natanael debaixo de um sicômoro; Davi descansava sob um sicômoro quando Samuel o procurava para lhe tornar rei.
Quantos estão, hoje, necessitando urgentemente de uma vida de frutos, como o cético Natanael em (Jô 1:48) que precisou seguir a Felipe para abandonar sua vida infrutífera?
Quantos estão por ai, descansando sob um sicômoro, sendo observados por Jesus, mas sem ter um de nós, um Filipe, para lhe ajudar a encontrar o seu destino; para que esses, depois de serem chamados pelo nome, por Jesus, produzam de imediato, como Natanael, um bom fruto – o fruto do reconhecimento (Mestre tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel!).
E quantos de nós, cuidados, amparados e sustentados por “sicômoros como Jessé”, sem que saibamos, estamos sendo observados por Jesus, quem sabe até, para liderar o povo de Deus?

Deixo aqui para o desenvolvimento de um sermão, uma frase de transição e três tópicos alinhados com o mistério contido na existência daquele sicômoro no texto bíblico “Zaqueu o publicano” (Lc 19:1-10)

"Frase de Transição": Para ensejar Salvação aos perdidos, como o sicômoro do texto, depois de plantado, o crente precisa estar...
1)      Arraigado em amor (Ef 3:17-19), (Mt 15:13-14)
2)      Alimentado e nutrido pela Palavra de Deus (Sl 1:1,2), (Jô 6:57), (1Tm 4:6)
3)      Posicionado do modo que Deus quer (Sl 1:3), (Jr 17:8), (Jô 15:4,8)

Eis o "Objetivo Específico" desta minha postagem:

Desejo que todos os leitores deste blog,  alimentados e nutridos pela Palavra de Deus, estejam sempre posicionados como o Senhor quer, para que possam, da mesma forma que o sicômoro do texto, proporcionar aos perdidos o encontro com o Nosso Salvador.

Alberto Couto Filho

sábado, 18 de junho de 2011

DEUS, CIÊNCIA, SICÔMOROS – O JOGO DO MISTÉRIO – PARTE I

DEUS, CIÊNCIA, SICÔMOROS – O JOGO DO MISTÉRIO – PARTE I


Por Alberto Couto Filho 


A última das beotices do senhor Marcos Feliciano, PhD em Teologia da Absurdidade, sobre a progênie de um fantasioso casamento de Jesus, foi publicada em vários blogs. 
Assombrei-me ao ler num excelente blog o comentário de um possível adepto daquela teologia (de tantas e tantas, não sei quantas), um estúpido diletante em polemizar.
O conteúdo da análise e reflexão daquele comentarista parecia mais um regurgitório de asneiras onde, cientificamente, pude identificar quatro tipos de humor:
Disfórico (ânimo desagradável); Corrosivo (crítico/provocador); Lábil (eufórico/depressivo); Auto-depreciativo (seus defeitos a serviço da diversão).
Pasmo, li dizer-se consciente da absurdeza contida em suas próprias e nefandas observações. Por lá, citando uma das célebres frases de Albert Einsten, comentei sobre a infinitude do universo e da estupidez humana, em que aquele cientista declara ter dúvidas, apenas, sobre o universo. Querem saber? Eu também.
Contudo, aquele incomparável mestre da CIÊNCIA, em minha irrelevante opinião, estupidificou-se ao celebrar, na sua juventude, um DEUS determinista e mecanicista que não teria dado ao homem o livre-arbítrio quanto ao seu querer, e o teria feito, tão somente, quanto ao seu empreender, o seu fazer.
Tento, mas não consigo "gostar de gostar" desse gosto pela polêmica, diante dos arcanos do nosso Deus. É que vejo nesta postura, um jeito bisonho e impertinente de se expressar quanto aos mistérios do Altíssimo.
Triste é observar, na postagem do Feliciano, na comentação daquele analista e de outros tantos teologastros, a ignorãncia de que entre a estupidez e a absurdidade a margem é tênue.

