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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ÓCULOS SEM LENTE? CUIDADO! É UMA “ARMAÇÃO”!


Por Alberto Couto Filho

Amáveis leitores,

Sou o autor do texto “AS SEMENTES DO MAL”, publicado no excelente blog Point Rhema  aos exatos 19/04/2010 e  republicado em vários outros blogs, no decorrer daquele mês.  Vejam por lá o que disse sobre a falaciosa teologia da prosperidade e sobre um pastor no qual acreditava até que ele resolveu locupletar-se, adotando técnicas de conhecidos rufiões que, até hoje, vivem  às expensas da  fé de crentes incautos a quem, com descaramento impar, simulam proteção divina e prometem ganhos financeiros irreais.

Em 01.10.2010, como podem rever com o título “MACACO OLHA O TEU RABO”, postei em meu blog uma mensagem de repudio às tresloucadas opiniões daquele mesmo pastor sobre a candidatura da nossa irmã Marina Silva à Presidência da República.
Hoje, estou publicando este texto em solidariedade aos pastores, alvos de vilipêndio e injúrias por parte daquele que hoje, corroborando a Palavra em Ec 5:10, está agindo, escancaradamente, como o Murdolck nos EEUU - um safardana deturpador da Verdade, ávido por dinheiro e mais renda, que envergonha o Evangelho de Cristo.Eu começo com a badalada entrevista  desse “armador”,   publicada em vários blogs.

 

Entrevistador, provavelmente idiota, perguntando:

 

O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade, pregada por Morris Cerrullo e Mike Murdock, vigaristas, embusteiros, charlatões, escroques internacionais, exploradores da credulidade de cristãos. Eu pergunto:

 

1) Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade é uma tremenda “armação”, com o propósito de uma rápida locupletação (jur. Locupletamento), uma despudorada heresia, sem nenhuma base bíblica?

 

2) Por que o senhor que, há alguns anos atrás pregava Jesus, vive e serve ardorosamente ao deus Mamon?

 

3)  É verdade que a Central Gospel vai produzir uma nova versão daquela sua antiga fita de vídeo com o título :“AS PRI NCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM VERDADEIRO PASTOR”, somente com a participação de pastores da Vitória em Cristo e daqueles franqueados que estão negociando a sua franquia, a VC?

 

4) Muita gente o vê como um “cover” do JIM BAKKER, aquele tele-evangelista da prosperidade que esteve preso por cinco anos por ter metido a mão no bolso dos crentes e que depois, arrependido, condenou o próprio falso evangelho que criou e escreveu o livro ‘I WAS WRONG’ – Eu estava errado. Esta verossimilhança não o preocupa?

 

Silas Malafaia, popular membro da facção 3M (Malafaia,Morris,Murdock) o novo “Bozó” da Globo, futuro patrocinador do “Esquenta” da Regina Casé e do BBB, vociferando:

(Reproduzido) 

Primeiro: quem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta;

Segundo: Desculpe, mais uma vez, mas naquela época, meu querido, eu usava bigode e era um idiota “de carteirinha” por acreditar que só a Graça de Deus me bastava. Dinheiro para que? Repetia, ingenuamente, em minhas pregações;

Terceiro: É provável, pois quero provar aos idiotas de plantão: “blogueiros medíocres, bandidos, pastores fracassados, desocupados, insolentes, falsos crentes, caluniadores, invejosos", e filhos do diabo”, que o amor ao dinheiro não é, absolutamente, a raiz de todos os males. Eles são todos uns trouxas! Como você pensa que comprei o terreno no Guerenguê, meus imóveis, o meu avião e outros bens pessoais? Foi com aleluias e glórias a Deus, por acaso? Tô nem ai para o evangelho do Levi (Mt 5:22). Neste século, ninguém prende ninguém por ofensas morais. O vale de Hinon não existe mais, já era bicho! Tem fiança pra tudo. Mostre-me um Zaqueu contemporâneo. Aquele coletor de impostos que ‘deu uma’ de otário e seguiu o Cristo, deixando a “boca” da cobrança para outros, deve ter morrido com a barriga na miséria.

Quarto: Preocupar-me com o que? Desperta tu que dormes, meu caro! Estamos no Brasil, querido. Tu achas que vou criar um novo Heritage? Tu achas que vou “dar mole” com a VC, como ele deu com a PTL? Agora nós somos a “VC – INSPIRATION”, conforme orientação dos parceirinhos mui amados, lá do Tio Sam, o Murdock e o Morris. Veja que ao invés de PTL CLUB, o Murdock sugeriu o “clube de 1 milhão de almas” E tem mais: Tá todo o mundo sabendo que estou “in love” com a Globo. Quero ver quem tem “bala na agulha” pra mandar me prender kkkkk

Foi quando eu li a mensagem abaixo, postada no blog do pastor Newton Carpintero. Pedi a sua autorização para publicá-la e ele, gentilmente, respondeu-me: Como dizer não se quero dizer sim?Amo esse cara!
Qual a relação do Navio Costa Concordia com os astros pastores da atualidade?

Vamos verificar?
Significado de Naufrágio... (de um navio): s.m. Destruição ou a perda de um navio. Os naufrágios têm diversas causas. Um navio pode ser destruído pelo fogo, pode afundar, ou pode colidir com outra embarcação. As causas de alguns naufrágios permanecem desconhecidas.

