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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

EU NÃO TENHO O DIREITO DE JOGAR NOS OUTROS O MEU LIXO AFETIVO. UM DOENTE EMOCIONAL ADOECE OUTROS.

    Olá seguidores queridos, retorno à blogosfera, em meio a uma sensação térmica de 51C, escrevendo, editando, editorando, palestrando, pregando a Palavra e entoando cânticos em louvor ao nosso Deus... tudo isto, é claro, quando não estou na piscina, sonhando com a minha viagem próxima, à Flórida, nos EE.UU, quando serei ciceroneado pelo pastor Newton Carpintero e conhecerei o Xandinho, meu fã nº1.
    Breve estarei publicando o livro do pastor Renan Ricardo Nogueira – Passos Para Uma Vida Vitoriosa – Aguardem, pois está “pintando” um futuro best-seller no cenário da literatura evangélica – Eu garanto... porque Deus me garante.
    Nesta mensagem deito falação sobre o lixo emocional, relacionando-o com o comportamento dos líderes durante as fases do ciclo de vida de uma igreja.
    O título é a sábia mensagem do pastor Abner Ferreira, muito difundida nas redes sociais, posta sobre a imagem daquele egrégio homem de Deus.


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Pastor Abner Ferreira - Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Madureira, Presidente da CONEMAD/RJ (Convenção Estadual dos Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus - Ministério de Madureira no Estado do Rio de Janeiro), Presidente do IBE (Instituto Bíblico Ebenézer), Vice-presidente da CONAMAD (Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil - Ministério de Madureira), Vice-presidente do COMERJ (Conselho de Ministros do Estado do Rio de Janeiro), conferencista internacional, articulista, escritor de vários livros publicados pela Editora Betel, jornalista, advogado, professor de diversas matérias teológicas, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da ANE (Associação Nacional de Escritores).

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    O lixo afetivo nas igrejas, também encontrado, lastimavelmente em meio às lideranças no ofício pastoral, notadamente em igrejas de pequeno porte, é um lixo fétido, altamente tóxico, por não ter sido despejado de imediato, e provocador da liberação de resíduos que se acumulam em níveis danosos à alimentação pela Palavra de Deus.
    Este lixo, além de causar danos à saúde espiritual e à salvação dos crentes, também, pode fazer com que certos ministérios, em seu ciclo de vida, atinjam a imperceptível fase da “estagnação”, fase seguinte à fase do “equilíbrio” e precedente às fases da “inaptidão” e do “declínio” de uma igreja local.
    A asserção do nobre pastor Abner Ferreira, contudo, não faz referência, apenas, à conduta deste ou daquele pastor cuja igreja esteja vivenciando uma operação estagnada. Aquele eminente homem de Deus adverte-nos sobre a doença, o mal que pode causar sérios danos à nossa saúde física, segundo o Dr. Fábio Damasceno Barreto, psiquiatra clínico, terapeuta de família e de casal, especialista em dependência química, e pastor na Comunidade Cristã S-8, em Niterói, no Rio de Janeiro.
    O lixo deve ser jogado no lixo e não deve, nunca, ser acumulado. Inda que saibamos disto, na vida psicológica e nos nossos relacionamentos, não fomos ensinados ou treinados a jogar o lixo psicológico fora. O Dr. Fábio diz que a sujeira emocional, se acumulada irá dificultar a nossa convivência, pois aquilo que nos incomoda e afeta não é dito ou não é confessado. Ao fingir e dizer que está tudo bem esse lixo emocional provoca competições, invejas, mágoas, ofensas, distorções maldosas e implicâncias.
    O Dr. Abner quer nos dizer que a nossa vida psicológica precisa de interação e renovação para que o equilíbrio do sistema e a qualidade de vida sejam mantidos. O que não devemos fazer é despejar sobre os outros o nosso lixo emocional (murmuração) que, por ser doentio, pode causar males irreversíveis àqueles que nos circundam.     
    Nos receituários dos doutores Abner e Fábio consta o “perdão”, prescrito por ambos como uma espécie de “usina de reciclagem” do lixo afetivo (psicológico).
    O perdão, segundo o Dr. Fábio é a cirurgia plástica da alma no intuito de remover marcas do passado; para o Dr. Abner, ele é uma doença emocional que adoece outros; ambos veem o “perdão” como um ato de escolha que independe do sentimento ou da vontade. Perdoar é como se déssemos início a um processo de cura interior,, e resistir à liberação do perdão é extremamente danoso à saúde.
    
