Seguidores

quarta-feira, 3 de junho de 2015

OH ou Ó

Oh, meu Deus, o Senhor é maravilhoso! Maranata! Ó vem, Senhor nosso!

Por Alberto Couto Filho

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDy1QI6PHGS6CafTFyjMuU9-umY1yS8dnV6HKC0p8m_RFON1Fp6_MzCvHomxkZCtAAyh3war1KN70nh1nbCwBXTkg6sx-_FdEozgWh59nwzd_tsz_PBlqZjHl0hqZEdl6zDyEeojmvA2w/s320/PREGADOR+LOBO.jpg

Antes de dar um título a esta mensagem, estava confuso; tinha dúvidas sobre o uso da interjeição “OH” ou do “Ó”, como interjeição do vocativo.
Confesso aos meus leitores queridos que meus boletins escolares sobre a língua-mãe, vez por outra, acusavam minha baixa frequência às aulas de português – aula de análise sintática? “Tava fora”, merendando!

Hoje, muitos concordam, melhorei muito – tanto que, à duras penas, consegui escrever um livro! Tem gente que, até, me alcunhou de “Alberto Culto” pilheriando, em escritos rebuscados, sobre a minha linguagem castiça. Pois então, por esta razão e pelo fato do nosso Deus ser galardoador daqueles que o buscam, já fui, até, indicado para receber prêmios e comendas – te amo Ó DEUS! Firme, OH, DEUS está meu coração! Firme nas promessas do Senhor!

Acabara de ler uma postagem bastante intimorata, dentre muitas publicadas, sob o título “DE PASTORES E LOBOS”, em que as várias diferenças entre pastores e falsos pastores (os lobos), são enumeradas. Quatro delas chamaram a minha atenção, em razão da ocorrência hodierna de lamentáveis fatos responsáveis pelo fato do nome de Deus estar sendo blasfemado entre não cristãos. Preciso citá-las para desencadear um raciocínio lógico na sequência deste meu texto:
1-    Pastores são pessoas humanas reais, enquanto que os lobos são personagens religiosos caricatos;
2-    Pastores trabalham em equipe, enquanto que lobos são prima-donas;
3-    Pastores buscam a glória de Deus, enquanto que os lobos buscam a glória pessoal;
4-    Pastores são apascentadores, enquanto que os lobos são marketeiros;

Fui ao “pai dos burros” para rever os significados daquelas interjeições e, depois de recorrer a uma bem guardada artinha de português, mui “antigona” (nada a ver com Antígona, Édipo ou Sófocles) esclareci minha dúvida.
“Ó” é uma expressão indicativa de apelo, chamado ou interpelação e, desta maneira, o seu uso assinala a presença de um diálogo que pode ser real ou imaginário.
Este vocativo é conhecido até mesmo na letra do Hino Nacional Brasileiro – “Ó Patria amada, idolatrada, salve, salve”; posso invocar Deus: Ó meu Jesus, o que fazer com os lobosÓ Pai, repreende esses canídeos, heresiarcas da prosperidade!
No entanto, não podemos confundir esta interjeição com o “OH”, que expressa espanto, admiração ou uma forte emoção – OH, Deus Altíssimo! OH, falsos mestres! OH, lá vem os falsos doutores/mestres, de novo!
Perceberam aquela vírgula depois do “OH”? Pois é; ela não é usada depois do “Ó” - o certo é a vírgula ficar antes da interjeição e/ou depois do ser chamado: "Ó Senhor, volte logo!”, "Ó Jesus, os lobos estão à solta em templos faraônicos!”.
Clarice Lispector, espantada ou admirada, questiona Deus, em frase célebre, talvez até para advertir-nos de que todos buscam a felicidade, e de que essa é a motivação de toda ação de qualquer pessoa, até das que se enforcam, corroborando os ditos do teólogo herege Blaise Pascal, segundo as raízes do hedonismo cristão descritas por John Piper no livro “Desiring God”:
OH, DEUS QUE FAÇO DESSA FELICIDADE AO MEU REDOR QUE É ETERNA, ETERNA, ETERNA E QUE PASSARÁ DAQUI A UM INSTANTE – POR QUE O CORPO SÓ NOS ENSINA A SER MORTAL?”
Não pensem que vou recorrer a autores ou críticos literários para melhor entendimento desta frase da Clarice - nem pensar!
Não agirei como, por certo, fariam aqueles “lobos”, ápices predadores, prima-donas, blasonadores e marketeiros de editoras que, para exaltarem seus próprios méritos, reportam-se a A.W.Tozer, C.S.Lewis, a Hank Hanegraaff o consabido plagiador de Walter Martin, e a outros tantos e mais, para comentarem sobre temas bíblicos importantes como, por  exemplo: a transcendência de Deus, a humanidade de Cristo;

