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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PALAVRAS NÃO TRADUZEM, MAS AI...FORAM.

Por Alberto Couto Filho

“Palavras não traduzem, mas ai vão:"

Sob este título, colocado em epígrafe, o irmão Clóvis Cabalau, editor do excelente blog “CRENTE PENSANTE”, comunicou à blogosfera a sua ordenação a pastor em 20.08, através de uma postagem por demais edificante e, digna dos mais sinceros encômios.

Ali, constatamos sua total submissão ao Senhor, quando o missionário, jornalista e cartunista, em flagrante autocomiseração, lamenta sua postura agnóstica quanto ao absolutismo de Deus em sua vida. Sua lógica, suas convicções racionais renderam-se, finalmente, ao inexplicável, mas tangível amor do nosso Criador.
Aquele pastor recém-ordenado, inclinando sua face diante do Poder e Magnificência do Senhor reconheceu, publicamente, a presença do Altíssimo em sua vida.

A este reconhecimento e à plena conscientização do senhorio de Deus, aquele ungido do Senhor acrescentou mostras de uma genuína humildade, declarando-se o menor dos homens, um pecador diário e alguém carente por inteiro da misericórdia de Deus.

Pensei, por um momento – enfim, uma pausa! Pausa para deixarmos de lado a apologética.

Pausa para não criticar ou ouvir criticas sobre atos e fatos, envolvendo líderes evangélicos opressores, egocêntricos, dogmáticos, possessivos; pausa para não me inteirar sobre os evangélicos de fichas sujas, candidatos às eleições; pausa para esquecermos as idéias anti bíblicas da Dilma Rousseff, quanto à união de pessoas do mesmo sexo, à aceitação do aborto e outras coisas contrárias aos desígnios de Deus; pausa para deixarmos “p’ra lá” os profetas, os teólogos da prosperidade, mega-pastores com os seus atuais problemas com a justiça.

Ao invés da Bíblia Sagrada, por que nossos seguidores/pastores/líderes não abrem, agora, seus corações e memória para reviver o glorioso momento de suas ordenações? O chamado? Pelo menos, neste momento, atentos ao fato de que recordar é viver – neste caso, viver em/para Cristo.

Vali-me desta pausa para comentar no blog daquele eufórico pastor.
Eis o meu comentário:

Peço ao egrégio ministro do Evangelho de Jesus, ora meritoriamente separado e privilegiado pelo Senhor para conduzir o Seu rebanho, que jamais se esqueça da exortação ao arrependimento, contida nas palavras do filho de Hilquias, o profeta Jeremias: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência”. Eis, na sua consagração, uma evidência e, até, o cumprimento de uma profecia.

É a sua vez de sentir-se apertado em meio às pessoas que precisam ter as suas feridas cuidadas por um homem de Deus, ao tempo em que estará sentindo a pressão maior de cuidar das suas tarefas ministeriais. Fique tranqüilo – Jesus passou por tudo isso e venceu o mundo, exercitando o Seu modelo de Liderança, servidor por excelência e, reconhecidamente, eficaz. Tende bom ânimo!

Aquela mesma paixão do nosso Salvador deverá ser o seu objetivo primacial – o cuidado com as pessoas para que elas tenham as suas vidas transformadas à semelhança de Cristo. A transformação de vidas deverá ser resultante da sua influência como líder no ofício pastoral.

Terás de fazer como Paulo, induzindo nossos irmãos ao inconformismo com os modismos desta nossa época tão conturbada, em razão do falseamento e deturpação dos ditames bíblicos. É esta, como sabe de sobejo, o nobre pastor, a condição “sine qua non” para que a boa, agradável e perfeita vontade de Deus seja experimentada por todos.
O amigo será, doravante, responsável pela remodelação da atitude mental dos “de fora” e, também, dos crentes, através do conhecimento do Evangelho, mediante o poder do Espírito e pelas implicações e interesses da vida que está por vir, com a volta do Senhor.

Viu só? Eu também falo sério. Não pense, no entanto, que vou abdicar do humor nas coisas de Deus. Basta que sejamos pessoas equilibradas. Aliás, no século passado o teólogo Henry Ward Beecher editor e escritor norte-americano, declarou: “entre as coisas que se referem ao entusiasmo, só os homens equilibrados sabem como ser insanos nas ocasiões apropriadas”.
E digo mais – Se alguns dos nossos pastores de hoje não reaprenderem o valor de um sorriso, eles não terão condições de desencadear a capacidade dos obreiros, e de membros colaboradores, de descobrirem o real prazer de servir à obra de Deus. Dou graças a Deus pela “nossa”, sempre oportuna e “saudável” insanidade.

É, mas o humor deve andar lado a lado com a humildade. Todos nós, seguidores do seu blog, constatamos sua presença na mensagem singela do amado pastor. É fato: Uma atitude humilde é um dos ingredientes para que uma mudança seja bem sucedida.
Terry Waghorn, co-autor de “Missão Possível”, disse naquela sua obra, que “a humildade permite que as pessoas levem a sério o que fazem sem exigir demais delas mesmas. As pessoas humildes não pensam pouco de si mesmas – elas apenas pensam pouco nelas mesmas”.
Por dispuserem-se, como você, a admitir suas próprias limitações e vulnerabilidades, essas pessoas, além de conquistarem a confiança dos seus seguidores, tendem a mostrar mais disposição para catalisar resultados, amplamente satisfatórios no trabalho em equipe.

