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domingo, 5 de setembro de 2010

O JUSTO E A INIQUIDADE


Por Alberto Couto Filho

Peregrinando na fé, em resposta à exortação contida na epístola aos Hebreus, à busca de alimento sólido para melhor discernir não somente o bem também o mal; à busca de uma melhor compreensão dos princípios elementares dos oráculos de Deus, para entender este momento colidente, conflitante com o prescrito pelo Pai Eterno em Sua Palavra, aportei no espaço virtual do ilustre Ministro Sergio Aparecido Dias, um guerreiro amazonense, de fibra e valor – o blog Floresta Viva.

Ali encontro a postagem “AS GOTAS DO LAMAÇAL”, uma das muitas obras integrantes do invejável florilégio da poetisa Stela Câmara Dubois, mulher virtuosa achada pelo pastor, ainda neófito, Carlos Dubois, formado pelo Seminário Batista do Norte, posteriormente, mestre em Teologia e Filosofia.

A professora, musicista, poliglota, dramaturga e pesquisadora do folclore baiano, partiu da “Velha Mauricéia” (Recife) para o descanso eterno, na “Toca da Onça” (Jaguaquara-BA), em 1987.

A obra “AS GOTAS DO LAMAÇAL” faz parte de um profícuo trabalho que não foi ao túmulo. Sua produção literária foi bastante prolífica. Ela escreveu vários livros de cânticos religiosos, de poesia; novelas, romances; traduziu livros de autores norte-americanos e compôs muitas músicas sacras.
Ela é a autora, inclusive, do hino da cidade de Jaguaquara.

Em sua antologia, constam poesias como “Meu canto de Eternidade”, texto do livro “Ramalhete de Mirra” e livros como “Um vaso precioso nas mãos de Deus, de sua autoria.
A obra citada é tradução do livro “Burning Bush” (Sarça Ardente), obra-prima norte-americana.
Depois de ler e reler aquela magnífica obra, o Espírito Santo permitiu-me sua apropriação e, como a Bazaleel, filho de Uri, de Judá, deu-me sabedoria e entendimento, inspirando-me e fazendo com que eu a interpretasse e a adaptasse, para postá-la neste meu despretensioso blog.
Eis a adaptação

O JUSTO E A INIQUIDADE

À beira de um caminho está sentado um justo, cuja alma está agitada por ver as dificuldades que se lhe apresentam, obstando a realização de um sonho, de um anelo. Vê-se a angústia e o pranto a tirar-lhe a alegria de viver.

Ele não sabe, porém, que “Aquilo que teme o perverso, isso lhe sobrevém, mas o anelo dos Justos, Deus o cumpre (Pv 10:24):

Face às dificuldades, ele já está fazendo juízo da situação, ao considerar a indisponibilidade de recursos para encetar uma caminhada, rumo à realização do seu sonho. Falta-lhe a necessária fé.
Aquele justo desconhece que Jesus, para que se cumprisse o que foi dito por Isaias, disse que “não esmagaria a cana quebrada, nem apagaria a torcida que fumega, até que faça vencedor o seu juízo” (Mt 12:20).

Suas lutas e contendas, objetivando o seu alvo, o seu desejo, não o levariam a nada.
Disse o Senhor, ainda no Evangelho de Mateus que “não contenderia nem gritaria e nem alguém ouviria nas praças a sua voz” (Mt 12:19)

Uma possível purificação, pretendida por aquele justo para alcançar o seu sonho seria, conforme a Palavra, também, totalmente inútil, pois está escrito: “Quem pode dizer? Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado” (Pv 20:9).

Revolver-se, esforçar-se ao extremo, lançando-se ao trabalho para a consecução do seu objetivo, também não lhe seria proveitoso, pois Salomão, com toda a sua sabedoria, questionou: “Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? (Ec 1:3)

Há, porém, uma chance única para que aquele justo atinja o seu objetivo: “É elevar os olhos para os montes (para os céus) de onde, certamente, virá o socorro” (Sl 121:1).
“O seu socorro só poderá vir do Senhor que fez o céu e a terra” (Sl 121:2)
 Ele precisa olhar permanentemente para os céus, para o Sol que é Jesus, entregando-se de corpo e alma ao Seu Evangelho. Então, o Senhor, placidamente, superará todos os obstáculos e removerá todos os impedimentos, pois está escrito que “O Senhor, Ele o guardará de todo o mal, guardará a sua alma” (Pv 121:7).