Eu digo aos amigos gostar muito das contemplações e das frases do Albert e reafirmo, aqui, esta minha predileção. Aprecio, por exemplo, esta sua frase: “O ESPÍRITO CIENTÍFICO, FORTEMENTE ARMADO COM SEU MÉTODO, NÃO EXISTE SEM A RELIGIOSIDADE CÓSMICA".
Esta frase alude a um intrincado princípio filosófico cuja latência - o não-manifesto, o inexplicável, e o incógnito, representam o “pano de fundo”, uma parte do contexto desta minha mensagem, algo dogmatizado apenas por nós, cristãos autênticos, como uma verdade de fé, inacessa à racionalidade - O MISTÉRIO.
Sempre que a inteligência humana, qualquer que seja ela, tentar interpretar os desígnios de Deus irá se defrontar com o mistério; irá esbarrar nele. Às vezes, quando isso acontece, vem à luz a absurdidade, munida de contrassenso, contraditos e disparates, frontalmente colidentes com o senso comum.

Acontece que, por hábito, depositamos toda a idéia de nossas convicções na parte perceptível do mistério com o qual nos defrontamos. Esquecemos de que além daquilo que percebemos como palpável e objetivo, há algo que se alimenta da substância etérea, da imponderabilidade de Deus e nela se abriga uma parte que chamamos de essência por não distinguirmos, exatamente, tudo o que nela é contido.
Corroborando este hábito, na próxima postagem (PARTE II), citarei o texto bíblico “Zaqueu o publicano” – (Lucas 19: 1-10), na seqüência do contexto desta mensagem, reportando-me à Botânica Bíblica, aos SICÔMOROS, e à natureza humana das plantas.

O eminente pastor Luiz Fernando, editor do blog  “FORÇA PARA VIVER”, com rara felicidade, identificou o deputado Marcos Feliciano, autor da baboseira sobre o DNA de Jesus, como um pseudo-intelectual que por achar o espiritual algo demeritório ao seu diminuto intelecto, passou a valorizar a absurdidade, as coisas absurdas, e o faz, ostentando uma vaidade grotesca, próxima ao risível.
Escrevi para o meu amigo pastor Guedes que o Deus das nossas vidas é bem assim; simples assim:
Sempre que um tipo como o deputado Feliciano propõe-se a desvendar um arcano qualquer proposto pela sua imaginosa inteligência, o Criador “rapa fora”, escapando da visão humana; escondendo-se em algum lugar como num passe de mágica, e o incita a procurá-lO.
Nesta típica brincadeira de “esconde-esconde” com o herético, Deus provoca a criatura vaidosa a avançar, evoluindo continua e inesgotavelmente, na busca do conhecimento.

A comprovação da verdade buscada por materialistas e pelos contemporâneos teólogos liberais e humanistas, que contestam a existência de Deus mediante o conhecimento científico, está fundamentada, e eu duvido que saibam, nos “modos de conhecimento” de Platão, distribuídos num conhecido diagrama, dividido em partes desiguais: Uma por ele chamada “invisível” corresponde ao mundo inteligível, e é maior que a outra, a parte “visível”, correspondente ao mundo sensível.
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O mundo sensível é menor do que o mundo inteligível, mas, em cada um deles, a divisão oferece duas metades de mesma extensão.
Tem-se no mundo sensível como modos de conhecimento a imaginação e a crença, enquanto que no mundo inteligível temos o raciocínio dedutivo e a intuição intelectual (Quase Ciência).
Parecendo insatisfeito com esta sua filosofia, ele próprio afirmava que bem dentro do homem habitava um tipo de sabedoria latente, um conhecimento secreto, misterioso ligado à sua natureza essencial. Observem o mistério que, gradativamente, vai se revelando.

A influência platônica, bem mais tarde, levou Santo. Agostinho a indicar o caminho que sugeria a solução do problema das relações entre a Razão e a Fé que, numa depurada concepção platônica chegou a afirmar: Não procure fora. Entra em si mesmo. No homem interior habita a verdade.
Dessa forma, ele estava apresentando uma nova versão da teoria das idéias, baseada no Cristianismo, visando explicar como o mundo foi criado.
As idéias divinas responsáveis pela criação de tudo e de todas as coisas, são modelos eternos, não submetidos a mutações. Essas idéias vivem na própria mente ou sabedoria divina conforme as Sagradas Escrituras e não em um “mundinho” apartado conforme o preconizado por Platão.

Continuemos com o jogo do mistério.
Lembro Einsten, mais uma vez: “DEUS NÃO JOGA DADOS COM O UNIVERSO”. E, o faço, para chegar ao, ainda não comprovado, valor científico do colisor de hádrons, enquanto Hawking e seus parceiros espantam-se diante do absurdo, de evidências incontestáveis da existência de Deus. Chego a pensar e a formular uma pergunta que, aqui, bem dentro de mim, não quer calar: O que seria proclamado ao mundo, como uma asserção, quando a própria ciência tangenciasse o próprio mistério divino?
Hawking, no entanto, já teria afirmado que “Não só Deus joga dados com o universo, como joga em lugares onde o homem não pode saber o resultado do jogo”.

