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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ALGUMA DÚVIDA?

Por: ALBERTO COUTO FILHO

Comentarei, aqui, sobre uma mensagem, no “O Rosto do Brasil”, primoroso blog editado pelo, não menos primoroso, escritor Samuel Silva Santos. Seu título, assaz instigante e curioso: “Fazer de fato ou fazer de conta que...eis a questão

Com um tipo de esquivança, simpática e agradavelmente matreira, meus amigos: o ilustre pastor Guedes, que reproduziu no seu blog aquela mensagem e o comentário da Rô, nossa doce “maninha”, instaram-me a comentar, como que, arrostando meus conhecimentos; fustigando meu donaire, meus brios.

Disse aquela encantadora editora do blog “Mulheres Sábias”:

“Lembrei-me do meu querido irmão Alberto. Em certa ocasião ele disse:
Hoje vivemos a fase do “faz de conta”. Assim tenho decorado o que, em tempos idos, extrai de um artigo, conto ou ilustração – confesso não me lembrar mais. Modifiquei algo, mas o mérito do autor é incontestável.
Ø  Profissionais fazem de conta que são competentes; nossos governantes, cinica e demagogicamente, fazem de conta que se preocupam com o povo, enquanto que o povo, coitado, faz de conta que acredita neles;
Ø  Pais fazem de conta que educam seus filhos; professores e mestres desqualificados, fazem de conta que ensinam, enquanto que seus alunos, sem alternativas, fazem de conta que aprendem;
Ø  Homens fazem de conta que são probos, honrados, honestos; líderes evangélicos, mormente pastores, fazem de conta que são ungidos de Deus, enquanto que membros das suas igrejas, iludidos, fazem de conta que acreditam neles: que têm fé e que crêem em Deus;
Ø  Enfermos e doentes fazem de conta que têm saúde para dar e vender; criminosos de alta periculosidade fazem de conta que são dignos e honrados, enquanto a justiça, naturalmente “cegueta”, faz de conta que age com imparcialidade em julgamentos.

Só o Evangelho de Cristo não é um “faz de conta”.

Ao que disse o querido Guedes:

Rô,
Bem lembrado. Sabe que eu nem tinha lembrado daquele texto do Alberto? Rsrsrsrsrs
Bom seria se o Alberto entrasse aqui para comentar e derramasse toda a sua sabedoria para nossa edificação.

Desafio aceito! Entretanto, vou fazê-lo, mas “sem essa” (tenção) de derramar sabedoria sobre um “panelão” já transbordando deste suculento pitéu que nos serve aquele “Chief literary kitchen” que, também se identifica como um livre pensador, por isso eu farei tábua rasa do que me foi proposto.

“Assaisonnement”, “saveur”; o tempero picante de um humor inteligente, conferiu àquela deliciosa iguaria um sabor tipo “quero mais”, inda que o termo livre pensador me levasse, de chofre, às plagas do racionalismo, do agnosticismo e, até mesmo, do ateísmo, todavia foi só um susto – no arquivo do blog pode-se constatar o respeito, o seu temor a Deus. Os dizeres do seu perfil, no Blogger, nos tranquiliza:
“Sou uma pessoa que pretende passar por esta, dizendo que Deus é maravilhoso, e que, sem Ele, nós não somos nada”.
No entanto, perguntado se o Samuel aceitaria ou admitiria qualquer outra crença ou religião, cujas doutrinas estivessem de conformidade com a sua razão, por dizer-se um livre pensador, eu não saberia responder. Por outro lado, não lobriguei, em suas mensagens, qualquer coisa que venha a invalidar a fé ou a revelação.

Vejo o sábio Samuel como um vendedor ambulante e, “macacos me lambam”, se não é um sofista. Seu blog mostra seu desusado interesse por nós, humanos, e nossos relacionamentos. Adivinhem o que ele está vendendo, com a sua “ironia socrática”?  Sabem o que é? A destruição do saber de “mentirinha”. Os “fazedores de conta” estão, em nossos dias, por aqui e por ali, bagunçando tudo – é uma lambança só!

Um sábio catarinense, da minha estima e apreço, pastor em Joinville, observou:
“”O mundo do “faz de conta” me faz lembrar das obras de Lobato, lidas na minha infância, onde para se transportar do mundo real (fazer de fato) para o do “faz de conta” bastava usar o pó do piripilim e tudo era resolvido.
Parece que tal pó se evidencia assustadoramente em nossos dias. O pó maquiador da religiosidade aparente, da espiritualidade hipócrita e farisaica e, por ai vai””.

E que não venham os de Platão, de plantão (que confusão!), nos entisicar. Alguma dúvida?

Considero-me um artófago espiritual por preferir, sempre, o Pão da Vida, a qualquer outro alimento, e, por isso; por crer em Deus, não sinto fome nem sede (Jo 6:35), porem nada me impede de saborear o apetitoso manjar servido por aquele escritor, nem mesmo o fato dele não incluir filósofos e livres pensadores na lista dos que vivem fazendo de conta” (eu os chamo de capacitados não-escolhidos) imunizando-os, e a ele próprio; fazendo-os refratários àquele mal. Será que ele esqueceu ou “fez de conta que”?  rsrsrs 

Samuel S Santos tem a mestria no uso dos petrechos filo/culinários...e tem mais e, além do mais, nos convidou à mesa, nós os “fazedores de fato” e, antiteticamente, àqueles nossos antípodas, os consabidos “fazedores de conta”.

