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quarta-feira, 10 de abril de 2013

O CULTO Á PERSONALIDADE E O PARTIDARISMO

A flagrante tenuidade entre honrar e idolatrar um homem de Deus
Por Alberto Couto Filho

Discute-se:
Marco Feliciano renuncia?  Permanece?
Perguntam-me:
Ele sai? Ele fica? O  que achas?

O lamentável é que esse assunto tem sido comentado nos púlpitos, nas igrejas, pelos seus próprios líderes, até mesmo em meio à pregação da Palavra de Deus. Por esta razão, aqui e ali; cristãos e não cristãos emitem opiniões divergentes sobre o comportamento, sobre as restrições à conduta religiosa e parlamentar do pastor/deputado Marco Feliciano – redundando: muitos a favor; outros tantos contra.
A veiculação deste assunto nas igrejas através das suas lideranças tem fomentado a ocorrência de um nefasto e inaceitável PARTIDARISMO, biblicamente considerado como inimigo mortal da Unidade na igreja de Cristo, pela sua capacidade de introduzir facções em uma pequena congregação.
Por isso, em muitas dessas igrejas pode-se distinguir, em meio à membresias, já divididas sobre este tedioso affaire, a adoção de posturas mundanas quando da discussão em torno da conduta de conhecidos mega-evangelistas, sem que seja percebida a substituição do necessário e obrigatório culto a Deus por um indesejável “culto à personalidade”

Como decorrência natural dessa veiculação, afloram em muitas das nossas igrejas pessoas e grupos já fragilizados, não mais dependentes do Senhor das nossas vidas.
Esses nos permitem identificar tendências a valorizar esse ou aquele ministério que têm a frente: apóstolos, bispos e pastores que desenvolvem um elaborado marketing pessoal que, propositadamente, estão a carreá-los à categoria de “ídolos”; são líderes proclamados carismáticos por aquelas pessoas que os tornam midiáticos e que se dispõem a sustenta-los, através de ofertas voluntárias – creio ser este o caso do nobre deputado/pastor Marco Feliciano e de outros que professam a falaciosa teologia da prosperidade.
Há uma linha extremamente tênue entre honrar um homem de Deus e idolatrá-lo.

Quando da emissão de um parecer pessoal quanto à renúncia ou à sua permanência na presidência da CDHM, seja quem for o emissor ele estará, naturalmente, propiciando a instalação do espírito partidário devido à divergência de opiniões e, creiam, vai ser extremamente difícil desinstalá-lo.

A idolatria, nesse caso, é uma reles caricatura de adoração a Deus.  O “ídolo” vibra com os aplausos dos idólatras e, quase sempre, se esquece de atribuir o seu dom ou virtudes (se é que as tem) ao poder do nosso Criador.
Seguem-se aos aplausos, para reforçar a ovação popular, aquele “papo” falso, apinhado de uma inexistente humildade – é assim, modesta e acochambradamente que se promove o danoso “culto à personalidade”.

Por conveniência e, tão somente por isto, esses ídolos inúteis esquecem a liturgia para a “adoração pública”:

1 - Criada poeticamente pelo salmista, quando declara a confiança que o povo deve ter apenas no Senhor:
“HONRAS SOMENTE A DEUS” – “Não a nós Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da “tua fidelidade.” (Sl 115-1;

2 – Deus repreendendo a infidelidade do povo, dizendo: EU sou o mesmo:
“CONTRASTANDO COM A JACTÂNCIA DA BABILÔNIA” - “Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último” (Is 48:1);
3 – Paulo comparando a loucura da cruz com o poder de Deus:
“PAULO GLORIA-SE NA CRUZ DE CRISTO” – “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14).