E o que temos? Temos que esse “Jogo de Dados” prossegue, sendo imprevisível o seu resultado. Nem a fé, nem muito menos a razão, oferece-nos condições para acessarmos esta região que se oculta sob o véu do mistério.
Melhor do que provar a participação do Senhor na construção do universo é negar a Sua existência. Para as inteligências mais iluminadas, é preferível acreditar nas evidências, esquecendo-se de que mesmo eles, como todos nós, são um mistério, há muito construído. Nosso conhecimento não vai além do que é, puramente, epistemológico. Do conflito/confronto entre a fé e a razão não se adquire passagem que nos permita viajar por essa dimensão não explorada.

Retornarei ao imponderável de Deus e à Sua Palavra, em minha próxima postagem, para participar deste jogo do mistério, reportando-me ao texto que fala sobre Zaqueu, o publicano, no Evangelho de Lucas (Lc 19:1-10).
Estou persuadido intimamente, de que naquele sicômoro (ficcus sycomorus), naquela figueira-amora, uma das mil espécies existentes, está encerrada parte do mistério com que nos defrontamos naquele texto bíblico.
O mistério? Deus é o mistério que, de forma intocável, se apresenta como um arcano insolúvel para a Ciência.
Pobre homem! Quanta frustração diante do “quase nada“ conseguido! Quanta decepção ante o mistério, quase palpável além de transcendente, nesse percurso pontilhado por contradições e paradoxos!
Estou convencido de que Deus, em certas ocasiões, se deixa tocar por uma incursão intelectual que é:
Quase ciência, além de filosofia;
Quase arte, além de sonhos;
Quase nada, além de tudo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

BREFÁIAS E BURUNDANGAS TEÓLOGICAS DO FOLCLÓRICO RICARDO GONDIM


Por  ALBERTO COUTO FILHO


Oi! Gente amiga, seguidores deste meu humilde espaço virtual;
Oi! Visitantes desarmônicos e divergentes, calvinianos ou arminianos, pejados como fêmeas de animais pelo “Open Theism” (Teísmo Aberto), absurdidade preconizada  por  teólogos apóstatas que abjuraram os ensinamentos bíblicos.

Cá estou, com o vezo de ser intolerante e rabugento contumaz, revesso e difícil de ser lavrado quando alguns teólogos, bíblico-ortodoxos que ainda há pouco não admitiam distorções das Escrituras, estão levando ao extremo os princípios da Reforma Protestante.  Refiro-me àquela emblemática sentença: “IGREJA REFORMADA SEMPRE SE REFORMANDO” (Calvino).
Registrem minha estuporação pelo estupor; pelo visível entorpecimento da inteligência daqueles teólogos que, como o Pinnock, adepto do “aniquilacionismo” (o inferno não existe) pulam “de galho em galho” em termos de convicções.
Meu tempo é, ainda, exíguo para dedicar-me ao blog, mas ao início de março, reorganizei-me para, pelo menos, comentar sobre algumas mensagens de blogs dos quais sou seguidor.
Voltei e, ai, não surpreso, deparei-me com as bazófias do Sr. Ricardo Gondim que, como dicionarizadas, são como guisados feitos de restos de comida.  Suas burundangas teológicas já estão nos entediando (dando no saco).
Depois de ter lido "DÚVIDA IRRACIONAL" de James Spiegel (Cristianismo Hoje) e comparado o texto com a sinopse do livro do Sr. Gondim ”EU CREIO, MAS TENHO DÚVIDAS”, uma brefáia literária; depois de entender o desarrazoado “mosaico de solidariedade” do Gondim para crentes oprimidos, como um verdadeiro “mosaico de irracionalidade” para crentes desavisados; depois de vê-lo como um autor pelotiqueiro, alguém disposto a buscar notoriedade e risos, com esgares e momices, para comercializar suas obras, percebi que minhas férias haviam terminado.