Significado de Naufrágio... (de um astro pastor) s.m. Destruição ou a perda da unção e da autoridade de Deus. Os naufrágios têm diversas causas. Um astro pastor pode ser destruído pelo falso fogo de um espírito, totalmente diferente do Espírito Santo de Deus. Naufrágio nas próprias heresias e decepção causada a muitos pelos falsos ensinos recheados da tal unção da prosperidade e colidir assim, com a Palavra de Deus. As causas de alguns naufrágios permanecem desconhecidas e serão reveladas no futuro

Escrevi àquele nobre pastor e enviei este comentário.

Menorzão,

Gostei tanto desta sua mensagem que me estendi em meu comentário. Estou te mandando, por esta via, para sentires meu desconforto diante de tanta sujeira em nome de um deus “de araque”, conhecido de nós como MAMON.

Já tem navios de grande calado indo a pique, não só no exterior, mas também no Brasil.


IGREJA DE CRISTAL - uma das maiores igrejas do mundo, situada em Garden Glove, no estado da California, mergulhada em uma dívida superior a U$ 43.000.000 (quarenta e três milhões de dólares).
IGREJA RENASCER EM CRISTO - O declínio da igreja da bispa Sônia (Revista ISTO É - N° Edição:  2183 - 09.Set.11 A líder evangélica enfrenta a decadência de sua Renascer em Cristo, que já fechou 70% dos templos, a doença do filho e sucessor natural, em coma há dois anos, e os processos na Justiça por formação de quadrilha e estelionato.

Faça o que lhe aprouver: Aprove e publique o comentário; torne-o mensagem, como sequencia deste seu interessantíssimo post/alerta ou, simplesmente, guarde-o como lembrança deste seu amigo virtual que tem por você um inestimável respeito.
Não é maravilhoso sabermos que ELE nos amou primeiro?
Como sabes, aprecio “de montão” as figuras de retórica, assim como sou viciado em metoplasmos, por isso você é o “menorzão” abençoamado.
Permita-me, data vênia, criar uma versão metabólica da sua inteligente mensagem. A retórica, com certeza, não irá modificar o sentido daquilo que o nobre pastor quis nos fazer passar. Deixemos o entendimento por conta da semântica.

QUAL A RELAÇÃO ENTRE UM NAVIO E AS IGREJAS DOS PASTORES TELE-EVANGELISTAS DA ATUALIDADE?

A relação está na “ARMAÇÃO”.  Os construtores de navios, assim como os construtores daquelas igrejas são chamados “armadores”. Armação, nos dicionários, é o ato ou efeito de armar, no sentido de preparar, dispor, ornar, construir, equipar. Tem como sinônimos: montagem, embuste, arriosca, guarnição boiz, treta, mutreta, esparrela, marmelada, empulhação, cilada, galhadura, tapeação, velhacaria, ludibrio, patacoada.
O armador, em se tratando de um navio que pode ser de sua propriedade ou não, é sempre uma empresa que oferece a embarcação, com o aparato marítimo para o transporte de carga. Este armador, para explorar o navio, o equipa com o que for necessário para a exploração do comércio marítimo. Para transportar a carga o armador cobra um frete correspondente. Em se tratando, ainda, de navios, este armador assume a responsabilidade de cuidar da carga a partir do seu embarque até a entrega no destino indicado pelo embarcador;

Já o “armador”, em se tratando daquelas igrejas, que pode ser, ou não, seu pastor-presidente, um profeta importado, bispo, patriarca, paipóstolo, apóstolo embaixador ou qualquer outro título, é também um empresário (franchising) que oferece o seu navio, digo igreja, ornado com um consabido aparato herético, para levar a carga (problemas sócio-emocionais e econômico-financeiros) de irmãos ingênuos, acometidos de cegueira espiritual. Este “armador”, um cínico treteiro, vale-se da catarse, um tratamento para a psiconeurose que consiste em estimular seus futuros embarcadores a contar tudo (lembrar-se de) o que lhes ocorre sobre suas dificuldades emocionais, financeiras, de saúde, etc. Depois disso, esse velhaco, astuto  “armador“, vale-se da técnica da sugestionabilidade, para levar tais problemas a um destino único: O REINO DE MAMON. Orientado por “profetas armadores estrangeiros”, para tanto, ele cobra como frete, “ofertas voluntárias” que variam de acordo com os problemas apresentados, compatíveis com sua ganância, seus gostos e necessidades pessoais. Nesta insidiosa “armação”, praticamente ilimitada, o “armador” não assume quaisquer responsabilidades quanto à entrega, sob a desavergonhada alegação de que o embarcador não possui a fé correspondente para que ela seja efetuada.
A coluna vertebral de um navio seguro é a sua quilha, o que não existe em embarcações cujos “armadores” têm, na falaciosa teologia da prosperidade, como já estamos vendo, a sua frágil sustentação.
Menorzão, você conhece este artigo do Código Penal?
"obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento". É o popularíssimo 171.
Nós já temos: A indução ao erro; o ardil e o artificio. Isto já bastaria para classificar esta tal vitória financeira como um conto-do-vigário, o ilícito penal, mas, infelizmente, temos também na lei dos homens, a favor desses “armadores”: a questionável torpeza bilateral ou simultânea. Um advogado de uma irmã lesada em sua boa fé afiançou-me que, por causa disso é que se perdem na Justiça, um sem número de ações de restituição dos bens oferecidos às igrejas daqueles “armadores”, como dízimos e ofertas.
Como reza a doutrina: Quando a própria vítima do golpe é movida por propósitos tanto morais como ilícitos o autor do ilícito, o “armador” não sofrerá qualquer sanção. É o caso do tal “clube de um milhão de almas”. A vítima, à busca da compensação, facilita os mentores do golpe. Ela dá R$1.000,00, apenas intentando receber os R$ 10,000,00 prometidos por aqueles espertalhões.
Vez por outra um milagre. Vejam:

“Igreja devolve doações de fiel que ficou na miséria”
A Igreja Universal do Reino de Deus está obrigada a devolver R$ 10 mil para a costureira Maria Pinho que lhe entregou todo seu patrimônio e hoje amarga a miséria. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos. Ainda cabe recurso.
Ela contou, que diante das pressões de pastores e das ameaças de que seria amaldiçoada por Deus caso desistisse de participar dos eventos da igreja, acabou vendendo o novo apartamento por R$ 15 mil e entregou um cheque administrativo nominal à IURD no valor de R$ 10 mil.
Vez por outra, manchetes do tipo:
POLÊMICA: COBRANÇA DE OFERTAS VOLUNTÁRIAS POR MEGA-PASTORES ESTÃO GERANDO AÇÕES JUDICIAIS E MUITA DISCUSSÃO. ESTA É UMA QUESTÃO DELICADA... VOCÊ DEU PORQUE QUIS DAR, NINGUÉM TE OBRIGOU A NADA, DISSE O PASTOR ÀQUELA VÍTIMA DA INDUÇÃO ...   
Menorzão, aqui em baixo prevalecem as astutas ciladas do maligno. Lá em cima, no entanto, quando os navios dos “armadores” afundarem, prevalecerá a Palavra em Jr 23:2: “Deus irá castigar a maldade das suas ações”.
Você já imaginou os náufragos banhando-se naquele lago de fogo?

Enquanto isto, deixo esta segura orientação aos crédutos ingênuos que, ainda, serão  lesados, caindo nesse conto-do-vigário:
Na TV ou nos púlpitos dessas igrejas, vigiem, pois ÓCULOS SEM LENTE, CUIDADO! É ARMAÇÃO!

Abençoe-te o Supremo Pastor
Seu conservo em Cristo
Alberto Couto Filho

Em tempo: Comigo, também, não tem colher-de-chá.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O QUE É PIOR? O ANONIMATO RECEOSO OU A TEMERARIA AUTOGLORIFICAÇÃO? VENCENDO O MAL COM O BEM. A RESPOSTA QUE EU NÃO ENVIEI.



Por Alberto Couto Filho




O ANONIMATO
Conversávamos recentemente, eu e o pastor Carpintero, “o menorzão”, editor do blog “Newton Carpintero, pr. e servo”, sobre os comentários anônimos recebidos às nossas mensagens, estes somente publicados quando permitido por nós, editores.
Disse àquele homem de Deus que, mesmo quando elogiosos, com mensagens congratulatórias ou encômios, reforçando ou corroborando minhas teses, se de anônimos, tenho por princípio não publicá-los.
Posso vir a publicar um comentário quando identifico oportunidade para reagir com lições de vida fundamentadas na Palavra de Deus, ao deslustre e ao menoscabo com que o anônimo busca me afligir. Para mim, nesta situação, o anonimato é um disfarce usado por pusilânimes e poltrões; é o valhacouto e o refúgio dos covardes, daqueles que, intimamente, têm medo de serem responsabilizados pelo que escrevem e pelo que poderá advir como consequências da sua estupidez. Oscar Wilde disse não existir outro pecado além da estupidez. Segundo ele, ”nós gritamos contra o pecador, todavia não é o pecador, mas o estúpido que é a nossa vergonha.

Alguém no anonimato, dizendo-se um pastor, opôs objeções quanto ao uso de palavras de difícil entendimento na mensagem DEUS CIÊNCIA, SICÔMOROS – O JOGO DO MISTÉRIO Parte II, publicado em 05.07.2011, sugerindo o uso de uma linguagem menos castiça para que eu ampliasse o número de comentaristas neste singelo blog deste blogueiro, não menos simplório.
Acometido de uma crise de inépcia, invocou o apóstolo “das gentes” para que eu fizesse valer minha sabedoria com os sábios e que me fizesse de analfabeto (iletrado), sem qualquer instrução, para com os humildes. Deveria ter-lhe dito que “andasse prudentemente, não como estúpido ou ignorante (néscio) e sim como sábio”,invocando também o apóstolo Paulo ao escrever aos efésios sobre
“o fruto da luz e as obras das trevas” (Ef 5:15). A sutileza com que redigiu seu comentário não foi suficiente para dissimular sua intenção em deslustrar-me, denegrindo minha imagem junto aos meus leitores. Sua impertinência mereceu deste humilde blogueiro uma réplica, da mesma forma, impertinente. Confiram.