  • Preciso voltar à história do ciclo de vida das igrejas e dar sequência ao assunto para que meus leitores entendam o conteúdo deste meu texto e possam fundamentar seus comentários.
    Assim, na fase do “equilíbrio” o pastor/líder dirigente de uma dessas igrejas está sempre posicionado entre manter o foco na visão de Deus e prosseguir na busca de um novo horizonte. A operacionalidade do líder dirigente terá sempre como foco o aperfeiçoamento da cultura bíblica do rebanho, e a sua postura é a de estar sempre procurando novas opções para o aumento da eficiência da igreja.     
    É neste período, nesta bem sucedida fase em que se observa um contínuo crescimento, que o desmembramento dos grupos é verificado, em decorrência do surgimento de novas congregações e, infelizmente, da danosa aparição do paternalismo (complacência =><= subserviência) e do autoritarismo (arrogância =><= rebeldia), relações de dominação, manipulação e controle que irão cercear, efetivamente, o crescimento observado.
    Nesta fase ocorrem, também, as trocas internas de poder e, quase sempre, uma contraproducente e inaceitável divisão de poder na direção e na operacionalidade da igreja (quem manda?). Nesta ocasião, dá-se o êxodo de membros mais talentosos à busca de uma nova igreja (nova liderança), por não terem (quiçá nunca tiveram) a supremacia no fluxo de atividades e eventos da igreja;
    Entrementes, em razão das trocas, divisões e desligamentos ocorridos, a preferência pessoal de alguns dá lugar a uma nefasta murmuração que, na realidade, só vem ampliar a quantidade de lixo emocional já armazenada em seus corações, como se fora uma reserva.
    Uma operação estagnada é a natural consequência desse estágio e a manutenção da estabilidade e a saúde dos diversos níveis de liderança torna-se um “senhor” desafio para o(s) líder(es) dirigente(s) que vê(em) sua tripulação “abandonar o barco” quando, aparentemente, tudo está correndo bem.
    A “inaptidão” é a fase do ciclo de vida de uma igreja que está, permanentemente em disfunção e conflito, embora aqueles membros, os leais subservientes, privilegiados pelo paternalismo do(s) líder(es) dirigente(s), no intuito de manterem o “status” atingido na organização finjam não perceber e prossigam, adulando seus pastores/líderes com lisonjas e louvaminhas, e aceitando acriticamente essa relação de dominação.
     É nesta fase que o mórbido lixo afetivo (doença emocional) faz com que inexistam novas conversões; premia e recompensa apenas os citados complacentes e benignos (contagiados pela doença) e afasta das igrejas aqueles que, não acometidos daquele mal, ousam apresentar ideias novas e soluções criativas, em oposição à mentalidade retrógrada e protecionista dessas lideranças.
    Um exemplo significativo da existência dessa doença que aflige as vida de nossas igrejas aconteceu em um cerimonial de Santa Ceia numa igreja local e pode, assim, ser narrado:
    Um pastor-auxiliar, achando-se no direito de jogar seu lixo emocional sobre um diácono da igreja, ameaçadoramente, valendo-se do momento daquela ordenança bíblica, pediu-lhe perdão, dizendo estar cumprindo o que lhe revelara o Senhor seu deus (dele), sem dúvida, “deus de confusão”, a julgar pelo esdrúxulo teor/conteúdo do seu pedido de perdão. Ele ouviu daquele pastor:
    “ESTOU TE PEDINDO PERDÃO PORQUE O MEU DEUS DISSE QUE, DAQUI PRA FRENTE, AS COISAS VÃO FICAR FEIAS ENTRE NÓS”.