Burundanga é um substantivo feminino que significa palavreado confuso, algaravia; uma embrulhada, confusão ou trapalhada. Significa, ainda, uma mistura de coisas imprestáveis, mixórdia ou um cozinhado malfeito, sujo e repugnante.
Brefáia e burundanga são termos nordestinos conhecidos do folclore sergipano.
Em 10.03 li as respostas inteligentes do Professor Dr. Roberto dos Santos às teses do Sr. Ricardo Gondim;
Em 22.03 deleitei-me com os elogios (?) do Caio Fabio àquele antipático senhor, em razão das suas chocarrices;
Em 29.03 meu amigo, o insigne pastor Guedes postou “A MORTE DO ISAIAS E A TEOLOGIA DO GONDIM”;
O Púlpito Cristão havia postado, em 12.08.2010 a patética Teologia do Deus imperfeito, dos patéticos Ricardo Gondim, Ed René e Elienai Cabral Jr, em que a soberania de Deus sobre assuntos humanos é negada, assim como a presciência dos fatos e a  Sua onipotência. Foi dito que Gondim está tirando Deus do cenário e, em seu lugar, está sendo colocado um “espantalho” – Misericórdia!
Estou triste com o Gondim.
A verdade, como disse Spiegel, “é que todos nós sofremos de espaços de cegueira intelectual criados por nossos vícios pessoais e desejos imorais. Dependendo da dimensão à qual sucumbimos a tal estado, somos tentados a adotar perspectivas que nos fazem racionalizar um comportamento perverso”

Dir-se-ia que Gondim está estudando física quântica com o Stephen Hawking, para juntar-se àquele ateu. Como ele irá se posicionar? Deista? Teista Aberto? Ateu? É uma pena, pois, já, já, ele irá concluir que o bóson de Higgs (partícula de Deus) jamais será revelado.
Em sua cegueira espírito/intelectual (por conveniência), o gajo finge não perceber que o Altíssimo Deus permitiu ao homem, apenas, fazer funcionar o Grande Colisor de Hádrons e não quer, ainda, (?) que seja revelado, à sua criatura, aquela tal partícula, dita “elementar escalar maciça” (tirei da Web) que, hipoteticamente, estaria invalidando a existência do Criador de tudo e de todos.
Viram só, como Deus tem um profundo respeito pelo nosso livre-arbítrio?
Lembrei-me do Nietzsche, quando decretou a morte de Deus. Gondim está dando força a um tipo de neoateismo quando, deliberadamente, aproxima-se do ateísmo e se junta aos agnósticos com a manifesta intenção de desmoralizar o Deus em quem temos crido – Ele é o Nietzsche do século; ele é mais um arauto brasileiro da tese anti-Deus, O mundo conheceu, além do Nietzsche, Marx, Freud, outros tantos que questionaram a existência de Deus.
Fundamentado no texto de Spiegel observo que:
1 - Com argumentos próprios, todos de cunho neoateísta, o já meio brôco Gondim, hoje um polemista marketeiro, apenas para “aparecer”, vive a refazer aquelas antigas objeções aos céticos e incrédulos, em defesa da fé. Ele diz: “Sou um homem de fé – eis a razão de tanta insegurança” (Prefiro as piadas do Tom Cavalcante). Ele, como nós todos, é filho do iluminismo e, por isso, é pródigo em subjetividade, o que contrasta com a escassa objetividade das suas brefáias.
2 - Mesmo sendo um iluminista influenciado pelo marxismo, ele não nos deixa margem para que o taxemos de antirrefigioso por declarar-se cristão. Seus escritos são de um racionalista intelectualista por ter escolaridade superior. Preocupo-me, porque o marxismo, o inverso do lhumanismo, elimina o ser humano, mesmo quando se alude à sua redenção.
3 – Lastimavelmente, o Gondim já está apresentando laivos de uma cegueira espiritual baseada no vício de polemizar. Sua oposição aos princípios da moralidade cristã é um forte indício deste mal.
Este seu vício e o seu imoralismo (rejeição dos valores morais cristãos) fazem-no estar em pecado, pois sua postura atual vem distorcendo a sua apreciação, seu juízo, seu julgamento. Este pecado, indicativo da cegueira intelectual, está impedindo o seu funcionamento cognitivo.