Os lobos personagens religiosos caricatos, também marketeiros, comentam sobre temas, para eles edificantes (???) como: “O relacionamento sexual entre Adão e Eva”, “Uma possível progênie de Jesus” - estes, como aqueles outros, estão doentes, precisando urgentemente dos cuidados do Médico dos médicos, o único que pode curar esse tipo de morbidez; esta visão amarga que eles têm das suas vidas. 
Por tudo isso eu vou mesmo é sair à procura do orador que discursou sobre o Criador, na formatura do Curso de Medicina da PUC há cinco anos atrás – PR/2010.
De acordo com um sem número de irmãos, a mensagem foi lida por alguém que atende ao IDE de Jesus, sem deitar falação sobre confissão positiva, deísmo, teísmo aberto, triunfalismo e outros “ismos”, assuntos inadequados para quem está no campo, com as mãos no arado, pregando o Evangelho, missionando e difundindo a fé em Jesus.
Esse orador, esse médico como o Dr. Lucas, é apenas alguém que falou sobre o Deus que os “de fora” precisam conhecer – aqueles a quem Paulo sugere que falemos da nossa fé, simples, sábia e persuasivamente, a fim de que eles possam ser trazidos à plenitude de vida em Cristo – “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” – “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Cl 4:5,6)

Estou confuso, novamente – o que digo? “Ó” ou “Oh”?  Já sei! Vou usar as duas formas no título da mensagem:
Oh, meu Deus, o Senhor é maravilhoso!
Maranata! Ó vem, Senhor nosso!



***Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010***

Boa noite a todos!
Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história  da humanidade!
Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos.
Que médico mais excelente poderia existir?
Deus é o primeiro Cirurgião da história. A primeira operação? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher.
Ele também é o primeiro Anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem.
Deus é o melhor Obstetra especialista em fertilização que já existiu! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo! Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro Pediatra da história, pois disse: “Deixem vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!”
Ele também é o maior Reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma ósteoartrite das articulações interfalangeanas.
Jesus é o primeiro Oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença.
Ele também é o primeiro Emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardiopulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora!”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia quatro dias.
Ele é o melhor Otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento? O poder de seu amor!
Jesus também é o maior Psiquiatra da história, há mais de dois mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento!
Deus também é o melhor Ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens.
Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda!”, e o homem andou! O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história!
A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia! Ele curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença. E Jesus é o Dermatologista mais sábio da história,
Ele também é o primeiro Hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso.
Jesus é ainda, o maior Doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão, Ele, ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros, e assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem, o poder de se tornarem filhos de Deus! E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário fazer nada, apenas crer e receber! O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes! Ele fez isso por nós!
Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna!
No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele,
Ele entrará e fará uma grande festa! Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir! O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu!
O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver!
Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele.
Seu nome é Jesus.
A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão!

terça-feira, 12 de maio de 2015

NA MORAL...EU ADIVINHEI!!!