    Aturdido e espantado com a postura agressiva e pouco amistosa daquele pastor, o diácono, ainda assim, compreendeu que aquela fala rancorosa procedia do coração amargurado de um doente emocional, profundamente ferido por dar abrigo a uma mágoa, maléfico sentimento que cumula e estoca no coração o ressentimento e outros males que ocasionam as doenças da alma.
    Atônito, ainda que intuísse aquele pedido de perdão, por conhecer o prescrito no Evangelho de Mateus, vers. 23 e 24: (Portanto, se trouxestes a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”), o diácono viu-se no direito de perguntar: Mas por que, pastor, as coisas ficariam feias entre nós, daqui pra frente”? O que o senhor quis dizer com isso?
    Um lacônico “TÁ TUDO BEM”, seguido de um brusco “dar de costas” foram respostas obtidas pelo indignado diácono que ficou sem conseguir entender o que acontecera, pois nunca ofendera ou desrespeitara aquele homem de Deus, seu amigo de longos anos. Ele depreendeu, pelo que ouvira, que aquela mágoa permaneceria internalizada no coração daquele pastor como um lixo não coletado.
    Intrigado com o despejo daquele lixo emocional sobre si, aquele diácono já se dispusera a não mais fazer a Santa Ceia naquele dia, quando veio à sua lembrança o que a filha daquele pastor havia lhe dito, dias antes:
    “O meu pai está sofrendo muito; ele está magoado e muito ressentido com você, porque você não... (razões pessoais incabíveis).
    É essa amargura no coração, sentimento que aprisiona a alma do ser humano, perturbando-a psicologicamente, que identifica a existência de uma “doença emocional” que contamina e adoece os que vivem ao redor daquele que padece desse mal, conforme sentenciado pelo insigne pastor Dr. Abner Ferreira.
    O diácono, infelizmente, após ter feito a Santa Ceia mesmo sabendo que o inimigo tentara alvejá-lo com aquele monturo de lixo afetivo despejado sobre ele por alguém emocionalmente doente, assim interpretou, subliminarmente, aquela estranhíssima mensagem:
    "APÓS ESTA SANTA CEIA, PARA O SEU BEM, EU ESTOU CONVIDANDO VOCÊ A SE DESLIGAR DESTA IGREJA.”
    Sobre a mágoa, assim se pronuncia o Reverendo Hernandes Dias Lopes:
    A mágoa é o cárcere da alma.
    “Nós sofremos mais por causa das pessoas do que por causa das circunstâncias. As pessoas nos fazem chorar mais do que as vicissitudes da vida. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas. Os relacionamentos dentro da família, no trabalho e até nas igrejas, algumas vezes, se tornam tensos.
    Quem se alimenta da mágoa não tem paz; Não tem liberdade; Não tem alegria; Não conhece o amor; Não tem comunhão com Deus; Não pode adorar a Deus, nem trazer sua oferta ao altar. Quem retém o perdão não pode orar a Deus e dEle nem receber o perdão”.
    Aquele diácono, já sentindo o hircismo no conteúdo subliminar do pedido de perdão daquele pastor, e sabendo-o doente, aceitou o inusitado convite e, em irrestrita obediência à autoridade pastoral, saiu daquela igreja.
    Complementando o lamentável episódio, antes de desligar-se daquela igreja, o diácono levou o insólito acontecimento ao conhecimento do pastor presidente da igreja que, ao tomar conhecimento do fato, simplesmente pediu ao diácono que não se importasse; que não desse ouvidos àquele pastor porque ele já estaria confundindo as coisas, em razão da sua avançada idade (?).

