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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

E A CHUVA CONTINUA MAIS FORTE AINDA, SÓ DEUS PODE DIZER DA SUA DOR INFINDA


Por Alberto Couto Filho

Abençoamados leitores,

Como disse ao final desta postagem em março do corrente ano, ora reproduzida, aquele procurador ateu dos Direitos do Cidadão não iria aceitar a derrota fragorosa do 1º round.
Ai vem ele com uma nova investida contra nós; contra a igreja e contra Deus, querendo simplesmente aparecer, por não ter nada, de importante, a fazer para o sofrido povo brasileiro.
Vamos continuar orando por ele, enquanto relemos este meu texto e apreciemos o excelente texto do blog do pastor Ciro Zibordi, em que seriamente aborda este assunto.

Saudades do Tito Madi.
E então, já quase resignado; na expectativa das próximas eleições, lá do Ceará, vem um comentário de um superamigo do peito, um escolhido do Senhor, deitando falação sobre minha irreverência e intolerância, dizendo:
 “Você continua genial com seus textos, mas também "chato, cri-cri, pernilongo", ou seja, um "chacrilongo".
Se aquele “cabecinha chata” não fosse meu parceiro, sei não ...
Agora em cearensês:
“Aguentei o canjirão” e aqui estou. Não ligo para a sua fulerage, até porque dizem que ele é capaz, até, de vaiar o sol.
 O que querem que eu faça diante de mais esta “coisa” (vejam que comedi a linguagem) que está colocando o poder público deste nosso Brasil em polvorosa? Uma azáfama; uma tremenda confusão que a meu ver, fazendo coro à indignação popular, de nenhuma valia para nós, brasileiros.
Estão fazendo uma grande bulha para que seja banida das cédulas de real a expressão “Deus seja louvado”, mantida desde os idos de 80, no governo do Sarney.
O cidadão brasileiro ficou pasmado e curioso ao tomar conhecimento da notícia de que o Banco Central da República foi notificado pela Procuradoria Geral desta nossa mesma República para que apresente defesa à representação da Procuradoria dos Direitos dos Cidadãos de São Paulo, sobre aquela expressão ofensiva (?) à laicidade da República deste País
Traduzindo, a Procuradoria arrazoa que a inscrição “Deus seja louvado” é uma afronta, um desrespeito (?) ao Estado laico e, por isso eles querem que ela seja retirado das cédulas. Oh céus!
Eu explico:
A laicidade é a qualidade do que é laico (laical, leigo), o que não é influenciado ou controlado pelo clero (pela igreja).
Eu, “chacrilongo” que sou, quero questionar esta laicidade do Estado, à luz da nossa Constituição:
Preâmbulo: Nossa Constituição foi promulgada sob a proteção de Deus;
Artigo 5º, inciso VII: Nossa Constituição assegura prestação de assistência religiosa em todas as entidades civis  e militares de internação coletiva;
Artigo 210, § 1º: Nossa Constituição reconhece o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.
Não consigo ler na Constituição qualquer coisa referente a esta tal laicidade do Estado. O que posso pensar?
Estamos diante de uma prosápia neoateista; de uma manobra presumida sem nenhum argumento dentro da legalidade.
Dizem eles que tanto nossas cédulas, quanto o preâmbulo da Carta Magna, estão a apelar, particularmente, a uma divindade específica que dizem ser a entidade abrâmica. Oh céus!
Dizem, ainda, que o termo “Deus seja louvado” faz referência ao Deus do deísmo, um deus que pelo seu absenteísmo, não poderia ser louvado e, muito menos, exigir louvores. Oh, não!
Tem neoateísta pela ai, dizendo que a evocação de Deus ao início de sessões legislativas, ofende frontalmente o artigo 19 da Constituição. É mesmo?  Vou reproduzi-lo para conferirmos o que disseram:
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Onde está a evocação ao Senhor?
Interessante, também, é registrar aqui que evocar a Deus não é o mesmo que evocar uma religião qualquer.