Seriam estes “fazedores de conta” os “lambanceiros” apontados pelo augusto Carpintero em mensagem recente? Seriam aqueles lobos que, segundo o querido Gualter Guedes, “fazem de conta que” são pastores? Seriam estes, fanfarrões em seus desvanecimentos impróprios, e até mentirosos, os pusilânimes que “fazem de conta que” são valentes?  Se assim é; assim foi e há de ser, pois não existe o inusitado debaixo do sol; tudo é vaidade (Ec 1:9), disse o Pregador, no seu “déjà vu” em Eclesiastes; tudo é vaidade, inclusive a fanfarrice, a ufania, a ostentação.

Essas lambanças e bazófias, que pululam pela blogosfera, nos remetem a Sócrates (samuelbuel op.cit.) por lembrar os “fazedores de conta que” dizem e escrevem sobre alguma coisa. Lembram, do mesmo modo, outros hipócritas que, vazios de retórica e de pensamentos originais, sem absolutamente nada ou alguma coisa a dizer, valem-se da sinonímia para, copiosamente, e de forma papagaial, repetirem os escritos daqueles coleguinhas mais chegados. Vocês já viram a baldada extensão de seus textos e a tremenda algazarra que eles fazem, citando trechos de livros de autores estrangeiros para corroborar o que copiam?

Platão os esculacha, desmoraliza e chama a atenção para a sua parvoíce, quando diz que “o sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa”. Alguma dúvida?

Lá pelos idos de 62-64 d.C. existiam muitos desses caras em Éfeso. Um certo missionário independente, um magricela fazedor de tendas, e presidiário em várias ocasiões, foi signatário de uma carta a um jovem colaborador, em que as lambanças daqueles tais eram mencionadas. Eis um pequeno trecho dessa correspondência: Timóteo tenha cuidado com esses que “fazem de conta” (pretendem passar por) ser mestres da lei;  que não compreendem patavina do que dizem, nem dos assuntos sobre os quais fazem presunçosas afirmações. (1Tm 1:7)

Creio que não só eu, mas todos os “fazedores de fato”, não apenas da obra do Senhor, deveriam aceitar o convite para aquele banquete de sabedoria, participando; comentando, nem que seja para dizer: Valeu Samuel! E, por favor, não para dizer: Passei por aqui; Adorei seu texto; Tô te seguindo: Visite o meu blog...e coisas assim.
Somos nós, gente!  Homens que, segundo o sofista Protágoras são “a medida de todas as coisas”! Aqueles lembrados pelo Samuel que, neste mundo, se esforçam, esperançosa e denodadamente, para lograr uma sociedade mais justa e mais feliz, por isso, o convite dele é extensivo, também, aos ímpios, desde que “fazedores de fato”.
Contudo, meus leitores precisam aprender, como eu aprendi, a identificar a guloseima publicada, inserta na mensagem – pode crer, não e difícil.
Há uma diferença fundamental entre a Ciência e a Filosofia. A Filosofia, sempre, sempre, tem necessidade de uma história anterior, mesmo se mal contada. Um filósofo sempre estará acrescentado “algo mais” ao que outro filósofo já descobriu “faz tempo”.
Vejam que o nosso amado Samuel inicia seus ditos filosóficos citando a eterna discussão entre o “ideativo”, aquilo que temos a idéia de que seja, e o “empírico”, qualquer coisa que estamos “carecas” de ver e experimentar, sem que “esquentemos” sobre qual teoria possa estar baseada.

Havia filósofos, muito lá atrás, jurando “de pé junto” que o nosso Deus, por ser imutável, eterno, perfeito e autêntico, era um ser metafísico, i.é, qualquer coisa baseada em uma teoria abstrata, por eles denominada “metafísica”. Os caras diziam que a matéria era tudo aquilo que contrasta com o metafísico,“fazendo de conta que” sabiam tudo,

Destarte, vou "fazer de conta que" a Filosofia não é considerada como um saber racional radical, que incide sobre a realidade, procurando ultimar sua explicação, o que às vezes consegue; outras vezes, apenas aguça o nosso desejo de compreendê-la – ela, a realidade (eu assumo o cacófato e o cacografismo).
Ai sim, o "bicho pega". Alguma dúvida?

“Comme il faut”, antes que o mal cresça, deixem-me cortar sua cabeça:
Sou um diletante, sim – escrevo e comento não por obrigação, mas porque gosto – e agora?
No entanto, filodoxo, não! Não sou muito de me apegar ao que penso ou ao que opino – opiniões vêm; opiniões vão. Sou do tipo: falei, tá falado e pronto! Quer saber? Se isto é ser pragmático, não sei e nem me interessa saber! Esse negócio de discutir pragmatismo, sinceramente, haja paciência! Só Jó!
O meu diletantismo intelectual não está ou estará, aqui, abordando um problema de ordem ou cunho filosófico – não entraria numa dessa! Sócrates me ensinou que “sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”. Meu negócio é: “Pão, pão, queijo, queijo” – isto é um tanto paradoxal, quando demonstro ser o “Seu explicadinho”,  não acham?

