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segunda-feira, 17 de abril de 2017

HASHTAG # TUDO O QUE SEU MESTRE MANDAR, FAREMOS TODOS?

HASHTAG  # TUDO O QUE SEU MESTRE MANDAR, FAREMOS TODOS?
Por Alberto Couto Filho
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O pastor Yinka Oyekan, líder apostólico da Barnabas Followship (Igrejas na Irlanda do Norte, Inglaterra e na África), disse em seu livro (Manipulação, Dominação e Controle) que um dos maiores empecilhos para o cumprimento do propósito de Deus nas igrejas é a relação de manipulação, dominação e controle que existe entre nós cristãos. Muitos líderes dominam e controlam suas congregações em vez de lidera-las com ouvidos sensíveis à voz do Espírito Santo.
Embora seja nosso dever como crentes, prestigiar as autoridades constituídas por Deus há, por ai, líderes pastorais que oprimem as suas ovelhas, discipulando-as a que sejam confinadas a um relacionamento em que elas obedecem sem questioná-los. Fala sério! Vocês conhecem alguém assim?
Esses tais, sem que o saibam, roubam a liberdade de escolha dos discípulos de Cristo e, esquecem que “há tempo em que um homem tem domínio sobre outro homem, para arruiná-lo” (Ec 8:9) e que o homem foi dignificado com a concessão do livre-arbítrio o que nos capacitou a tomar decisões por nossa própria conta.
Eis uma excelente definição para livre-arbítrio:
***Oportunidade ou possibilidade de tomar decisões por vontade própria, seguindo o próprio discernimento e não se pautando numa razão, motivo ou causa, estabelecida: a fé não impõe regras, mas confia no livre-arbítrio de cada cristão***.
Eu estaria exagerando se dissesse que, assim como Deus, o destino não controla as nossas vidas?
“Tá ligado”? Você não é “besta” de admitir que o destino é determinante do sucesso ou do fracasso da sua empreitada – é o seu esforço e capacidade que estarão contando. Salomão ensinou: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:10) – “show de bola”!
Nós, humanos, criados por Deus à sua imagem, não agimos por instinto como os animais – somos capazes de demonstrar amor e justiça, dentre outras qualidades, refletindo o Criador e, que como ELE, temos o livre-arbítrio. É este presente inestimável do Criador que nos permite escolher amá-LO de todo o nosso entendimento e coração. Hashtag #Não há Deus maior! Sim é verdade! ELE é o Todo-Poderoso e quem se atreve a impor limites ao seu poder? Todavia, é valendo-se deste poder que ELE exerce o controle de tudo. Observem que aprouve ao Senhor ser tolerante com esses que, sabemos, fazem uso do livre-arbítrio para prejudicar a outrem e isto é impiedade. Tranquilizem-se amigos, pois a Palavra diz que Papai não vai tolerar isto por muito tempo – (Sl 37:10)
Bora escolher a vida, escutando a voz de Deus?
Bora prestar obediência a seus mandamentos?
Então...sem dúvida alguma, perceba o livre-arbítrio como link de todas as nossas escolhas.
Olha só o que diz Papai em Isaias 48:18, ao lamentar-se pela infidelidade de Israel,  Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar” – um melancólico apelo, como se pode ver. O Senhor não poderia obrigar o povo a fazer só o que ELE queria?
É de dar dó ver o Evangelho ser distorcido por líderes de certas igrejas! É uma pena ver o povo de Deus aprender a ouvir e aceitar, sem depreciar ou apoucar, as ordens ou decisões erradas de seus líderes, sem poder questioná-los! Flagrados em seus erros, como maus pastores, eles evocam parcialmente os ditos do Senhor em Jr 23:2: “..., mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o Senhor”. O que querem dizer com isso? “Foi mal mermão”! Vacilei! Errei sim, mas quem é você para me julgar? E, como se fosse um monarca absolutista, rechaça acusações, comportando-se como um “siri na lata”; vociferando ser um intocável “ungido” de Deus. E é assim, desse jeitinho, que esses líderes pecam ruinosamente, ludibriando os incautos quando se valem de um trecho apenas, de um texto da Palavra e o pervertem para a sua própria satisfação.
Não! Não! Percebam que não estou aqui deitando falação sobre a falaciosa teologia da prosperidade – “Tô nem ai pra esse lance sórdido e imoral! Paulo já nos advertira sobre essa “armação” em At 20: 29, 30, 33:
“29 Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; “30 e que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas pervertidas, para atraírem os discípulos após si”. “33 De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário”.
A perspicácia do iluminado Apóstolo das gentes, notável em epístola a Timóteo, levou-o mais além, vaticinando que certas pessoas ao perceberem que a sã doutrina é avessa ao enriquecimento material, juntar-se-iam a doutores (embusteiros hodiernos)  para aprenderem a ganhar dinheiro nas igrejas, tudo de conformidade com as suas próprias concupiscências.
Voltando à “vaca fria”, (coisa de “véio”) eis um texto espantosamente esclarecedor sobre aqueles tais lobos, de Felipe F. Lopes, editor do excelente Blog “CRISTÃO – Evangelho com raiz:
**O lobo pode ser e muitas vezes é um líder, que usa de sua capacidade, de liderança (posicional – grifo meu), muitas vezes até mesmo de seu carisma, para ludibriar e conduzir as pessoas por um caminho segundo o seu interesse. Nem sempre a gente enxerga um lobo, por que nem sempre ele parece um lobo, pois as suas más intenções são efetuadas de forma discreta a não espantar o rebanho**.