O anonimato é encontrado também na própria Palavra, quando no Livro Santo somos orientados a evitar nossa sucumbência ante a vanglória, pois que é lúcido admitir a auto-exaltação como sinal de glorificação em nós mesmos, aos nossos feitos e não em Deus. O anonimato determinado pela Bíblia, neste caso, é para ser aceito sem reservas pelo homem, pois tem o objetivo único de combater doenças espirituais como a vaidade, a presunção, o desvanecimento, o orgulho (a mais grave). Destarte, quando a Bíblia Sagrada nos orienta à ação no anonimato, devemos entender que o Criador quer reprimir a jactância, a desobediência, a hipocrisia, a discórdia e a contenda, filhas legítimas da abominável e malfazeja vanglória.
Constatem este fato: Na orientação contida nas exortações de Paulo: na epístola aos Corintios – Valores de Cristo (1Co1:30-31) “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria e justiça, e santificação, e redenção, como está escrito: aquele que se gloria, glorie-se no senhor”; nas criticas de Jesus aos fariseus, no Evangelho de Mateus – “Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas” (Mt 23:5). Neste mesmo Evangelho, o Filho do Homem nos exorta ao anonimato, quando prega o altruísmo, o amor desinteressado ao próximo - (Mt 6:3) e ensina como devemos orar (Mt 6:5).
A AUTOGLORIFICAÇÃO
Falar da glorificação de si mesmo é o mesmo que falar de vanglória, uma presunção infundada das nossas próprias qualidades. É aquela necessidade que o homem tem de se exibir aos olhos dos outros, quando quer mostrar-se o maior ou o melhor de todos no desempenho de uma determinada tarefa ou função.
A necessidade que o homem tem de se autoglorificar é indício de um vazio interior criado pela destituição da glória de Deus, como consequência imediata do pecado. Para preencher este vazio de glória o homem vive a buscar a sua própria glória, sem admitir que por ela ser vã e vazia é apenas vaidade por não ter qualquer valor ou serventia.
Ele vive a se gloriar em suas realizações, nas suas conquistas, em seus bens materiais, no seu vestir, nos cursos, nas faculdades, nos diplomas, etc, sem nunca ter atentado para o que diz Pedro em sua carta primeira: “toda a glória do homem é como a flor da erva que se seca e cai” (1Pe 1:24)
É lastimável observarmos esta ocorrência no âmbito evangélico.
Hoje assistimos ao frenesi de vaidosos bispos, apóstolos e alguns pastores, megalomaníacos por títulos, a se imaginar Deus quando oram, pregam ou repreendem o mal. Esta autoglorificação é maldita por Deus em Tg 4:16 – “Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções, toda glória tal como esta é maligna.”

Há por ai muitos crentes afetados e fátuos, emitindo opiniões exageradas de suas próprias qualidades, denotando aquele orgulho doentio e pecaminoso odiado por Deus. “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” (Pv 8:13).
Aborrecer é sentir-se horrorizado; é mesmo odiar os soberbos e arrogantes: Deus quer ver a soberba substituída pela humildade e pela simplicidade; Ele quer ver serenidade, benevolência e bondade em lugar da abjeta arrogância.

Ao nos conduzirem à prática do anonimato, as Sagradas Escrituras visam tão somente eliminar o orgulho,diagnosticado pelo Médico dos médicos como doença espiritual. Seus principais sintomas são: olhos altivos, presunção e arrogância (Pv 6:16,17).

N’outro dia, queixei-me ao“meu amigão”, pastor Guedes, da insolência, do desaforo de certo pastor que me criticou insolitamente, por email, por reportar-me ao relacionamento de um artífice e de um ourives na difícil técnica da ourivesaria para a construção de uma joia.

Na mensagem que recebi sob a forma de admoestação era sensível o seu enfatuamento, a estima exagerada de si mesmo, ao dizer-se apto a me ajudar/ensinar (?). Em linguagem extremamente enfadonha recomendou-se a si mesmo, sobre seus títulos, cursos, faculdades, participações em emissoras de rádio, em conferências e palestras e fez questão de identificar-se como teólogo hebraísta, escritor e imortal por ser membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil.
Por se tratar de um consagrado Ministro do Evangelho, perguntei-me:
Tudo isso para justificar possuir condições para me admoestar? Criticar?
Por que tanta auto-exaltaçao?
Ao advertir-me, qual a verdadeira intenção daquele homem de Deus, notoriamente amante de si mesmo e visivelmente presunçoso.
Por que, tanta insolência, partindo de um ungido do Senhor?