Sabem o que fiz para enxergar a necessidade de aceitar esta autêntica afronta ao meu pundonor? Troquei idéias com Aristóteles de Estagira o meu quase conterrâneo, aquele conhecido **parricida, o “Pai da Lógica” (fomos discípulos de Platão – rsrsrs), 

Obs.: O **parricídio é simplesmente uma imagem.
O progresso visível da linha de pensamento de Platão, coincidência  apenas, ocorreu após o assassínio de um longevo senhor chamado Parmênides - não sei se “pai” de alguém ou de alguma coisa.

A lógica, que alguns ensinam fazer parte da Filosofia, é a ferramenta básica do raciocínio. Se você não a usa, jamais “fará de fato” – certamente estará sempre “fazendo de conta”.
Aristóteles foi o cara que superou seu mestre Platão em, praticamente, todos os campos de ação da filosofia. Eu também superei meu pai em todos os âmbitos da escrita, mas assevero, diante de Deus e dos homens, com muita honra e orgulho: Alberto Couto foi o melhor pai do mundo!

Depois, consultei minha “artinha”, um tipo de manual agerato onde tenho coligidos, primícias de noções e princípios rudimentares, granjeados do **Dr. Alberto Couto** , e instruções adquiridas à **Dra. Arlette** (“fazedores de fato”). Os ensinos daquele homem e a instrução recebida daquela mulher são, até hoje, o diadema de graça para a minha cabeça e colares, para o meu pescoço. (Pv 1:8,9)
Tenho-os juntamente com ensinos sobre o sentido usual e comum das palavras, muitas figuras retóricas e hebraísmos – sou fascinado pela hermenêutica!

**Dra. Arlette M. Coutotelefonista de “mão cheia”. Fez doutorado na antiga CTB.
**Dr. Alberto Couto – bombeiro-eletricista, “expert” no manuseio das ferramentas do seu mister; Doutor “Honoris causa”; mestrado, doutorado, Phd em amor fraternal
Nota: Ambos fizeram o mestrado no Instituto “VIDA”. Alguma dúvida?

Salomão, biblicamente, um “fazedor de fato”, com quem gostaria de ter jogado bolas de gude ou soltado pipas (sem cerol), orientando-nos sobre a literatura sapiencial da Bíblia, disse-nos que, para crescermos em prudência e adquirirmos habilidade, teríamos de ouvir, e não “fazer de conta que” ouvimos, não só os sábios, mas também os instruídos – condição “sine  qua  non”, entenderíamos  provérbios e parábolas, as palavras e enigmas dos sábios (Pv 1:5,6)

Não queiram saber como tinha filósofos “fazedores de conta” na Idade Média. O amado Samuel não pode “fazer de conta que” não sabia disto.
Não existia, realmente, uma corrente filosófica, uma Filosofia, e todo o mundo dava palpites, opiniões; criavam teorias e doutrinas. Vivia-se a era da “Escolástica”.
Mas não é isso o que ocorre com alguns hodiernos blogueiros cristãos “fazedores de conta”?
Não estariam esses, intransigentes e dogmáticos vivendo, ainda, o “tomismo” da filosofia medieval, alheios ao que significa este conjunto de doutrinas? Diriam esses: E nós com isso? Por acaso somos tomistas escolásticos?

Vez por outra, deparo-me, na blogosfera, com artigos e comentários não muito inteligíveis, mal acochambrados, redigidos por gente que parece apenas viver naquele seu mundinho sensível (eikasia), parecendo não conviver no mundo inteligível (diánoia), onde reside a realidade, segundo Platão, no mundo das idéias.

Na “Alegoria da Caverna” a gente encontra uma melhor explicação para o Zezinho, o filho do Cabeção (apud Samuel), o dito Platão. Ela está contida no livro VII da Republica de autoria do Zezinho, digo, Platão. 
Parece que aqueles artigos e comentários baseiam-se na compreensão do que é mutável, não funcional e que não são objetos de conhecimento - é gente palpiteira, intrigante, mexeriqueira, tipificando os loucos que desprezam a sabedoria e o conhecimento de (Pv 1:7b), querendo conciliar a fé com a razão, sem ter “bala na agulha” para tanto. Alguma dúvida?.

Meu apetite foi, finalmente, saciado depois que fui da filosofia antiga à contemporânea. Fui de Mileto a Marx, passando por Bacon (Hummmmm!). É deste último a frase: A leitura traz ao homem plenitude, o discurso segurança e a escrita exatidão”.
Banquetei-me, postando este longo comentário sobre a interessante mensagem do escritor Samuel Buel.