Por ser perceptível ao Apóstolo Paulo a existência do PARTIDARISMO entre os cristãos da igreja de Corinto, ele suscitou um questionamento sobre o aval do Senhor àquela divisão entre eles, observando que a mensagem do Evangelho teria que se sobrepor a qualquer desejo ou intenção de se buscar relevância para certos assuntos.
Paulo exortou-os à Unidade, rogando pela extinção das contendas entre as facções criadas pelo PARTIDARISMO, numa primeira carta por volta de 55 a.C (1Co 1:10-12), mas numa segunda carta (2Co 12:20), poucos anos ais tarde, ele menciona o receio e apreensão de, numa visita próxima, encontrar aquelas mesmas facções às voltas com contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos (2Co 12:20).

Esta é uma séria indicação da profundidade que o PARTIDARISMO pode alcançar, quando fomentado e tolerado pela liderança de uma igreja. Jesus exemplificou com clareza o posicionamento do cristão, ante a sua existência: O Senhor Nosso Deus deve ser o centro de nossa vida. O Filho do Homem não permitiu nem à própria família desviá-lo do foco da vontade de Deus para a sua vida (Mt 12: 48-50).

Podemos observar que o PARTIDARISMO compreende quatro momentos, quando visíveis as relações de manipulação e controle existentes não apenas em pequenas igrejas, mas também nos templos capitaneados pelos polêmicos profetas da teologia da prosperidade.
Num primeiro momento, ocorre a divergência de opiniões (dissensão) geradora de desacordos e de muita tensão. Emoções fortes decorrem da ineficiente administração do problema, determinando a base do PARTIDARISMO;
Num segundo momento, torna-se possível identificar o oportunismo de líderes personalistas que, visando se beneficiar, exploram aquela divergência;
Num terceiro momento os prós e os contras digladiam-se, difamando uns aos outros – a troca de ofensas é usada como se fora uma arma integrante de um armamento bélico;
Num quarto momento, já se pode observar uma grande dificuldade de comunicação, pelo desenvolvimento e consolidação de um notório desprezo pela opinião de terceiros.
Enquanto isso, oriundo da “guerra” criada pelo cabuloso “PARTIDARISO” nasce e floresce o rompimento de relacionamentos entre os cristãos enquanto, mais e mais, distancia-se o ideal da Unidade, fazendo com que a eficiência da igreja seja seriamente comprometida.

Na verdade, necessitamos de líderes autênticos, totalmente comprometidos com a obra do Senhor e que sejam liderados pelo Espírito Santo, para que não aconteça o “culto à personalidade”, fator determinante da extinção do culto a Deus, Àquele a quem, unicamente devemos louvar glorificar e adorar, em espírito e verdade.

Instado a opinar, digo ser favorável à permanência daquele nobre deputado/pastor na presidência da CDHM, unicamente, por falta de melhor opção, ocasião em que lembro uma oportuna frase de Abrahan Lincoln:

"Quase todos podemos suportar a adversidade, mas se quereis provar o caráter de um homem, dai-lhe poder.".

Concluo, reproduzindo o trecho final de um brilhante artigo de autoria de Samuel Torralbo, co-pastor na AD Casa Verde Alta em Mogi das Cruzes: por concordar “in totum” com o seu contexto:   

Vejo nitidamente que o culto essencial a Deus precisa ser resgatado e mantido pela Igreja, enquanto que, o show religioso precisa acabar:

O show das performances humanas precisa acabar, para que, novamente o poder do Espírito Santo possa operar;
O show das palavras de motivação e autoajuda precisa acabar, para que, a palavra de Deus possa gerar arrependimento e mudança nos corações;
O show de lideranças amantes de si mesmas precisa acabar, para que, verdadeiramente pessoas venham ser conduzidas no Evangelho;
O show das experiências mistificadas e pagãs precisa acabar, para que, o Evangelho simples e puro venha transformar vidas;
O show da disputa de poderes institucionais religiosos precisa acabar, para que, a o poder do Evangelho seja a centralidade da vida cristã;
O show das teologias fundamentadas no materialismo e egoísmo precisa acabar, para que, a essência das escrituras possa ser desfrutada e vivenciada na pratica da vida;
O show precisa acabar…e o Evangelho de Cristo, precisa avançar.

Abençoe-nos Deus. Oremos.
Alberto Couto Filho

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