4 - Entregue aos seus vícios e a um enfadonho psitacismo, ele ainda não percebeu que a formação da sua crença, no que concerne a questões morais e espirituais, não é mais crível ou confiável.
Ele cedeu àquela imoralidade, a ponto de distorcer o Evangelho. O apóstolo “das gentes” escreve, na epístola aos Efésios, referindo-se à rejeição dos valores morais cristãos, “que não devemos andar na vaidade dos nossos próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivemos, pela dureza do nosso coração”. A Bíblia nos diz que, somente, a obediência e a humildade nos farão compreender e discernir os desígnios de Deus.
5 – Comenta Spiegel que Plantinga, baseando-se em teólogos cristãos históricos diz que todos nós temos uma percepção inata da divindade de Deus, que ele chamou de “sensus divinitatis”. Afirma aquele filósofo que o “sensus divinitatis” pode ser corrompido pelo pecado, De acordo com as Sagradas Escrituras, as evidências para a existência de Deus são inquestionáveis. O apóstolo Paulo diz que”aquilo que se pode conhecer de Deus está manifesto no Livro Santo”. Segundo seus ditos na Epístola aos (Romanos, 1.19-20), os atributos divinos, embora não-visíveis fisicamente, podem ser claramente compreendidos por meio da criação, de forma que não posso desculpar aquele que diz “crer em Deus, mas tem dúvidas”.
6 - Já o salmista, liricamente, louva a Deus, por seus dois grandes presentes à humanidade: a criação e a lei - “Os céus declaram a glória de Deus; e o firmamento proclama a obra das Suas mãos” (Salmo 19.1). Este salmo fala ao cristão sobre a revelação geral de Deus na natureza, assim como da revelação do Senhor em todas as narrativas bíblicas. 
Se as evidências da existência de Deus afluem tão sobejamente por que tantos ateus, pergunta James Spiegel?  O apóstolo “das gentes” responde-nos, no mesmo texto daquela epístola aos Romanos, apenas registrando que muitas pessoas “suprimem a verdade pela injustiça”. Seria este o caso do Gondim

É uma pena admitir, mas Gondim está suprimindo a verdade por estar, nitidamente, corrompido e ferido pelo pecado. Ele, ser humano criado pelo Senhor,  vem, em seus artigos mais recentes, negando, sistematicamente, a existência de Quem o criou.
De acordo com Plantinga, o “sensus divinatis” do Gondim foi severamente afetado. O pecado corrompeu-o a ponto de questionar, insistentemente, a existência, a imutabilidade e a onipotência Daquele que nos criou.  Ele, que se declara um teólogo relacional, deve estar sofrendo de um tipo de disfunção cognitiva que está influenciando a sua antiga consciência de Deus. Já há muitas pessoas tendo-o como herege.

Preocupo-me quando leio que o caminho em direção ao ateísmo é encurtado: quando enfermos desse tipo de disfunção e quando fatores externos nos abalam a ponto de exercer influência sobre a nossa consciência natural de Deus.
Vocês já imaginaram o Gondim como ateu? .
O autor de “DEUS, UM DELÍRIO”, o escritor Richard Dawkins declarou em sua obra que os teístas são iludidos.  Então, fico a pensar que aquele ateu/evolucionista não está certo, se considerarmos os escritos de Paulo e de Plantinga, filósofo ferrenho defensor do molinismo (livre-arbítrio/consciência divina),
Não posso ignorar, disse o reverendo Valdir do Espírito Santo que, como muitos de nós, conheceu o Ricardo de outrora, que ele tenha se azafamado e esteja indignado com tudo que viu em igrejas ou convenções, mas nada justifica suas palavras insensatas e cegas.

É do padre francês François Varillon a frase abaixo:
”A religião
sem moral desvia-se, ou melhor, inverte-se em magia" 

Lembro-me da carta aberta do Pr. Eros ao Gondim:
Nobres e heréticos, deistas
acochambrados misturam, hoje, seus pensamentos neo-ortodoxos, transformando-se em magos, para criarem suas estranhas teologias (burundangas?) e, em decorrência, em dissimuladas seitas que só desmoralizam o cristianismo. Gondim está se preparando para ser um dos futuros heresiarcas dessas seitas.
Anotei, para finalizar, três importantes observações, quanto à postura atual do Sr. Ricardo Gondim:
>De CAIO FÁBIO: “Gondim pensa que pensa, mas é raso como uma praia sem águas”
>De ALAN BRIZOTTI: “Nos discursos de ambos (Gondim e Caio) notei a perigosa ausência da cruz - isso é grave sintoma: Se a cruz desaparecer de nossa teologia, perdemos o referencial do Deus Servo, do Deus que salva. Perdemos o verdadeiro Deus e passamos a criar conceitos a serem devassados”
>De A. W. TOLZER:Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente - as semelhanças são superficiais e as diferenças” fundamentais”.
Alberto Couto Filho


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