  • Retorno à doença emocional, ao lixo afetivo, comentado em epígrafe pelo insigne pastor Abner Ferreira, estudando-o à luz do ciclo de vida de uma igreja e da Bíblia Sagrada.
    Se a fase da “estagnação”, como já disse caracterizada pela disfunção e conflito, não for observada/verificada pela liderança, o resultado natural é a sua transição para a fase da “inaptidão”.
    Nesta fase prevalecem a paranoia, o medo, a desconfiança, os mexericos e a rivalidade mesquinha entre obreiros e membros da igreja, enquanto que a liderança assume a mentalidade de vítima, buscando a estabilidade através de meios atípicos ao invés de ideias novas e energia criativa - o instinto de sobrevivência parece imperar entre os líderes dirigentes dessas igrejas na fase da “estagnação”.
    Escreveu o Dr Lucas em Lc 17:1: “Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham escândalos...”.
    O Senhor Jesus, prenunciando a destruição de Jerusalém (Lc 19:43), observava que os alimentos seriam colocados na haste de uma armadilha (escândalos – no grego: σκάνδαλο); posteriormente a palavra seria traduzida como coisa que faria tropeçar e cair numa armadilha.
    É aqui que a liderança deve atentar para o fato de que o conflito entre irmãos ocasiona um problema sério para a igreja, nesta fase do seu ciclo de vida, em razão dos escândalos provocados.
    Uma pessoa irada pode dizer coisas que agravam o problema existente entre irmãos – (Pv 15:18) “O homem iracundo suscita contendas...”. A Bíblia nos faz entender que a amargura é uma forte raiz que, como grama na calçada, mina um alicerce sólido. Resultam da amargura: as discussões, o ódio, os ciúmes, as dissensões e os acessos de ira. Os doentes emocionais parece desconhecerem que essas coisas como, outras obras da carne, não permitirão que os que as praticam venham a herdar o reino de Deus (Gl 5:20,21).
    O pior de tudo isso é que essa doença emocional (mágoa, amargura) pode impactar negativamente a vida de outros irmãos, ocorrência típica nesta fase do ciclo de vida de uma igreja. Eis a advertência bíblica sobre isso, contida em Hb 12:15“Atentando , diligentemente, porque ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”.
    Paulo também repreendeu e exortou os de Corinto sobre a consequência de uma postura jactanciosa em 1Co 5:6Não é boa a sua jactância...não demora muito para devastar uma igreja, nem é tão difícil”.
    Mesmo em não existindo o pecado, como no caso citado neste texto, a reconciliação não é algo a ser praticado somente entre nós e Deus, mas também para com nossos irmãos. O mesmo perdão que recebemos de Deus deve ser praticado para com nossos semelhantes.
    O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém. A palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Jesus nos ensinou em Mt 6:14,15 - “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”.
    Eis o sintoma da doença emocional que, de acordo com a mensagem do Pastor Abner Ferreira, está perfeitamente identificado naquele insólito e antibíblico pedido de perdão. Não é difícil perceber o lixo afetivo/emocional contido nesta infeliz observação:
    “O MEU DEUS DISSE QUE AS COISAS VÃO FICAR FEIAS ENTRE NÓS”.
    Concluo, sugerindo às lideranças nas igrejas, a leitura de quatro livros que irão combater e, até mesmo erradicar toda a sorte de lixo emocional, não jogados no lixo em tempo hábil, coletando e destruindo-o, para sempre.

    1 – A Bíblia Sagrada;
    2 – Oficina de Cura Interior
Autor: Pastor Fábio Damasceno Barreto
    3 – Os 5 Pilares da Liderança; Conhecendo os segredos da liderança eficaz
Autor: Pastor Abner Ferreira;
    4 – Vinde Após Mim – JESUS não disse IDE após seus líderes
Autor: Alberto Couto Filho;
    
    Àqueles, acometidos desse mal:
    Melhoras, em nome de Jesus!

    Alberto Couto Filho

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