De Descartes a Adam Shmit, pintei e bordei, “fazendo de conta que” aprendi alguma coisa. Com o primeiro, “fiz de conta que” aprendia sobre o tal plano cartesiano, as coordenadas de um ponto e aquele “troço” complicado que é a Geometria Analítica.
Ordenadas e abscissas, posteriormente, levaram Smth (e eu também) ao encontro do economicamente perseguido “Break Even Point”, o ponto de equilíbrio (PE) a ser alcançado e superado por empresários. Foi então que “fiz de conta que” aprendi um pouco de Economia.

Pergunto ao Samuel: Já pensou a vergonha de Montesquieu, aquele célebre “iluminista”, diante do “faz de conta” dos nossos atuais governantes? Do faz de conta dos nossos legisladores?
Alguém pode imaginar a cara daquele “monista” de Eléia se ouvisse o “Terra Nova”, no seu arrogante panteísmo, como um monista absolutista, “fazendo de conta” (dizendo ser) que é Deus, depois de consagrar-se Patriarca?

É isso gente, sou um servo “estóico”, ligadão no nosso Deus, que é a razão de ser da minha vida – estou mais para Lucano do que para Sêneca, mas lutando sempre, mui forte de ânimo, para “fazer de fato” a obra do Senhor. É ele que me faz impassível e imperturbável diante das tribulações. 
Semelhantemente a Justino, tive o meu encontro com o Ancião-Verdade há mais de 20 anos. De lá para cá, faço de fato a Sua vontade.
Enquanto eu, como homem, esgoto-me eticamente, filósofos brasileiros e estrangeiros, estão se reunindo para fazer reflexões sobre o “niilismo” que, por definição, é o encontro do vazio com o nada. Isto é fazer de fato ou fazer de conta que”?
Por esta e por muitas outras razões, vou ficando com o moderno Voltaire, quanto à intolerância e a prepotência daqueles que têm o poder, citando a conhecida frase: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las" – Isto é “fazer de fato”.
...E como se discute paternidade em filosofia! Mileto, Aristóteles, Descartes, Gaon, etc – é muito pai, variando em importância em razão de fases e sujeitos a mutações e sombras!
Conhecemos um, entretanto, que faz vir, lá do alto, toda a boa dádiva e todo dom perfeito. NEle não existem variações nem sombras de mudança -- Ele é o autor da luz,  O PAI DAS LUZES (Tg 1:17),  aquele Deus Pai, que sempre “fez, faz e, eternamente, fará de fato” .
O Pai das Luzes é o Alfa e o Ômega, o Deus que é, que era e que há de vir, Senhor de todos nós no passado, presente e futuro, o Todo-Poderoso (Ap 1:8) – Só Ele pode garantir Seus propósitos na restauração da criação, conforme o relato na carta de Paulo aos Romanos (8:18-25). Alguma dúvida?
Alberto Couto Filho – (Alberto “Culto”)
____________________________
Ps – (Alberto “Culto”) – Pseudônimo, de extremo mau gosto, a mim conferido por um pseudocrístão, blogueiro mangrado, paramentado de singular aversão espontânea e intuitiva e acometido do mal contagioso da pseudofilosofia que, comumente engacefera (enche de gafeira) a meã classe, conforme Antonio Feliciano de Carvalho na obra “O Presbiterio da Montanha”.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Oh, meu Deus, o Senhor é maravilhoso! Maranata! Ó vem, Senhor nosso!