Fui criticado imerecidamente.
Meu avô Betinho, pai do papai, já dizia: ´”Se o cara aprendeu música e sabe tocar vai ser músico. Se ele não sabe, vai ser um crítico”. Perceberam que o velho já sabia a diferença entre a intelectualidade e pseudo-intelectualidade? Aquele meu saudoso ancestral, quando criticado injustamente, usava apenas o termo “pseudo” para responder ao crítico. O vovô dizia que“intelectualidade” não combina com egotismo, egolatria e intolerância – muito menos com a descortesia e a estupidez.
Por outras vias, recebo comentários de outras pessoas igualmente presunçosas, amantes do culto à personalidade, bazofiando seus escritos e feitos, alguns desses até de valor indiscutível para o Reino de Deus. Outros, infelizmente, fazem-nos perceber um quê de orgulho e de vangloria, como indicativos de uma danosa autoglorificação.
De qualquer modo, perdoo a todos com a mesma sinceridade.
Dizia às minhas gravatas, em solilóquio. monologal: Vou responder a este pastor, colocando-o em seu lugar, como um líder cristão, um escolhido por Deus, Tentei explicar aos meu botões
que aquele estereótipo “não toqueis no ungido do Senhor”, como doutrina, não tem qualquer validade, pois Davi, ao referir-se à unção, fez menção a Saul, àquele que teria o direito de reinar e não apenas a quem possuísse um cargo eclesiástico. Essa expressão tornou-se um tipo de jargão para certos líderes cristãos quando percebidos em erro, por contrariar preceitos bíblicos.
Pergunto: Há algum bispo, apóstolo ou pastor que, por ai, tenha sido nomeado Rei pelo Senhor?
Pois é, este estereótipo, por muito tempo, vem transformando algumas de nossas igrejas em clubes de investimento e em verdadeiros covis de bandoleiros assaltantes. Ora, se Cristo veio para me libertar por que não tenho liberdade para, ao menos, obviar o mal, se um pastor está glorificando a si mesmo, quando a Bíblia diz que isto é abominável para Deus? O crente convertido, que também é ungido, vê-se cerceado, acorrentado a essas falsas doutrinas e para não cair em pecado de rebeldia, cala-se diante de um comportamento indigno, impróprio e anti-bíblico do seu“ungido”.

Você não pode, nem deve, nem lhe é permitido e outras injunções, ouço-as quando certos “ungidos” são flagrados deturpando a Palavra de Deus, alicerçados em Bíblias espúrias com conteúdo que só lhes favorecem em termos de arrecadação de dinheiro para financiar seus projetos pessoais. Eles, quando flagrados, recorrem de imediato, a Jr 23:2, sob a alegação de que só Deus poderá castigar a maldade das suas ações. Se o flagrante for divulgado por blogueiros cristãos somos chamados de bandidos, pastores fracassados, desocupados, insolentes, falsos crentes, caluniadores, invejosos" e outros adjetivos impróprios para um servo de Deus. Pastores que não pregam suas falsas doutrinas são chamados de idiotas e imbecis. Já fomos taxados, até, de “filhos do diabo”. É comum vermos nas TVs a troca de ofensas entre “ungidos”, com o uso de palavrões em altercações sem fim, na disputa de horários. Pena que esses “ungidos” escangalham com a vida espiritual de irmãos crédulos e ingênuos que não, estudam a Bíblia.

Por tudo isso, decidi posicionar-me sempre contra qualquer ação que possa estar afligindo ovelhas do rebanho do Senhor e o faço com mordacidade, à semelhança da diatribe de Tiago, em atenção às reivindicações de Cristo. Dentre elas está a de que somente o Pai fosse glorificado em todos os Seus feitos, prodígios e milagres. “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” – (Mt 25:8). Jesus está nos dizendo que incorreremos em erro sempre que estivermos usando títulos para nos distinguir de outros irmãos;
Ele está nos dizendo: Eu aborreço a autoglorificação.
Sobre o envio de uma resposta àquele Seu escolhido busquei, em primeiro lugar, o “ad referendum” do Todo Poderoso. Depois de visitar o blog daquele pastor e de consultar líderes da sua denominação e do seu relacionamento, consultei a liderança da minha igreja. Na sequência deste meu texto, os leitores concluirão que, quanto à resposta, só pude arbitrar a sua publicação neste meu espaço.

A RESPOSTA QUE NÃO ENVIEI
Abençoamado pastor

A paz

Com o devido respeito devo dizer-lhe do meu repúdio e indignação à sua despropositada insinuação sobre minha espiritualidade e conhecimento bíblico, admoestando-me irrefletidamente, quando da divulgação do meu primeiro livro, publicado pela Editora Livre Expressão. O nobre Ministro, como escritor, não deve desconhecer a alegria incontida do autor ao ver publicado o seu texto. Postei esta publicação em meu modesto blog, como se notificasse o nascimento de um filho. O jovem pastor decidiu, não sei por que cargas d’água jogar um balde de água fria sobre minha felicidade, como se fosse um crítico literário ou como se eu, n’alguma vez intentasse lhe fazer mal.

Causou-me espécie a sua observação de que estava apto a me ensinar. Permita-me, data vênia, perguntar: Ensinar-me o que? Por Deus, creia-me! Sua pretensa e jactanciosa docência, pelo que vi em seu perfil, de nada iria servir a este seu confrade, ávido por aprender para prosseguir ensinando.

O egrégio pastor ao invés de criticar apenas os meus escritos, atacou-me, insensível e ilogicamente; contestou o que resultou da minha argumentação, antes mesmo de conhecer o que seriam premissas do meu raciocínio. Ainda argumentando pela Lógica, o nobre amigo incorreu na falácia “ad hominen” ofensiva, isto é, com a intenção de refutar uma proposta atacou o seu proponente. Perdoe-me se exagero, mas cheguei a observar um quê de ira na sua interpelação. Lembrei Calvino:
“Resista à tentação a requintes e estude a simplicidade. Coloque fielmente diante de ti apenas o que julgar ser a glória de Deus”
Para seu esclarecimento e governo, reportava-me, à época, ao relacionamento de um artífice e de um ourives na difícil técnica da ourivesaria para a construção de uma joia. Pretendia estabelecer comparações com o trabalho daqueles que exaustivamente ombrearam comigo na editoração e publicação do meu primeiro livro. Autor, editor, diagramador, capista e revisores, sem melindres, ajudamo-nos um ao outro, e concluímos: A obra (O LIVRO) está bem feita. Dessa forma eu meramente raciocinava de forma analógica, sem buscar concordância com este ou aquele texto bíblico e sim com ideias neles contidas.