O pior disso tudo é que algumas daquelas pessoas terão dificuldades de tomar decisões por elas mesmas; não mais emitirão opiniões próprias e terão alterada a sua personalidade, e o mais grave: tornam-se subservientes, servis, parecendo terem voltado à infância com aquela gostosa brincadeira:
“Bento que bento é o frade – (frade); na boca do forno – (forno)... hashtag  # tudo o que seu mestre mandar, faremos todos”.  Outras, no entanto, apercebendo-se do cevo, do engabelo, do ardil, viram as costas para a igreja do inatacável “cavilosão”.
“Pó pará”! Vamo acabá com esse negócio de bajulação em nossas igrejas!!!
Louvores, sim! Louvaminhas, não!

De uma feita, perguntaram aos servos editores do GotQuestions.Org se era errado questionarmos a Deus. Eles publicaram, em resposta, algo que me remeteu à exigida submissão ao Pai, sempre assentada sobre aquele conhecido tripé bíblico: Obediência, Fé e Gratidão. Foi quando me posicionei “distantão”, daquele tal espírito de servidão; de subserviência, ante a autoridade nas igrejas – o nefasto servilismo.
Agora, tô “afinzão” de problematizar o tema, pois a pretensão de certos líderes, em não admitirem questionamentos sobre seus atos e atitudes, é imitar a divindade – pantomimas, esgares e momices, em flagrante ridicularia,  buscam encobrir suas verdadeiras intenções, enquanto arremedam, grosseiramente, o Supremo Pastor – quanto? Por cem, beija o pé da bispa que a cura vem (!?!?!?!). Ai de nós se questionarmos a autoria dessa burlesca quixotada !!
O problema, na realidade, não é se devemos questionar a Deus ou não, mas sim de que modo e por qual razão nós o questionamos. Lembremo-nos de Habacuque...
No GotQuestions Org. li que questionar a Deus não é errado em si mesmo. O profeta Habacuque fez pergunta a Deus sobre o momento e a ação do Seu plano. Ele não foi repreendido por suas perguntas, pelo contrário, recebeu respostas de um Deus paciente e bondoso. Habacuque conclui o seu livro com uma canção de louvor a Deus.  
Então...se posso questionar o Criador. por que não fazê-lo a bispos, pastores, paipóstolos e a conhecidos heresiarcas? O salmista fez muitas perguntas a Deus (Sl 10, Sl 44, Sl 74, Sl 77).
Entendo que uma pergunta sincera de um coração sério e cuidadoso é bem vinda diante do Senhor que, de certo, não responderá a perguntas não sinceras, feitas por alguém de coração sensivelmente hipócrita, como no caso de Saul que por desobedecer a Deus não teve respostas às suas perguntas. Se as tenho, posso fazer perguntas ao Senhor; o que não posso fazer é questionar Sua soberania e agredir Seu caráter. Deus jamais se intimidará como nosso questionamento. ELE nos chama a uma comunhão íntima. Posso sim, questionar a Deus e a Seus ungidos ou escolhidos e as respostas virão, desde que eu tenha real interesse nelas.
Em “DE ALMA PARA ALMA” de Hercoles Jaci, encontro este pensar sobre subserviência:
***Uma das maiores e piores pobrezas/misérias da humanidade é perder a capacidade crítica e “cair nas malhas” do poder vigente, poder esse que sempre “produziu”, recompensou pessoas “humildes”, que são verdadeiramente subservientesConfundir humildade com “não questionamento”, “cegamento espírito/providencial; calar-se perante a tudo, é corresponder à expectativa desse poder reinante que premia essa submissão muda, cega e retardada travestida de humildade***
Questionar Deus ou líderes no ofício pastoral - Certo? Errado?
Vamos deixar a resposta por conta da atitude do nosso coração – OK?

Alberto Couto Filho

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