NA MORAL...EU ADIVINHEI!!!
Por Alberto Couto Filho

Prezamados leitores/seguidores,

Este texto eu o rascunhei logo após o programa NA MORAL, da Globo, com a participação do egrégio e astuto pastor Silas Malafaia. Na ocasião não encontrei meios para publicá-lo.
Faço-o agora.
Dir-se-ia que o conteúdo do penúltimo parágrafo do que escrevi (em   negrito/fechado por “enormes” parêntesis) estaria determinando que tenho o dom da ADIVINHAÇÃO. Leiam e confiram.









Com Benny Hinn, os brasileiros cognominados por Donnie Swaggart como “cafetões da prosperidade” aprenderam que três coisas lhes dariam segurança/confiança para dar sequência à burla e à quase-extorsão do dinheiro dos incautos:
a) A fé;
b) Uma suposta e antibíblica querença divina do enriquecimento do cristão;
c) O mote "PROTEÇÃO À FAMÍLIA", em todos os seus aspectos cognitivos.
Por isso, esbravejar como um “siri na lata” dizendo-se contra o adultério, contra o homossexualismo, o aborto, a adoção de crianças por casais gays; contra a inserção/imposição de novos e antibíblicos valores morais à sociedade e coisas assim (método típico de uma terapia cognitivo-comportamental), lhes proporciona uma espécie de salvo conduto para o “lesa-crédulo”, mediante o engodo e a prostituição/perversão da Palavra de Deus.
...E dirão, freneticamente, os ingênuos: “Esse pastor é o máximo!”; “O pastor calou a boca de todo o mundo!”; “O pastor arrebentou com a Redi Grobu!”; “Esse pastor me representa!”.
Para que o êxito do exercício desse ardiloso “contínuo de indução”, melhor dizendo, para que sobrevenha a necessária PERSUASÃO dos incautos, esses “proxénètes impudents prospérité” (em francês é menos grosseiro) quando das suas aparições públicas, valem-se da comicidade, da dramaticidade, de esgares, de momices, e, até, de chulices em suas encenações teatrais para que sua “mis-em-scène” seja convincente; consentânea a despoletar ou inibir qualquer sentimento de reprovação ou contestação, na ocorrência de uma “pedição de dinheiro”, que ninguém se iluda, irá ocorrer, proximamente.
...E então, lastimavelmente, teremos como comentários de muitos IGNORANTES ESCRITURÍSTICOS: “Se eu tivesse dinheiro eu dava”; “dá quem quer”; “ninguém tá exigindo nada de ninguém”; “se der com fé vai receber” - Só Jesus!!!

Eis uma ligeira “historinha” de como essa impudicícia chamada “teologia da prosperidade” (BESTEIROL - como pregava, no passado, certo pastor brasileiro) chegou ao nosso solo pátrio:
Do curandeiro Finéias Quimby (Seita Ciência Cristã) à técnica do poder de Essek Kenyon;
De Kenyon ao embusteiro Kenety Hagin (plagiador despudorado de Kenyon) e pregador de um Jesus “podre de rico”;
De Hagin a Copeland, a Price, a Benny Hinn;
De Benny Hinn, falso profeta místico e esotérico, “show-man” heresiarca pantomineiro, aos velhacos seguidores estrangeiros e, finalmente, aos brasileiros mercadejantes televisivos da fé dos incautos.