Referia-me, sim, à utilização de martelos e bigornas para a confecção do candelabro que seria feito de um talento de ouro puro (Ex 25:39),com sete luzes lembrando o Espirito Santo, com Sua unção e Sua iluminação. Esta peça estaria no Tabernáculo, tenda provisória onde o Senhor falava ao Seu povo (Ex 33:7-10).

Demonstrando sua afeição à crítica e à contenda de palavras, sua fértil imaginação, ao invés disso, levou-o a admitir que eu estivera fazendo referência à ajuda mútua daqueles que faziam uso de martelos e bigornas para construir ídolos (Is 4l:6,7). Misericórdia. Que Deus o perdoe!

· Enquanto eu pensava em Bezalel e Aoliabe, ambos capacitados pelo Espírito de Deus com habilidade, inteligência e conhecimentos em todo o artíficio para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata e em bronze nas obras do Tabernáculo
(Ex 31:1-5);


· o nobre pastor, Infelizmente, pensava naqueles artífices e ourives que fixavam ídolos para que não oscilassem e caíssem, na passagem em que “Deus suscita o Redentor”
(Is 41:7);

· Enquanto eu pensava na competência, esmero e dedicação dos artífices inspirados por Deus para construírem, em ouro, o Tabernáculo e todas as peças descritas nos capítulos 25, 26, 27 e 30, do Livro de Êxodo, conforme a vontade de Deus;

· o insigne mestre, Infelizmente, pensava naqueles artífices e ourives que, agora, admitiam que a sorte lhes sorriria, se cobrissem seus ídolos com ouro fundido;


· Enquanto eu estava, como agora, consciente de que Cristo, o Agente da Criação, é quem sustenta todo o universo pela Sua soberana vontade (Hb 1:3);

· o ilustre homem de Deus, Infelizmente, imaginava não ser do meu conhecimento o fato de que ídolos dependem da fixação de pregos para se equilibrarem.
Sua pública e notória jactância e sua soberba foram, de chofre, identificadas, quando ao escrever-me.

Ø  Disse fazer ou ter feito (não me lembro) faculdades teológicas e outras mais;
Ø  Proclamou ser pastor, teólogo membro da AELB, dizendo-se um imortal:
Ø  Declarou-se um teólogo hebraísta;
Ø  Disse ser um formador de opinião, como palestrante em várias emissoras evangélicas;
Ø  Traduziu do português para o grego, desnecessariamente num escrito comezinho.

O meu amado irmão, supondo-me um ignorante escrituristico, obrigou-me a andar uma milha, por isso, para que juntos andássemos duas, visitei aquele seu belíssimo espaço virtual e, tristemente, pude constatar um pouco mais da sua presunção, quando:

Ø  Abre espaço para um tipo de perolário em que inclui textos de sua autoria.(?) Lembro que a palavra “pérola” em sentido figurado significa “o que há de melhor no gênero”. A ufania do nobre amigo, por conseguinte, fá-lo imaginar que seus textos representam, realmente, o que há de melhor na blogosfera cristã. Será mesmo?
Ø  Solicita, insistentemente, comentários aos leitores dos seus textos;
Ø  Demonstra nitidamente ser amante de lisonjas e bajulação e aqui vai um pouco mais de Calvinismo:
É perceptível o seu deleite quando ocorre uma palavra de um comentarista, que com afagos venha a lisonjeá-lo; o seu orgulho, espontaneamente, faz comichão em suas entranhas. Ø  Sorteia livros de sua autoria, como se preocupado em não ser mais lembrado por seus seguidores.

Por falar em aptidão para o ensino, deixe-me ajuda-lo.

Como escritor, o insigne mestre deve saber tudo sobre virgulação, mas mesmo assim, pelo amor de Deus, evite separar aquilo que é ligado sintaticamente, ou seja, o sujeito do verbo e o verbo daquilo que o complementa, para que suas frases não fiquem desestruturadas, como se pode ver.

Volto a Calvino para reforçar meus ditos sobre a sua personalidade, a sua individualidade consciente:
“Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não ser presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina graça.”
Sua postura neste triste episódio lembrou-me o orgulho de Moabe, sua soberba, sua arrogância, sua altivez, sua insolência e perfídia de sua língua. Esta sua jactância é vã (Is 16:6). Como aprova-lo, se a si mesmo se louva?
(2Co 10:18)
John Piper, em seu livro “A vida é como a neblina”, instiga o leitor a se examinar com ousadia, vasculhando sua história pessoal; suas concepções sobre Deus; suas angústias e suas convicções. Eu recomendo a sua leitura. Diz o autor:
“A autoglorificação é rejeitada pela eleição, em 1Co 1:27-29. A eleição divina não é planejada de modo que o propósito salvador de Deus se apoie apenas nEle, não em qualquer atitude da alma humana.
Ah meu amado pastor! Em nome de Jesus, procure destruir este seu orgulho, meditando e glorificando-se ao pé da cruz, conforme Paulo escreveu, ‘com letras grandes’ às igrejas da Galácia
(Gl 6:14).Há uma joia, esta sim uma pérola, o que há de melhor no gênero sobre o pecado da autoglorificação, na obra de João Calvino, “As Institutas”, em sua edição clássica. Leia no capítulo I, com a urgência que este assunto requer: “O CONHECIMENTO PRÓPRIO EMBOTADO PELA AUTOGLORIFICAÇÃO”.

