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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ENQUANTO ISSO...POBRE AMAZONIA...


Por: Alberto Couto Filho
Li, por estes dias, da gravidade da situação em que se encontra a “nossa” Amazônia – os rios estariam secando e, como conseqüência imediata, a mortandade dos peixes estaria provocando sérios problemas para os nossos interioranos irmãos amazonenses, que fazem da pesca o seu modus vivendi.
A pesca, no interior daquele estado é fundamental para aqueles brasileiros que se alimentam e praticam atos de mercancia para adquirir vestimentas e calçados. Em suma, a pesca é o principal meio de sobrevivência dos habitantes daquela região.
Pareceu-me correto buscar informações com quem está, in loco, vivenciando e testemunhando a ocorrência. Por esta razão, contatei o pastor Sérgio Aparecido Dias, pregador itinerante da Palavra de Deus que, para honra e glória do Senhor, peregrina ali pelas margens do médio Solimões e do Japurá, dentre outros rios da bacia amazônica.
Aquele valoroso guerreiro do exército do Senhor é um escritor de contos e crônicas, com excelente formação em Informática. Ele é o editor do blog Amazônia Viva.
Leio por aqui notícias tristes sobre a pesca nos rios da Amazônia. Eles estão mesmo secando? Ensine-me sobre o que realmente, está acontecendo.  
Foi desta maneira que me dirigi àquele homem de Deus, para saber mais sobre a desastrosa ocorrência.
Pareceu-me correto, também, apelar para a consciência coletiva do cidadão brasileiro, somando crenças e sentimentos comuns e, por esta única razão, decidi publicar a resposta daquele ministro do Evangelho, quando arrazoou, com lucidez, os seus queixumes. Para tanto, obtive a sua autorização para fazê-lo.
Devo alertar meus leitores que o valor intrínseco desta postagem não está na declarada predileção política daquele servo e sim no “amor ao próximo”, um mandamento do Senhor, assim orientado na Bíblia Sagrada: “...Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Contudo, devo admitir mesmo arredio e avesso à política, serem sensatos e pertinentes os seus argumentos.
Ei-la, na íntegra:
Querido irmão Alberto Couto; saudações em Cristo Jesus.
É válida a sua preocupação e a sua tristeza. Eu também me sinto cada vez mais triste a cada ano que passa. Antigamente, por esse tempo, estávamos acostumados ao que se chamava então de “estiagem”, o período vazante dos Rios da Amazônia. O fenômeno não nos entristecia, mas nos alegrava, pois era o tempo da extrema fartura de peixe e caça. Os peixes migravam dos lagos para os rios e de um rio para outro, formando enormes cardumes de incontáveis peixes de diversas espécies. Os que ficavam nos pequenos lagos e charcos eram pegos com facilidade. Todo mundo comia à vontade e distribuíamos uns aos outros. E também vendíamos, para podermos comprar sal, roupas, munição e do que mais precisássemos.
As ariranhas, as lontras, os jacarés e os botos, competiam conosco na pesca. Mas tinha peixe para todos, todo mundo comia fartamente. É certo que muitos também morriam. Esses eram comidos pelos urubus, pelos tuiuiús e pelos outros animais carniceiros da floresta. Tinha um tempo exato para começar e para terminar. E os rios e lagos nunca secavam do modo dramático e calamitoso de agora. Mas com as malditas derrubadas indiscriminadas e queimadas criminosas, a destruição do ecossistema e do meio ambiente modificou tudo, inclusive o clima e os períodos de chuva e estiagem.
Desde os tempos de Chico Mendes, tem-se elevado um forte clamor pela preservação e uso responsável dos recursos da Amazônia. Ficamos felizes quando a maior defensora do Ecossistema, Marina Silva, assumiu a pasta do Meio Ambiente. Mas, infelizmente, ela bateu de frente com os grandes madeireiros e grileiros, que tinham o apoio de autoridades importantes do governo. Mesmo agindo com autoridade e contando com o apoio de entidades internacionais em defesa do Meio Ambiente, não suportou ser testemunha da covardia de um governo que não teve a devida coragem para auxiliá-la nas medidas mais drásticas para conter a destruição da floresta. Agora, divorciada do PT e filiada ao PV – de cujo partido exigiu a mudança de cláusulas sobre a livre consciência religiosa e a retirada do apoio ao aborto e ao homossexualismo, eis que ela se lança pré-candidata à Presidência da República.

Novamente reacende a esperança na preservação e no manejo sustentável da Amazônia. Espero que os brasileiros não votem na Dilma, uma ex-guerrilheira que em 1968 empunhava metralhadoras e fazia atos de terrorismo, assaltando, roubando e participando de mortes, ao lado de seus companheiros José Genoíno e José Dirceu, liderados por Carlos Lamarca, que organizou a Guerrilha do Araguaia. Eles tinham, como mentores e guias, o sanguinário guerrilheiro Ernesto Che Guevara e o déspota tirano comunista Fidel Castro. O sonho de Dilma Roussef é ver a Amazônia como “fronteira agrícola” e “fronteira hidrelétrica”, conforme suas próprias palavras. Em seu governo, o desmatamento assumirá contornos de “programa de crescimento”, com a Amazônia entrecortada por rodovias e repleta de hidrelétricas. Haverá maior espaço para as paradas gay, de uma vez que tanto ela, quanto José Serra, assinaram um documento em defesa da causa dos homossexuais. E o atual Presidente declarou que, ser homossexual, é um “direito universal inalienável” para citar as suas próprias palavras. Disse ainda que dará todo o apoio à causa gay, inclusive liberando recursos para custear as paradas gay e toda a agenda homossexual, incluindo, certamente, a união conjugal de lésbicas, travestis, trans-sexuais, gays e o diabo a quatro.

Desculpe a minha “campanha pró-Marina”, mas acontece que sou e sempre fui utópico; sempre acreditei na possibilidade de mudanças, mesmo sabendo que este mundo jaz no maligno e o anticristo está às portas. Mas enquanto isso não acontece e não somos arrebatados, ajamos com sabedoria e discernimento no exercício de nossos direitos de cidadão, na escolha de nossos parlamentares e governantes. Marina Silva converteu-se, deixou para trás os seus princípios marxistas, abandonou os ideais sócio-cubanos do PT e filiou-se ao PV. Porém, exigiu que a sua filiação estivesse condicionada a: mudança das cláusulas estatutárias referentes à liberdade de consciência religiosa, adoção irrestrita ao pacto ambiental e proteção do ecossistema e o abandono da causa pró-aborto e pró-homossexualismo. Só depois desses requisitos serem satisfeitos é que Marina aceitou concorrer à Presidência. Meu voto, portanto, é dela. Mas jamais votarei e nem votaria em comunistas, socialistas, nem ex-guerrilheiros comprometidos com amizades a líderes déspotas e tiranos, como: Fidel Castro, Hugo Chavez e Mahmoud Ahmadinejad.

E tenho dito, escrito, assinado e carimbado.

Pr. Sérgio Aparecido Dias   

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