Paulo, em carta a Timóteo parecia estar nos alertando sobre a presença, dos Murdocks e dos Cerullos, por exemplo, no âmbito evangélico brasileiro nesta nossa triste pós-modernidade cristã.
“POIS HAVERÁ TEMPO EM QUE NÃO SUPORTARÃO A SÃ DOUTRINA; PELO CONTRÁRIO, CERCAR-SE-ÃO DE DOUTORES, SEGUNDO AS SUAS PRÓPRIAS COBIÇAS (CONCUPISCÊNCIAS), COMO QUE SENTINDO COCEIRA NOS OUVIDOS; E SE RECUSARÃO A DAR OUVIDOS À VERDADE, ENTREGANDO-SE AOS MITOS” - (2Tm 4:3).  
Esses “cafetões da prosperidade”, assim chamados por Donnie Swaggart, não seriam aqueles mencionados por Paulo, lá em Mileto?
“E QUE DENTRE VÓS MESMOS (PRESBÍTEROS/PASTORES DA IGREJA), SE LEVANTARÃO HOMENS FALANDO COISAS PERVERTIDAS PARA ARRASTAR OS DISCÍPULOS ATRÁS DELES” - At 20:30
...E como se prevendo o futuro, este nosso ominoso presente em que dízimos e ofertas são desviados por esses “càften”, visando à consecução dos seus objetivos pessoais, enfatizou o apóstolo dos gentios:
“DE NINGUÉM COBICEI PRATA, NEM OURO, NEM VESTES; ”VÓS MESMOS SABEIS QUE ESTAS MÃOS SERVIRAM PARA O QUE ME ERA NECECESSÁRIO A MIM E AOS QUE ESTAVAM COMIGO” - At 20.33,34:
(((Eu não me surpreenderia se depois daquela sessão de terapia cognitivo-comportamental que assistimos em edição recente do  programa “NA MORAL” da Rede Globo, aportasse por aqui um daqueles estrangeiros “manjados”, técnicos em “pedição de dinheiro”.  Ele viria como de vezes anteriores para comercializar, cínica e impudentemente, as bênçãos de Deus junto àqueles crédulos PERSUADIDOS por uma suasiva mis-em-scènne em torno da família e de valores morais antibíblicos.  Isto viria a acontecer como uma sequência lógica de uma trama bem urdida, visando captar recursos, sob a forma de ofertas voluntárias para a manutenção da obra realizada pela igreja, em troca de indulgências divinas – DÉJÀ VU! Misericórdia, Senhor!)))
E ACONTECEU! ADIVINHEI?
Extrai o que segue dos blogsUma Estrangeira No Mundo” e “Púlpito Cristão – reprodução”

“Que o Malafaia tenha lá alguma obra social que precise ser mantida (e que o ajuda também a pagar menos Imposto de Renda, que ninguém se engane), isso não significa que tenha que se apropriar de promessas bíblicas e revendê-las em troca de ofertas “voluntárias” preestipuladas. Se o fim justificasse os meios, então seria lícito ele receber dinheiro de traficantes de drogas para manter suas obras sociais. Além da apropriação indébita de promessas bíblicas e sua revenda ao povo evangélico, ainda há mais um agravante em toda essa situação:
Como Morris Cerullo e Silas Malafaia não têm tremor e terror de Deus? Como o Espírito Santo não os constrange a se arrependerem de comerciar do Santo, Santo, Santo Deus? Ou será que o Espírito Santo já não é ouvido, ou pior, não é presente nesses (im)pastores)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

DELIRIUM TREMENS ou SE DIRIGIR, NÃO BEBA (REPRODUÇÃO)

Abençoamado Bispo Edir Macedo
Paz

Pasmo, tão assombrado quanto a plateia que, aparvalhada o ouvia conclama-la para uma pretensa “MARCHA CONTRA JESUS”, quedei-me ante seu despudor espiritual, quando passava uma descompostura no Príncipe da Paz, nada mais; nada menos, no Filho amado em quem Deus declara ter comprazimento; no autor e consumador da fé, que não parece ser da sua, mas da fé de todos que, perplexos, o ouviam.
Posso admitir indícios de uma ignorância escriturística naquele seu inusitado libelo?
Ou seria um “delirium tremens” provocado pela abstinência àquela cerveja que o respeitável bispo diz gostar de beber? Esta abstinência provoca alterações súbitas na mente e no sistema nervoso – poderia ser isto? O senhor está se tratando?
Sem qualquer pretensão de exibir-me como profundo conhecedor da Bíblia Sagrada, vou tentar persuadi-lo do quão deplorável foi o seu parecer quanto ao milagre realizado por Aquele que, também pelo senhor,  morreu lá na cruz.
Quem sabe, respondo às perguntas zombeteiras que fez àquela sua plateia que, atônita e aturdida, o ouviu injuriar a conduta do nosso único e suficiente Salvador no episódio do Seu milagre, o primeiro narrado no Evangelho de João?