E ele deverá descansar e esperar no Senhor, deixando fluir em sua vida os desígnios de Deus, “Pois os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam (Is 40:31).

O inverno, as dificuldades irão se dissipar, conforme no livro de Cânticos: “Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi” (Ct 2:11).

Chegou, finalmente, a primavera. Aquele justo, por acreditar nas promessas de Deus de que as dificuldades seriam superadas e que suas necessidades e desejos seriam supridos pelo Senhor, desistiu de buscar solução própria para os seus anseios, “não mais se inquietando...” (Mt 6:31); buscando, em primeiro lugar, o reino de Deus e a Sua justiça, certo de que os desejos do seu coração vos seriam acrescentados” (Mt 6-33)

E disse o Senhor, na primavera, àquele justo:
“Saberão todas as árvores do campo que eu, o Senhor, abati a árvore alta, elevei a baixa, sequei a arvore verde e fiz reverdecer a seca; eu, o Senhor, o disse e o fiz (Ez 17:24); 
“aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se na terra (Ct 2:12);
“A figueira começou a dar seus figos e as vides em flor exalam o seu aroma...” (Ct 2:13)

Agora, dentro do coração daquele justo há louvores e sonhos elevados. E ele diz: “Ó Senhor, tu é o meu Deus; exaltarei a ti e louvarei o Teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros (Is 25:1)

Agora, em Sião, os seus nobres ideais soltam asas para suas realizações. Sua alegria então é incontida. O profeta Isaias, diz que a unção recebida do Senhor é, dentre outras coisas, para “por sobre os que, estão em Sião, de luto, uma coroa, em vez de cinzas; óleo de alegria, em vez de pranto; vestes de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor, para a sua glória (Is 61:3)

A terra, “habitat” daquele justo, em regozijo, experimenta, também, um alegre despertar. Diz Isaias: “Desperta, desperta, reveste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas roupagens formosas. Ó Jerusalém, cidade santa; porque não mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo” (Is 52:1). O profeta quis dizer que a impiedade não terá mais lugar na cidade de Deus.
Esperando, assim, por um futuro melhor, o povo ora “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Fp 2:10)

Entrementes, enquanto os anelos dos corações crescem cada vez mais, muitas lágrimas, ainda, são derramadas em razão das investidas do já derrotado satanás. O que fazer neste momento? O salmista nos consola, dizendo que “O justo tem nas suas lágrimas o seu alimento dia e noite, enquanto lhe dizem continuamente: O teu Deus, onde está? (Salmo 42:3)

Em irrestrita obediência à Palavra, o justo mantém o seu olhar direcionado para Jesus, pois ele crê:

=>Que assim será salvo, ele e todos os que estão por todos os limites da terra, porque sabe que o Senhor é Deus, e não há outro (Is 45:22);

=>Que Deus “Do alto lhe estenderá a mão e o tomará; tirando-o das muitas águas” (2Sm 22:17);

=>Que “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Sl 34:15);

=>Que para Deus, não há impedimentos, o Evangelho de Lucas nos diz que “Para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1:37);

=>Que os seus olhos não devem se voltar para os homens, pelo que Paulo escreveu aos coríntios: “pois ninguém deve gloriar-se nos homens; porque tudo é vosso, diz o Senhor” (1Co 3:21)

Finalmente, sabemos que não é lutando e combatendo que vamos ser vitoriosos. Paulo assim se posiciona, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6:12)
Vamos vencer sim, mas pela fé e oração, olhando para cima com toda a confiança e toda a submissão. Desta forma é que a vitória sorrirá para o nosso povo.

Para que nossos sonhos sejam realizados precisamos vencer as ciladas do diabo. Ao tomarmos a armadura de Deus, precisamos:

=>”Embraçar, sempre, o escudo da fé, com o qual poderemos apagar todos os dardos inflamados do Malígno (Ef 6:16)

=>”Tomar o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6:17);

=>Estar “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, para isto, vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef 6:18)

Ele permanecerá enquanto existir o Sol e enquanto durar a lua, através das gerações (Sl 72:5)

A vitória já é nossa, em Cristo Jesus


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