Miguel Reale nos ensinou da não impermeabilidade do Estado sobre questões religiosas. Ensinou-nos em suas lições preliminares de Direito, que se impermeável, o Estado não adotaria o valor jurídico supremo, A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, o valor que caracteriza o epicentro do Direito e fator basilar da interpretação constitucional. Ele fez-nos relembrar que a DIGNIDADE HUMANA é uma ideia surgida com o cristianismo.
O mestre apontava em seus escritos que a religião cristã é a fonte de valores para o Direito.
Se evocar o Criador é ofensivo ao Estado laico, o laicismo será bem mais agredido quando o Estado adotar princípios jurídicos com origem religiosa.
Se, vamos discutir sobre a não mistura do Estado com a religião, então devemos admitir a abolição do princípio da DIGNIDADE HUMANA, fundamento da República Federativa do Brasil, pois ele emerge da religião.

Debalde, estou à busca de nexo para esta “coisa”, não do fato do Estado ser laico, mas de um ato absolutamente inócuo ante os problemas que estão assolando o povo desta grande Nação.
Em Nicolas Boileau, encontrei algo que justificaria esta “coisa”; esta prática injustificável“.  “Coisas” desse gênero são típicas do “penoso fardo de quem não tem nada para fazer”.
Lá no Tio Sam, ativistas ateus tentaram retirar do dólar a expressão “IN GOD WE TRUST” e fracassaram em seu injustificado intento. Para o tribunal, a frase “Confiamos em Deus “  é cerimonial e patriótica.
Que me perdoem os egrégios procuradores que atinaram para o despropósito (?) daquela inscrição, ponderando junto ao Banco Central que Estado e religião devem estar separados; perdoem-me de todo o coração, mas sinto ser necessário questionar sobre os benefícios que adviriam desta pretensão, para o espezinhado povo brasileiro, neste momento, às voltas com problemas, “coisas” na Educação, Saúde, Emprego, Corrupção, Políticas Públicas, Violência, Justiça, Religião, Impostos...
Pensem bem: Isto não está parecendo “coisa” da Teologia Relacional? Parece até um tipo de complô daqueles néscios teólogos relacionais para acabar de vez com a crença de que Deus é soberano e está no controle de tudo.
A necedade desses teístas abertos sabe-se lá, pode ter influenciado neoateístas que os admiram e que não acreditam na existência de Deus.
Os teólogos relacionais brasileiros só estão “nessa” por terem assumido a postura de “papagaios piratas”. Vivem repetindo o que ouvem dos teólogos relacionais do exterior.
Por esses dias, um desses tais (diria Paulo, com ironia) resolveu fazer como aquela ovelha da escritora infantil Sylvia Orthof.
Ele declarou ter rompido (tardiamente – grifo meu) com o movimento evangélico e resolveu caminhar com seus próprios pés, ou seja, decidiu não mais repetir a fala dos piratas Sanders, Pinnocks e Boyds – ele, finalmente deixou de falar daquelas “coisas” mal cheirosas. "Qual mosca morta que faz o unguento do perfumador ficar mal cheiroso, sua estultícia como teísta aberto estava levando à sua honra e à sua sabedoria, um odor desagradável" (Ec 10:1)
Quem não se lembra daquela ovelhinha chamada Maria? Ela sempre seguia as outras ovelhas, dai o titulo do livro: “MARIA VAI COM AS OUTRAS”. É a literatura que mais recomendo aos nossos teólogos relacionais.
Eles, em seus desvarios, bem que poderiam estar argumentando contrariamente aos louvores a Deus e estariam afirmando que:
Deus não é soberano, por não conseguir impedir tragédias e nem mesmo extirpar os males;
Deus corre riscos por amar as suas criaturas, seres racionais livres;
Deus não conhece o futuro, pois para Ele o futuro não existe;