Recomendo-lhe, como virtude cristã, ser condescendente com seus irmãos humildes, em lugar de ser orgulhoso, evitando ser sábio aos seus próprios olhos (Rm 12:16).

Rogando sinceramente por suas escusas e humildemente pelo seu perdão,
Seu conservo nAquele que nos amou primeiro.
Alberto Couto Filho
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Aos leitores divergentes ou discordantes, digo que não guardei mágoa ou ressentimento em meu coração.

Amados, apenas para argumentar biblicamente.

A Palavra de Deus nos dá ciência de que por saber que devemos fazer o bem e não o fazemos, estamos pecando (Tg 4:17). Quando obviamos um mal e suas consequências para uma pessoa estamos lhe fazendo um bem. Foi o que fiz para não pecar. Pretendia alertar aquele homem de Deus sobre a obviedade do mal da AUTOGLORIFICAÇÃO.

Não enviaria esta resposta à guisa de desforra ou vingança, por saber que só o Senhor irá retribuir. Apenas dei lugar á uma indignação justa, admitida pela Palavra de Deus
(Rm 12:19);
Consultei meu coração no travesseiro por ter, sim, internalizado minha indignação e não ter cometido pecado; (Sl 4:4);
Não cogitava tornar àquele pastor mal por mal, pelo contrário, esforcei-me para fazer-lhe o bem perante sua jactanciosa postura (Rm 12:17);
Por Deus, eu estaria amontoando brasas vivas sobre a sua cabeça, orando para que viesse a reconhecer seu pecado, e arrepender-se de tê-lo cometido (Rm 12:20);
Procurei, tão somente, vencer o mal com o bem (Rm 12:21).
ACF/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VOCÊ JÁ CONVIDOU O ANIVERSARIANTE PARA A FESTA?

FELIZ NATAL!
Abençoamados leitores/seguidores

Pela primeira vez, em pouco mais de um ano, estou reproduzindo uma postagem de um outro blog, evidentemente, com a permissão de sua editora.
A mensagem contida no excelente texto  ensejou a este velho blogueiro, pedir-lhes para que não esqueçam do aniversariante no dia de Natal.
A jovem Raianny, editora do blog Adolescer, hoje com 20 anos de idade, chamo-a princesa pelo seu estilo “diferentaço” de escrita e tenho-a como  “fabulástica”, um amálgama de fabulosa e fantástica. Pena estar ausente da blogosfera.
Comentei assim após a leitura da sua mensagem:

Oi, Raianny
Abençoe-te Deus, abundantemente.

Ele é bendito por trazer-me até aqui.
Sou um jovem de 72 anos, neste momento, embevecido com a sua postagem, já reproduzida ali no “Coração que Pulsa”. Quando alardeei o artigo, meu filho posicionou-se desta forma: Olha só maluco! A menina mandou legal! O estilo dela é “diferentaço”; é show de bola... e coisas assim, significando sinceros elogios.
Preciso fazer dois pedidos, à jovem e bela blogueira:
O primeiro tem a ver com a sua idade: Procure manter este seu estilo jovial de escrita, enquanto adolescente, e preserve esta sua adolescente graça por toda a juventude; por toda a sua vida – fale sempre de fé, de amor e de paz, nem muito de menos e nem pouco de mais, da forma como narrou sobre Jabes, em meio à sonolência causada pela leitura da descendência de Judá.
Em segundo lugar, permita-me publicar sua sábia mensagem em meu espaço virtual, creditando-lhe sua autoria . Antes de atender à minha pretensão, dá uma passadinha lá no meu blog . Identifique-me e, se lhe aprouver, comente.
Se autorizado, você vai ver o preâmbulo que farei para que os doutos “marmanjos” da blogosfera que visitam aquele meu espaço se constranjam diante do seu invulgar talento.
Vou fazer com que Deus “pare tudo” para me atender – vou orar por você.
Que o esplendor da glória do Senhor resplandeça sobre você e seus familiares.
A Clélia é a “tia” – Eu sou o “vô” – Cresça, apenas.
Admiro-te.
Alberto

Raianny Duarte disse...
Olá Alberto.

Muito obrigada pelo comentário no meu blog, fiquei muito impressionada, é bom saber que Deus tem abençoado o meu jeito de escrever.
Que lindo o seu blog, gostei muito!!!
E sim, vou atender aos seus pedidos, não quero nunca perder a sensibilidade e o ministério que Deus me concedeu para escrever e crer que vidas serão alcançadas.
E fique a vontade para pegar o texto.
Obrigada por orar por mim e pelos elogios, que Deus te abençoe muito!!!
Parabéns pelo seu blog.