Meu caro bispo, o último Evangelho escrito, segundo a tradição da Igreja Primitiva, foi o de João, em torno de 90 d.C. e difere dos três anteriores quanto à intenção dos evangelistas ao escreverem sobre Jesus:
Enquanto vemos em Marcos, Mateus e Lucas uma atenção maior daqueles evangelistas em proclamar a autoridade e a onipotência de Jesus, João buscava convencer a sua comunidade de que Jesus era o Messias aguardado como enviado do Altíssimo.
O objetivo de João, amado bispo, ao redigir o seu Evangelho está registrado nos dois únicos versículos do capítulo 20:
Jo 20:30 – “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muito outros sinais que não estão escritos neste livro.”; 20:31 – “ Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
João explica, ainda, em seu Evangelho, o principal motivo da incredulidade dos judeus, no relato contido em Jo 12: 37, 38, 42, 43 – 37: “... E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele, 38: “para se cumprir a palavra do profeta Isaias que diz: 42: “...mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulso da sinagoga” 43: “porque amaram mais a glória dos homem do que a glória de Deus.
O amado irmão poderá ver, portanto, que João intentava mostrar aos judeus, através dos “sinais miraculosos” de Jesus, que o Messias já se encontrava entre eles e narrou em seu Evangelho aquele que seria o primeiro sinal de que Jesus operaria muitos milagres, por ser o enviado de Deus: “A transformação de água em vinho”. Destarte, podemos observar que, realmente, esse sinal miraculoso foi o primeiro descrito pelo evangelista (Jo 2:1-11) em seu livro. Assim foi narrado: Jo 2:11 “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galileia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”
Considerações:
À luz da cronologia, face ao exposto, lembro ao senhor que o primeiro milagre de Jesus foi narrado por Marcos  (Mc 1:21-28), sob o título: “A cura de um endemoninhado em Cafarnaum”. Logo em seguida, na casa de Pedro e André, Jesus iria curar a sogra de Pedro.
Segundo registros o Evangelho de Marcos é o mais antigo; dizem-no escrito em época anterior a 62 d.C.
Mateus narra o primeiro milagre de Jesus como sendo a cura de um leproso ocorrida logo após o sermão do monte, fato narrado em (Mt 8:1-4). Na sequência, ao entrar em Cafarnaum, Jesus cura o criado de um centurião, dizendo aos que o seguiam não ter visto, nem mesmo em Israel, uma fé tão grande quanto à daquele centurião.
Os registros históricos mostram-nos que o livro de Mateus teria sido escrito entre 64 e 70 d.C.
O primeiro milagre de Jesus, na Bíblia, é reproduzido por Lucas em seu Evangelho: “A cura de um endemoninhado em Cafarnaum”. Lucas, também, reproduz outros sinais constantes no livro de Marcos.
A ocasião do Evangelho de Lucas é citada, comumente, como “por volta de 63 d.C.”.
Sem detalharmos os sinais que se seguiram à transformação da água em vinho, podemos concluir que cada um dos evangelistas enunciou os seus “primeiros milagres” com intenções distintas:

·                    Marcos e também Lucas pretenderam fazer-nos entender que Jesus, o Messias esperado, está entre nós disponibilizando o Seu poder para que sejam derrotadas as forças demoníacas opressoras que nos afetam, tanto física quanto mentalmente;
·                    Mateus faz-nos perceber que o poder de Jesus é mais utilizado para a resolução dos problemas sócio-emocionais evidenciados entre aqueles mais carentes de recursos para sobreviver:
·                    João, definitivamente, nos mostra que Jesus é o enviado de Deus – nosso único e suficiente Salvador. Em seu Evangelho, por sete vezes, Jesus reivindica esta Sua divindade. João, diferentemente dos outros evangelistas tinha interesse em registrar Quem Ele era e não o que Ele podia fazer.