Deus não é imutável. Ele muda de planos e volta atrás de decisões tomadas, como certos tele-evangelistas acometidos das síndromes do camaleão;
Deus não é invulnerável. Ele sente as frustações por não Lhe obedecerem e comete erros ao aconselhar (direção) o ser humano;
Esta lógica preconizada pelos teístas abertos desmerece o Altíssimo, pois determina que Ele não poderia ter preordenado os acontecimentos (calvinistas) e nem tampouco poderia antever as ocorrências futuras (arminianos).
Então ponderei, questionando: Por que então fazer constar nas cédulas de real essa expressão? Esse “deuzinho mixuruca” merece ser louvado? Como é que, sendo um deus tacanho como eles apregoam, Ele vai cumprir as suas promessas?
Voltemos aos nossos ilustres Procuradores dos Direitos dos Cidadãos.                     
É verdade, aqueles procuradores neoateístas, admiradores da necedade desses heréticos teólogos que negam a onisciência, a onipresença e onipotência de Deus, decidiram pelo banimento da expressão.
Não convencido, corri às Sagradas Escrituras, em auxílio às minhas convicções e, graças àquele Deus soberano, onisciente, onipotente, invulnerável, imutável e onipresente encontrei um sem número de passagens que nos levam a louvá-Lo, eternamente. Querem ver?
(Gn 17:1), (Is 46:10), (Jó 42:2), (Salmos 90 e 139), (Ml 3:6), (Rm 8:29), (Tg 1:17)  e muitas outras
Não há como questionar a divindade do Todo-Poderoso..
As “coisas” que estão acontecendo neste nosso Brasil, sobre as quais me referi em minha última postagem, não adquirem notoriedade pelo tempo decorrido, mas pensando no que Fernando Pessoa disse, devemos nos preocupar muito, mas muito mesmo, com a intensidade com que elas vêm ocorrendo. Receio que aquele temido dilúvio está prestes a acontecer.
Aquele célebre poeta português concebeu “existirem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.
Eis um exemplo de “coisas” inexplicáveis:
Um procurador dos Direitos do Cidadão atua extrajudicialmente, ou seja, ele não pode atuar perante o Pode Judiciário.
Quando ele se apercebe de que está acontecendo uma violação a direitos constitucionais ele tem a obrigação de encaminhar as informações ao órgão competente, cientificando-o da violação e solicitando medidas adequadas e cabíveis à espécie.
Explique-nos senhores doutos procuradores, por que encaminharam erroneamente a suposta violação ao Banco Central, se as características gerais das cédulas e das moedas são determinadas pelo CMN, Conselho Monetário Nacional?
Como pode um procurador da República desconhecer que sua representação ao BC padecia deste “vício de origem”?
Um momento inesquecível:
A decepção daqueles ilustres procuradores ao ver o frustrante malogro do seu intento. Bem feito!
Disse o BC em sua negativa que, a exemplo da moeda, até a Constituição foi promulgada “SOB A PROTEÇÃO DE DEUS”. Argumentou, ainda, que a República Federativa do Brasil não é anti-religiosa ou anti-clerical, sendo-lhe vedada, apenas, a associação a uma específica doutrina religiosa ou a um certo e determinado credo. Oh, gloria!
Aqui, exemplos de pessoas incomparáveis:
Além dos seguidores deste meu espaço virtual, aqueles responsáveis pelo malogro dos senhores procuradores; aqueles do BC que, sem ferir os direitos constitucionais de ateus e politeístas, se posicionaram constitucionalmente, ante a notificação da PDC de São Paulo.
O 1º round foi vencido, mas o resultado da luta é imprevisível. Muitos outros rounds virão e muitas outras “coisas” irão acontecer neste País.
Vocês sabem, queridos, Einstein morreu; Freud e Newton morreram, e eu não estou me sentindo muito bem...

Alberto Couto Filho

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