Eu vejo assim: Essa afirmação é bem mais verdadeira no meio desta “bagunça gospel” que estamos presenciando, de vez que qualquer tendência à rigidez e seriedade pode muito bem arruinar o ambiente de uma igreja ou de uma organização evangélica, a ponto de limitar o poder criativo do genuíno servo de Deus.

Concordo que você, quando em tempos idos, não gostasse de crentes – Nem eu! Da mesma forma que o irmão, eu os via como doidos, fanáticos, vacilões e, quer saber? Tem muito cara chato “pela ai”, se escandalizando com os nossos “tamo junto”, “errei feio”, “dancei”, “tô fora” e outras clássicas amenidades, bem mais facilmente entendidas do que alguns vocábulos bíblicos do tipo: ab-rogar, opróbrio, locusta, geco, arcano, irrisão, aleivosamente, alimárias, libação...pois é...

Caramba! Mandei a concisão às favas e me fiz prolixo. Também pudera né?! Não é toda hora que vemos um irmão-amigo ser ordenado a pastor. Sobre este assunto, a eficácia da liderança pastoral eu escrevi em obra a ser publicada, pela Editora Livre Expressão, agora, já ao final deste mês, sob o título “VINDE APÓS MIM – JESUS não disse: IDE após seus líderes”.
Sobre o seu contexto comento um pouco mais, como escritor neófito, no seu email. Fique atento.

Creia que não foi meu intento ensinar homilética a um pastor como, se católico, a ensinar aos padres a rezar missas (OH!), mas, em razão do título da sua postagem pensei, também, que traduziria minha satisfação com palavras (muitas)...e ai...foram.
Congratulo-me com o nobre pastor, enquanto glorifico e enalteço a Deus pela sapiência da Sua escolha.
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Aquele novo Ministro do Evangelho, de forma amável e sapiencial, referiu-se a este meu comentário:

Alberto, suas palavras não foram extensas, foram certeiras. Recebo cada uma delas com alegria e respeito. Saiba que não vejo como pregar o evangelho sem falar de arrependimento e de cruz. Dia desses, lancei à igreja a pergunta: "Quantos querem viver a vitória de Jesus?" Talvez pela palavra "vitória", a maioria não tenha refletido sobre a pergunta e levantaram as mãos, em meio a glórias a Deus. Depois acrescentei: "A vitória de Cristo foi a vitória da cruz". E repeti a pergunta: "Quantos querem viver a vitória de Jesus". Só a metade levantou a mão e os glórias a Deus foram drasticamente reduzidos. Como Paulo, preciso pregar o que Deus me manda pregar, não o que vaio agradar aos homens. Confio no entendimento dos escolhidos de que Deus exorta aqueles que amam. Muito obrigado por seu comentário, querido pensador Alberto.

Então, voltei a ele, dizendo:

Clovis, meu amado Pastor
A paz

Pode crer: Foi uma lição de amor e carinho pelo que o irmão fez, faz e ainda fará pelo Reino, agora, como um Ministro do Evangelho de Jesus. OH GLÓRIA!
Se o amado não aprender, como me ocupo a fazer, guardando e vivendo, como vamos continuar ensinando?
Deus sempre recompensa este meu incurável neofismo, por isso você “taqui travez".

>“Antes de ontem”, você era um sicômoro (a árvore), como aquele citado pelo Dr. Lucas em seu Evangelho, posicionado, pelas suas peculiares características, para ensejar o encontro do homem com o divino, e nós todos sabemos quantos Zaqueus (perdidos de Israel), ainda, existem por ai.

>“Ontem”, você, como o profeta Amós, passou a cultivar sicômoros (os frutos), zelando pelo seu amadurecimento.

>“Hoje”, como Baal-Hanã, aquele gederita, você foi “escolhido” pelo Rei dos reis para administrar a Sua plantação de sicômoros (a igreja), do plantio ao crescimento passando, necessariamente, pelo seu cultivo - o seu “Ontem”...
...E eles crescerão até chegar àquele seu “Antes de ontem”.

Minha próxima postagem fará referência a este notável círculo virtuoso na carreira cristã, orientado pelo Criador, nas Sagradas Escrituras. Fique à vontade para divulgá-lo junto à membresia da sua igreja e aos seus amigos.

Lembre-se sempre: Seu maior desafio, como líder espiritual ,será imitar Jesus, tanto em suas tarefas ministeriais, quanto em seus relacionamentos sócio-emocionais. Isto, eu creio, não será difícil para o egrégio pastor.
Veja como fez Davi aquele que era segundo o coração de Deus, quando foi separado para ser o pastor de Jacó, seu povo. E de Israel, sua herança:
“E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas” (Sl 78:72)

Em Cristo, mais que vencedor.
Seu conservo
Alberto Couto Filho

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