Observe meu amado irmão, que Jesus, deliberadamente, profana o que era sagrado para os judeus, que tinham aquelas talhas como utensílios de purificação, usados em seus rituais. Jesus utilizou-as como objetos típicos de uma festa, fazendo com que eles entendessem que para o Messias o sagrado só poderia ser estabelecido pelo Deus criador de tudo e de todos.
Jesus joga por terra a ideia de que certos objetos poderiam ser santificados, querendo dizer-lhes que só Ele é santo e santo é tudo aquilo que somente Ele pode santificar.
Jesus, quando utilizou aqueles recipientes quis mostrar aos presentes que Ele não se submete ou não se prende às coisas que o homem conceitua e define como sagradas para si, às quais  presta contas e obedece como se submisso a elas. Para o Senhor isto soa como idolatria.
Preclaro bispo, o seu questionamento deveria ser:
Mas por que o evangelista João relata a transformação de água em vinho como o primeiro milagre de Jesus?
Permita-me responder: Há cinco razões consubstanciando o sinal relatado por João como o primeiro sinal miraculoso do enviado de Deus:
1 – A crença judaica era de que quando o Messias estivesse entre eles, Deus iria festejar sua presença com uma grande festa de casamento em que o povo de Israel seria a noiva e o Criador seria o noivo, cuja fidelidade estaria determinando que, a partir das bodas, não mais deixaria seu povo abandonado.
2 – João quis dizer que as bodas previstas por Deus para o final dos tempos já estava acontecendo com a presença do Cristo ressurreto.
3 – O que estaria caracterizando essa festa, ainda segundo a crença judaica, seria a abundância de vinho (600 litros), usado corriqueiramente em eventos matrimoniais.
4 – Aquele sinal miraculoso; um milagre daquela proporção levou os judeus desacreditados da comunidade de João a crerem que, realmente Jesus era o filho de Deus.
5 – A transformação, em que foram utilizadas talhas de pedra usadas em rituais de purificação, determinaram a total desvalorização daquelas práticas que, agora, seriam substituidas pelo vinho sinalizador da ressurreição do nosso Salvador.

Há relatos bíblicos registrando esse casamento entre Deus e Israel. Entre outros, podem ser citados os versículos 19 e 20 do Capítulo 2 do livro do profeta Oseias:
19 – “Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdia;
20 – “desposar-te-ei comigo em fidelidade; e conhecerá ao Senhor.”
Pode-se ler em (Is 62: 5), sob o título “Jerusalém, a noiva do Senhor”:
“Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva; assim de ti se alegrará o teu Deus”.

Embora não desconheça que o nobre bispo ama o dinheiro e jamais se fartará dele; que, em amando a abundância nunca se fartará da renda (segundo Salomão em Ec 5:10) que o posiciona como o tele-evangelista mais rico entre os brasileiros que professam a falaciosa teologia da prosperidade, confesso ainda ter a esperança de que o amado bispo venha a se arrepender de todas as ações anti-bíblicas que vem praticando à frente da gloriosa Igreja Universal do Reino de Deus.
Por meu turno, para não ser taxado de servo impiedoso:
Que Deus o perdoe – eu o amo, neste mesmo Jesus que o senhor desmereceu vilipendiosamente. 
Vou orar muito pela sua vida.
Respeitosamente,

Alberto Couto Filho

Pesquisar assuntos, temas ou postagens

MILAGRES