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terça-feira, 8 de setembro de 2015

ESPIRITUAL OU CIRCENSE? A UNÇÃO OLÍMPICA


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ESPIRITUAL OU CIRCENSE? A UNÇÃO OLÍMPICA
É o circo de novo! Pede a banda pra tocar um dobrado. Olha nós, outra vez, no picadeiro! (cf Ivan Lins)
Por Alberto Couto Filho

Amados,

Vi, n'outro dia, uma fita de vídeo, postada em um excelente blog, gravada em uma igreja, na ocasião da Santa Ceia e do Batismo de um jovem. Vi, com tristeza no coração, o ESPIRITUAL sendo substituído pelo CIRCENSE.
Durante aquelas sagradas ordenanças, viam-se, em meio a uma ensurdecedora algaravia, gritos lancinantes, uivos, urros, berros; Ouvi e vi que em razão de um chamado "Culto de Fogo", estavam lançando supostas “bolas de fogo” sobre alguns crentes papalvos que, COMO NUM CIRCO, davam cambalhotas e rolavam no chão como se fossem alvejados pelos projéteis de fogo.
Vi um jovem sendo batizado babando, como se numa crise de nervos, dentro de uma minúscula piscina de plástico; posteriormente, aquele mesmo jovem foi jogado ao solo com o impacto sofrido por uma "bola de glória", algo dito espiritual, que um obreiro teria arremessado; E não queiram saber o que a "unção do espírito" arrumou com CRIANÇAS que, pela "Queda no Poder do falso espírito", conforme definição do pastor, atiravam-se (não caiam) ao chão em nome de um natural avivamento – perguntei-me: Seria mesmo uma manifestação espiritual? Seria o Poder do Espírito Santo?  
Entristecido e, confesso, até irado pelo opróbrio a que o nosso Deus estava sendo submetido, comentei naquele blog:
O texto abaixo, de Daniele Pimenta em seu artigo “O Circo no Brasil”, (07/2001) vem mesmo a calhar, quando esta sua fita de vídeo é publicada:
**O circo, para mim, sempre foi sinônimo de vida, de famílias sadias e CRIANÇAS INTELIGENTES; sinônimo de prazer, de gente descomplicada. De palhaços com sorrisos nos lábios e na garganta, no peito, sem o romantismo do mártir, com o meu romantismo do batalhador, mas sem a atual realidade sem riso sequer nos lábios, sem o atual desânimo, que se contentam com o salto mortal simples, contorcionistas sem graça e chimpanzés sonolentos. As pessoas passam a ver o circo com o carinho conformista de quem vê uma peça de museu, sem cobrar uma evolução por não imaginá-la possível ou por nem se dar conta de que não leva mais o circo para casa, o que assiste encerra-se ali mesmo. FALTA ENCANTAMENTO**
Que Deus me perdoe! Em meio às aberrações, a berração (berros), a algaravia, tem-se, até, o “breakfast”, o intervalo entre uma e outra atração, representado pelo momento curioso da celebração da “farta” e, para aquele pastor, absolutamente não “sagrada” Santa Ceia. Foi-se, como num circo, o encantamento pelo Divino; pelo o que é de Deus; Foi-se a reverência, o respeito obrigatório à presença do Senhor.
Vi, também, naquela fita, contorcionistas – como se vivenciando crises epiléticas; malabaristas e equilibristas – pouco habilidosos, se considerarmos as quedas grotescas; palhaços – sem graça, inexplicavelmente, tomados pela ridícula “unção do riso”, aquela do Kenneth Hagin; o espetáculo das “águas dançantes”, a água, encharcando alguns insatisfeitos membros circunstantes; tiro ao alvo - representado pelo arremesso de “bolas de glória”; o show de ilusionismo – o batismo, transformado em espetáculo de comediantes; os engulidores de fogo - atração obrigatória, em razão do tal culto “de fogo” e, via-se, nos bastidores, uma equipe (obreiros? Sei lá!) de criação para valorizar o espetáculo, com os “roupistas” (figurinistas), os “cenoplastas” (cenógrafos) e os sonoplastas.
Outrora sagrados, nossos púlpitos, Infelizmente, estão sendo usados como currais e palanques eleitoreiros; palcos iluminados por canhões de luzes para a apresentação de shows de cantores gospel e, como nos vídeos da postagem, verdadeiros simulacros de picadeiros, em que o circense confunde-se com o espiritual. E agora este vídeo, imagem deste meu triste relato, já cognominado, jocosamente por milhares de pessoas como decorrente da “UNÇÃO OLÍMPICA”, nos chama a atenção para esta coisa ignominiosa que somente desilustra o Sagrado - ESTÁ FALTANDO UNÇÃO, O ENCANTAMENTO NATURAL, QUANDO DA PRESENÇA DO TODO PODEROSO.
Não condeno; não sou contra; não sou mesmo, como tantos outros decididamente, a um movimento genuinamente pentecostal, mas à luz do que vi, de extra e de antibíblico, quero antecipar-me àqueles que, de certo, irão me contestar com os seus já famosos estereótipos, rogando que, antes disso, atentem para a Palavra, na carta de Paulo aos Romanos em que o apóstolo nos vê como indesculpáveis, quanto à deturpação da Verdade: quanto ao escárnio e zombaria a que submetemos, insensivelmente, o Criador dos céus e da terra:
“Se, porém tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo, instruído na lei; que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas; instrutor de ignorantes, mestre de CRIANÇAS, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade; tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? POIS COMO ESTÁ ESCRITO, O NOME DE DEUS É BLASFEMADO ENTRE OS GENTIOS POR VOSSA CAUSA” (Rm 2: 17-21,24).
Misericórdia! Parousia (parúsia) JÁ!!!
Alberto Couto Filho

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