Por Alberto Couto Filho

Antes de dar um título a esta mensagem, estava confuso; tinha dúvidas  sobre o uso da interjeição “OH” ou do “Ó”, como interjeição do vocativo.
Confesso aos meus leitores queridos que meus boletins escolares sobre a lingua mãe, vez por outra, acusavam minha baixa frequência às aulas de português – aula de análise sintática? “Tava fora”, merendando!
Hoje, muitos concordam, melhorei muito – tanto que, à duras penas, consegui escrever um livro! Tem gente que, até, me alcunhou de “Alberto Culto” pilheriando, estuporosamente, em escritos rebuscados, sobre a minha linguagem castiça.
Acabara de ler a intimorata e esclarecedora postagem do nobre pastor Gualter Guedes, em seu abençoado espaço virtual, sob o título “DE PASTORES E LOBOS” – simplesmente mirífica! 
O pastor Gualter Guedes é palestrante, conferencista e escritor, autor do livro “JEJUM BÍBLICO”, obra prefaciada pelo insigne Pastor Levy Conde. Para conhecer a obra, basta acessar o seu blog.
De todas as diferenças apontadas entre pastores e lobos (quarenta e duas), quatro delas chamaram a minha atenção, em razão de fatos ocorridos hodiernamente.  Preciso citá-las para desencadear um raciocínio lógico  na sequência  da postagem:
1-    Pastores são pessoas humanas reais, enquanto que os lobos são personagens religiosos caricatos;
2-    Pastores trabalham em equipe, enquanto que lobos são prima-donas
3-    Pastores buscam a glória de Deus, enquanto que os lobos buscam a glória pessoal;
4-    Pastores são apascentadores, enquanto que os lobos são marketeiros;
Fui ao “pai dos burros” para rever os significados daquelas interjeições, e, através da Internet, esclareci minha dúvida.
“Ó” é uma expressão indicativa de apelo, chamado ou interpelação e, desta maneira, o seu uso assinala a presença de um diálogo que pode ser real ou imaginário.
Este vocativo é conhecido até mesmo na letra do Hino Nacional Brasileiro – “Ó Patria amada, idolatrada, salve, salve”; posso invocar Deus: Ó meu Jesus, o que fazer com os lobos? Ó Pai, repreende esses canídeos!
No entanto, não podemos confundir esta interjeição com o “OH”, que expressa espanto, admiração ou uma forte emoção – OH, Deus Altíssimo! OH, falsos mestres! OH, !
Perceberam aquela vírgula depois do “OH”? Pois é, ela não é usada depois do “Ó” - O certo é a vírgula ficar antes da interjeição e/ou depois do ser chamado: "Ó Senhor, volte logo", "Volte logo, ó Senhor, porque os lobos estão soltos.
Clarisse Lispector, espantada ou admirada, questiona Deus, em frase célebre, talvez até para advertir-nos de que todos buscam a felicidade, e de que essa é a motivação de toda ação de qualquer pessoa, até das que se enforcam, corroborando os ditos de John Piper:
Oh, Deus que faço dessa felicidade ao meu redor que é eterna, eterna, eterna e que passará daqui a um instante – porque o corpo só nos ensina a ser mortal?”
Não pensem que vou recorrer a autores ou críticos literários para melhor entendimento desta frase.
Não agirei como, por certo, fariam esses “lobos”, ápices predadores, prima-donas, blasonadores e marketeiros de editoras que, para exaltarem seus próprios méritos, reportam-se a A.W.Tozer, C.S.Lewis, Henri Nouwen, Pearman, Horton, a Hank Hanegraaff o consabido plagiador (ladrão literário) de Walter Martin, e a outros tantos e mais, para comentarem sobre temas bíblicos importantes como, por  exemplo: a transcendência de Deus, a humanidade de Cristo.
Os lobos personagens religiosos caricatos, também marketeiros, comentam sobre temas edificantes (?) como “O relacionamento sexual entre Adão e Eva”. Estes, como aqueles, estão doentes, precisando urgentemente dos cuidados do Médico dos médicos, o único que pode curar esse tipo de morbidez, esta visão amarga que têm das suas vidas. A-
Por tudo isso, vou mesmo é sair à procura do orador que discursou sobre o Criador, na formatura do Curso de Medicina da PUC – PR/2010.
Segundo a abençoada irmã Dorcas Oliveira, a mensagem foi lida por alguém que atende ao IDE de Jesus, sem deitar falação sobre deismo, teísmo aberto, triunfalismo e outros “ismos”, assuntos inadequados para quem está no campo, com as mãos no arado, pregando o Evangelho, missionando e difundindo a fé em Jesus.
Ele, como o Dr. Lucas, é apenas um médico que falou sobre o Deus que os “de fora” precisam conhecer – aqueles a quem Paulo sugere que falemos da nossa fé, simples, sábia e persuasivamente, a fim de que eles possam ser trazidos à plenitude de vida em Cristo – “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” – “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Cl 4:5,6)
Estou confuso, novamente – o que digo? “Ó” ou “Oh”?  Já sei! Vou usar as duas formas no título da mensagem:
Oh, meu Deus, o Senhor é maravilhoso!
Maranata! Ó vem, Senhor nosso!


***Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010***
Boa noite a todos!
Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história  da humanidade!
Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.
Que médico mais excelente poderia existir?
Deus é o primeiro Cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.
Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.
Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo! Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro Pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”
Ele também é o maior Reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas.
Jesus é o primeiro Oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.
Ele também é o primeiro Emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio- pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias.
Ele é o melhor Otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor!
Jesus também é o maior Psiquiatra da história, há mais de dois mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!
Deus também é o melhor Ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens.
Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!
A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! Ele curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença.E Jesus é o Dermatologista mais sábio da história,
Ele também é o primeiro Hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.
Jesus é ainda, o maior Doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário fazer nada, apenas crer e receber! O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!
Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!
No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele,
Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!
O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!
Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.
Seu nome é Jesus.
A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DE LAGARTAS, CRISÁLIDAS E BORBOLETAS

Por: Alberto Couto Filho 

Enquanto me afasto, mais e mais, do pecado, vou observando o deleite de alguns dos meus amigos com o seu cometimento. 

Alguns deles, eu sei, se ressentem por eu não pactuar mais com eles em certas ações e atitudes. São partidários de um tipo de cepticismo, incrédulos quanto à conversão ao cristianismo, por descrerem da graça vivificadora que o Senhor nos concede. 

Outros, cuja conduta assemelha-se à daqueles falsos apóstolos em Corinto, incrédulos que se diziam crentes, embora demonstrem disposição para não viver em pecado, evitando ou, até mesmo, abstendo-se de certos vícios; procurando corrigir falhas de caráter; abandonando sestros e comportamentos moralmente questionáveis e contrários aos mandamentos do Evangelho de Cristo mas, apegados às suas próprias idéias, não aceitam Jesus como seu Salvador, único e suficiente.