VOCÊ JÁ CONVIDOU O ANIVERSARIANTE PARA A FESTA?
Por Raianny Duarte

Chegou a hora de falar do Natal... Natal não é só uma data, natal é um estado de espírito.
As famílias se reúnem, as pessoas se abraçam, trocam presentes, ficam solidárias, e um tal de “espírito natalino” reina no ar.
Eu, particularmente, não sou muito fã de Natal.
Eu gosto do meu aniversário. Eu nasci no dia das crianças, e isso era um problema porque eu só ganhava um presente hehe
Agora que eu cresci não tenho mais esse problema já que com 19 anos não se pode pedir um conjunto Lego e um Banco Imobiliário de presente, mas ainda continua sendo dia das crianças, e eu estou cercada delas, e quando é no MEU aniversário, uma pontada de egoísmo atinge meu coração, elas ganham presentes, no MEU aniversário,
Mas amigos, isso não é só sobre presentes...
Se coloque nessa situação...
Você é um cara legal, todos os seus amigos te amam, você é um exemplo de bondade, de fé, de mansidão, você é o cara, um líder, alguém que é capaz de dar a sua vida para salvar quem não merece, você, meu querido amigo, é alguém que está sempre ali para ajudar as pessoas.
E seu aniversário está se aproximando, você não quer presentes, só quer a companhia dos seus amigos, conversar, e quem sabe comer alguns salgadinhos, um refrigerante, algo simples, mas que lembre que é por você que eles estão ali.
Os dias vão se passando e você percebe uma mudança no clima, enfeites, luzes, caixas de comida, bolas coloridas. UAU.
Será que estão preparando uma festa para você?
Ninguém te falou nada, e você finge que não sabe, pode ser que seja uma surpresa e você não quer estragar a emoção.
Você começa a ficar empolgado, muitas pessoas participam da arrumação da festa.
È, você tem amigos bacanas... Que sorte a sua.
E chega o grande dia
Está dando a hora da festa que você viu sendo divulgada em todos os meios de comunicação, e você começa a ficar preocupado, ninguém te falou nada ainda, mas você não quer deixá-los esperando, você se arruma e vai para a festa.
Chegando à entrada você vê muitos presentes... E logo percebe que eles não são para você, afinal, você não usa gravatas e muito menos brinca de bonecas. Que estranha essa festa.
Tudo na casa diz que a festa é para você, luzes piscam formando seu nome, quadros encenam o seu nascimento, algumas miniaturas da sua mãe, seu pai, e das pessoas que te visitaram no hospital quando você nasceu, são colocadas em um canto da casa, a festa é sua...
Você continua andando, mas ninguém te da atenção, você circula entre as pessoas, algumas bebem, outras comem, algumas até cantam sobre você, mas ninguém parece perceber a sua presença.
Será que você deveria ter vestido uma roupa melhor? Talvez seja essa camisa amarela que não está combinando com o seu sapato, é talvez seja por isso que ninguém esteja te olhando.
Você se senta em uma mesa vazia, perto de uma criança rasgando alguns pacotes de presentes. Ela ganhou umas coisas legais. Você se sente feliz por ela, mas de repente seus olhos vêem algo que seu cérebro demora algum tempo para processar, a criança larga a sua pilha de presentes e corre para um senhor barbudo vestido de vermelho carregando um saco, ele entra e tem a atenção de todos. Você se levanta, pensa que talvez agora te chamem para te parabenizar, ou dizerem para você curtir a festa, que é sua.
Mas isso não acontece...
O senhor gordo e barbudo vestido com aquela roupa vermelho berrante, começa um discurso de como as pessoas “boas” receberão presentes, e as “más” ficarão com vergonha.
Um discurso que fala de como as criancinhas que se alimentaram direitinho ganharão um playstation3, e as crianças que não comeram o que a mamãe mandou vão chorar e se lamentar por terem sido desobedientes.
Você pense que isso é muito injusto, e as crianças que não comeram porque não tem o que comer, elas não vão ganhar os presentes? E as pessoas que não conseguem ser boas porque tudo que conseguem ver é o sofrimento? Essas pessoas também merecem os presentes.
Ai você tenta interceder, mas te mandam calar a boca e não interromper o discurso do “bom velhinho”
Você continua por ali, rondando, esperando um olhar de agradecimento, algo que não seja falso como os quadros que ilustram a sua chegada ao mundo, um aperto de mão te parabenizando, mas só vê coisas escritas com seu nome fabricadas em lojas onde as pessoas nem sabem quem você é.
Você não recebe nada...
A festa acaba, e você leva todos para casa em segurança, e depois volta para limpar a bagunça.
“- Tchau pessoal, que bom que vocês se divertiram na festa que preparam para mim”
E no outro dia, tudo volta ao normal, às pessoas te procuram para resolver os problemas delas, e agem como se nunca tivessem te ignorado na sua própria festa.

É assim que eu acho que Jesus se sente no Natal. A verdade é que fazemos festas lindas, mas não nos damos o trabalho de convidá-lo para o próprio aniversário.
Faça diferente neste Natal.
Faça mais do que ser solidário e doar um agasalho para alguma campanha de shopping, faça mais do que cantar canções natalinas e fazer uma oração. Convide-o para a festa, a festa que você preparou para ele.
Mostre que mesmo sendo uma data simbólica, é o aniversário dEle e Ele precisa estar presente.ca, é o aniversário DELE e Ele precisa estar presente.

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