A Bíblia não nos orienta a evitar qualquer associação com incrédulos, mas proíbe-nos de por em jugo desigual com esses tais, associando-nos às suas idéias, a partir do livro de Deuteronômio (22:10), quando a lei diz que não devemos lavrar com junta de boi e jumento. Moisés se referia à impraticabilidade de um peso ser arrastado por um jumento, quando deveria ser puxado por um boi. 

Paulo escreve aos de Corinto para que não distorçam a vida e o ministério da igreja aliando-se, não só aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras, mas também àqueles que se dizem irmãos e que praticam iniqüidades (1 Co 5:9,10) 

Infelizmente, não posso mais ter comunhão com eles – justiça e iniqüidade não se associam; Não há harmonia entre Cristo e o maligno (2 Co 6:14-16). 

Tanto os céticos, quanto os incrédulos, assemelham-se àquelas larvas de borboletas - lagartas que, numa história conhecida, se arrastavam com muita dificuldade pela relva, gramíneas crescidas que obstaculizavam a sua marcha - se é que podemos chamar assim o deslocamento lento, pausado e pachorrento desse tipo de lagartas. 

A história conta que se assustaram quando foram encobertas pela sombra de uma bela e brilhante borboleta que voava sobre elas. Olharam para cima e viram-na se afastar em seu vôo lépido e ligeiro. 

Foi então que uma comentou com a outra: 

Cruzes! Cô louca! Eu jamais voaria numa coisa daquelas! Não o faria nem por um milhão de euros! 

Fico muito triste quando penso que as pessoas que citei anteriormente, tal e qual as duas lagartas da historinha, não conseguem imaginar e antever as glórias que poderão advir da transformação das suas vidas, ao experimentarem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2). 

Os céticos, eternos incrédulos, descrentes, portam-se como lagartas que não admitem viver além da primeira etapa da vida de uma borboleta. Eles não querem ter suas mentes renovadas; não crêem na transformação de suas vidas; no nascer de novo quando têm transformados os seus corpos de humilhação em seus casulos, conformados que estão com os modismos contemporâneos (Fp 3:21). 

Aqueles outros, como que “crentes de mentirinha”; que querem demonstrar sua intenção de não cometer aqueles pecados mais visíveis chegam, quando muito, à segunda fase, que é a metamorfose em crisálida. Esses também não acreditam que suas vidas possam ser transformadas. 

As Escrituras dizem que não fomos feitos para rastejar na grama; que não fomos criados para viver eternamente como lagartas – O Senhor nos pôs por cabeça e não por cauda e só estaremos em cima e não debaixo, desde que obedeçamos aos Seus mandamentos (Dt 28:13). 

Nós, que esperamos no Senhor, fomos feitos para voar ao sol, subindo com asas, como águias, bem mais próximos do Criador (Is 40:31). 

Arrastar-se na grama é herança do senhor Adão e família – é decorrência do pecado humano, fruto da sedução de satanás, lá no jardim do Éden. 

Viver em pecado (ser pecador) é como ter um “saldo devedor” na conta bancária no Banco da Justiça Celestial e não ter nada (recursos ou boas obras) para cobrir o “furo”. Este “nada ter” , pode parecer um paradoxo, mas é o ganho de todos os que buscam entesourar-se aqui na terra. 

Por mais que você acumule bens materiais; realize algo bom ou pratique uma boa ação, você não ficará com saldo credor, pois não tem nada para depositar naquela sua conta, naquele Banco – seu coração não é servidor; ainda é original, conduzido pelo poder, pelo reconhecimento e pela avareza. O pior de tudo é morrer e ter de liquidar o débito que você tem com aquele Banco. 

Pera aí! Mas por que morrer sem quitar esse débito aqui na terra, se o Banco da Justiça Celestial tem uma linha de crédito de justiça, disponibilizada e jamais contingenciada para a sua liquidação? 

O Presidente do Banco disponibiliza recursos, de um “funding” de Justiça administrado pelo maior correntista e, também, acionista daquela instituição celeste – o Seu próprio Filho que, além de possuir um saldo de Justiça inexaurível, é conhecido no mundo, como o maior investidor em fundos daquele “ativo”. 

Todos nós, quando pecadores, temos às mãos uma proposta de crédito pré-aprovada, determinando a autorização expressa da transferência de “Fundos de Justiça” para a nossa conta devedora, quando nos tornamos correntista daquele Banco. 

Ficamos perplexos quando lemos o contrato. Suas cláusulas geram desconfiança, pois elas só nos oferecem benefícios, vantagens e compensações. 

Aquele que imaginar ter fundos transferidos apenas para zerar seu “saldo devedor”, na expectativa de que ele mesmo torne esse saldo credor vê, estupefato, que o crédito oferecido proporciona um saldo positivo que, além de possibilitar a realização de sonhos atuais, satisfaz as necessidades futuras do Banco com relação a Seus clientes. 

Dá mesmo pra desconfiar, pois no contrato pré-aprovado está estabelecido que o Presidente do Banco outorga aos clientes que aceitarem o crédito, o direito de efetuar futuramente, com o Banco, as transações que se fizerem necessárias, usando sempre, como aval, o nome do Seu Filho. 

E você sabe o que acontece, quando levamos esta proposta de crédito àqueles nossos amigos céticos? Veja o que nos dizem: Eu acho que você pirou de vez! Você acredita em Papai Noel? Estás de brincadeira! Ai tem! Tô fora! 

Aqueles outros, teimosos que confiam em si mesmos, opinam dizendo que é mais prudente e até honrosa a tentativa de, por seu próprio esforço, simplesmente zerar a conta, pois vêem na proposta do Presidente do Banco algo semelhante a um ato de caridade espiritual (Jr 17:5). 

Sinto-me feliz quando, liberto, sou motivado para voar como aquela borboleta, bem mais próximo do sol, por ter descoberto que no poder do Filho do Presidente do Banco Celestial posso interagir, sinergicamente, com os homens, utilizando o meu saldo de Justiça. 

Todavia, não posso ocultar minha tristeza quando penso que aqueles ressentidos e teimosos que, à semelhança daquelas lagartas que se arrastam pela relva, estarão sempre olhando para cima, sem nunca compreender o mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos ao ressoar da última trombeta (1Co 15:51,52). 

Adaptação – Titulo original: “Deus diz que você pode ser perfeito aos seus olhos” 

“Prophecy Study Bible” – Thomas Nelson, Inc. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

RECORDAR É VIVER

Uma pausa para recordarmos quais os propósitos da igreja na terra.

Uma trégua para vivermos a paz inexcedível de Cristo Jesus.

Por Alberto Couto Filho
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O insígne pastor Alex Oliveira de Souza, editor do excelente blog "O PODER DAS ESCRITURAS SAGRADAS, assim se identifica na blogosfera: Sou Alex Oliveira de Souza, Pastor auxiliar na Comunidade Ev. da Paz em São Caetano do Sul – SP; Seminarista; Graduando em Ciências Contábeis. Casado e Pai de uma Filha. Ex Atleta Profissional, hoje, Atleta Espiritual, de Cristo!

Diz-nos, ainda: “Sou Filho por Adoção de Deus Pai, herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo e com todos os que crêem e vivem de acordo com as palavras de Deus, das promessas de Deus. Conservo de todos os que entregaram suas vidas para Cristo Jesus; E também, Aluno esmerado do Espírito Santo”.

Por alguns, felizes e inesquecíveis anos, convivemos aqui pelo Rio de Janeiro e congregamos, nossas famílias, servindo à Cabeça da Igreja, que é Jesus Cristo (Ef 5:23). Eu, Alex ao teclado e meu filho Patrick na guitarra, integrávamos o Ministério de Louvor de uma Igreja e, por muitas vezes, orávamos uns pelos outros; estudávamos as Escrituras, e louvávamos ao Senhor até mesmo em nossas andanças à beira da praia da Barra da Tijuca - Enquanto louvávamos ao Senhor, os peixes ironizavam a nossa amadora e ineficiente técnica de pescaria. Na verdade, em atenção maior à vocação contida em (Mt 4:19), para nós, era bem mais fácil pescar homens para o reino.

Ainda lembro dos muitos momentos especiais em que debatíamos e compartilhávamos, no âmbito familiar, uns com os outros, sobre nossas lideranças e tudo o que Deus nos mostrava em nossas observações e estudos devocionais. E assim fomos crescendo em termos de relacionamentos com Deus, sem nunca nos desviarmos dos propósitos da igreja na terra.

E, pela vontade soberana do Senhor, lá se foram eles, Alex, esposa e filha para São Paulo, naturalmente, seguindo a direção do Altíssimo para as suas vidas, à busca da realização profissional na prática dos esportes que o casal abraçara.

Restou-nos a saudade das brincadeiras; do convite que a dona Sueli me fazia para tomar "aquele" café, quando eu devorava, sozinho, um pacote de biscoitos de maizena; do "Deus está contigo" da Rose Nascimento; da letra daquele louvor - Levantarei a minha casa neste lugar e sobre ela edificarei a minha igreja...não temas eu sou contigo...saudades, muitas saudades...

E eis que reencontro o amigo, agora, o pastor Alex, naturalmente, como Paulo, constituído ministro conforme o dom da graça de Deus, a ele concedida, segundo a força operante do poder de Deus (Ef 3:7) - Que lindo é o "PODER DAS ESCRITURAS SAGRADAS", um blog compatível com a beleza e excelência do coração do seu editor, o "irmaozão" Alex.

QUAL O PROPÓSITO DA IGREJA DE CRISTO NA TERRA?

Ele nos pergunta numa postagem, levando-nos à uma reflexão sobre a igreja hodierna, à luz de práticas imperdoáveis aos crentes, registradas por Paulo, na epístola aos Romanos em (Rm 2:17-24), com ênfase na triste conclusão do texto, em seu verículo nº 24 - "Pois, como esta escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa".

Pergunta-nos aquele pastor, no momento em que, estupefatos, temos notícias do pedido de falência da conhecida IGREJA DE CRISTAL, uma das maiores igrejas do mundo, situada em Garden Glove, no estado da California, mergulhada em uma dívida superior a U$ 43.000.000 (quarenta e três milhões de dólares). O nobre pastor Newton Carpintero publicou a notícia em seu blog. É algo triste - muito triste.

Como se pedisse uma trégua, uma pausa; como se desse um basta ao que está em manchetes, na lide, na mídia como um todo, informando sobre o apoio de líderes evangélicos ao aborto e outras práticas anti-bíblicas, disse o editor do blog:

Faz-se necessário, nestes dias, repensar, analisar, redescobrir qual o motivo da Igreja na terra - salienta o pastor Alex. Um dos maiores desafios da Igreja de Cristo, pós-apostólica, na terra foi, e ainda é: Como viver neste mundo, sabendo que não somos dele (mas estamos nele), com paciência, em santidade, sem se contaminar, até o cumprimento da promessa do Senhor, que disse: “Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, pra que onde eu estiver estejais vós também” (João14.2,3). De certa forma, esse desafio assemelha e relaciona-se com o desafio pessoal de cada crente: Estar nesse mundo sem se contaminar e sem perder a perspectiva de seu chamado e missão e da promessa do Senhor.

Na esperança de que as lideranças evangélicas desta nossa nação, venham recordar que a igreja de Cristo, a noiva do Cordeiro deve estar preparada para as bodas, ataviada e posicionada conforme a vontade de Deus, postei o comentário a seguir:

Alex pastor amado; saudoso amigo,

A resposta esperada para identificar o propósito da Igreja neste mundo que sabemos jazer no maligno, me obriga a tagarelar (um pouquinho só) sobre a Ontologia. Preciso, antes de tudo, auto definir-me: Sou uma criatura de Deus, um ser humano. Sou, portanto, um Ser que, enquanto Ser, possui uma natureza comum, inerente a todos da minha espécie; Sou um ser, tornado crente a partir da crença de que fui criado por Deus e, de que Seu Filho, Jesus Cristo, é o meu único e suficiente Salvador. Aqui está, ontologicamente falando, o que eu sou.

O Novo Testamento me enquadra, a partir do fato de eu ser um crente, como integrante do povo criado por Deus – a Igreja do Senhor Jesus. Sou, destarte, parte deste corpo e, teologicamente, fui criado para cumprir uma missão neste mundo. Portanto, a Igreja tem um propósito que nos leva a entender a sua finalidade e o porquê da sua criação. Aqui, estou abordando definições teológicas.

Cabe-nos, como Igreja, não só disseminar o Evangelho; Cumpre a nós, também, como Igreja, esclarecer aos que nos ouvem o que vem a ser o reino dos céus. É responsabilidade da igreja, pregar o Evangelho com o propósito de reconciliar a criatura com o Seu Criador. A Igreja, a partir da “Grande Comissão” foi encarregada de funções específicas (propósito) na terra. Ela tem Ministérios com obrigações, papéis a desempenhar, conforme o “IDE”, em (Mt 28:19,20).

A Igreja, consequentemente, tornou-se uma Embaixada do reino neste mundo com papéis específicos a desempenhar, instituídos mediante as determinações contidas naquela conhecida passagem. Enquanto igreja, somos os embaixadores de Cristo, conforme o relato de Paulo aos Corintos em (2 Co 5:20) - "De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus."

Estes Ministérios definem o propósito da Igreja de Cristo aqui na terra:

a) O Ministério da Redenção – Criado para resgatar o homem da sua natureza pecaminosa, buscando relacioná-lo com Deus, através de Jesus Cristo (Mc 16:15-20). O versículo 15 é primacial nesse relacionamento: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”. O apóstolo Paulo fala da justificação pela fé de todos nós que carecemos da glória de Deus em (Rm 3:24) - "Sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus". Ver também (Cl 1:14), (1Co 1:30);

b) O Ministério da Transformação – A glória e a imagem do Pai Eterno é-nos revelada por Cristo, mediante ensinamentos bíblicos (discipulado). O cristão precisa ser educado neste mister no sentido de não conformar-se com os modismos atuais. As passagens (2 Co 3:18) e (Cl 3:10) consubstanciam o significado deste Ministério, além da proposta de nova vida aos não-conformistas legítimos - "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa; agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2);

c) O Ministério da Profecia – A ação do Espírito Santo sobre os que possuem o dom de profetizar, testemunha os ditos escatológicos contidos em (At 2:17,18) - "E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e sonharão vossos velhos" - "até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito, naqueles dias; e profetizarão". Ver também (Jo 14:26) e (At 4:29-31);

d) O Ministério da Revelação – Este Ministério estará revelando a natureza do Criador, através das atitudes e ações (caráter) de Jesus, conhecidas na sua peregrinação neste mundo. Veja exemplos dados por Jesus aos Seus discípulos em (Mt 5:16); por Paulo aos de Filipo em (Fp 2:14-15) e aos de Éfeso em (Ef 5:1-2);

e) O Ministério da Reconciliação – Como igreja, devemos buscar a paz entre os homens, através da pregação da Palavra de Deus, diz-nos Paulo em (2Co 5:18-19) - "Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação" - "a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação". Somos pacificadores, conforme (Mt 5:9) e, seremos bem aventurados, porque somos filhos de Deus".

Ele virá - Eu creio

Seu conservo nEle,

Alberto Couto Filho

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